CPMI do Cachoeira foi instalada e já tem mais de 150 requerimentos de convocações e documentos

Publicado por: suporte

O relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG), apresentará à comissão uma proposta de plano de trabalho em reunião na próxima quarta-feira (2/5),

às 14h30. Segundo o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), a reunião também escolherá o vice-presidente do colegiado, de forma “harmônica” entre os partidos. A intenção do presidente é marcar as reuniões da CPMI sempre para as terças, quartas e quintas-feiras à tarde.

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De acordo com Cunha, a prioridade no plano será a análise dos documentos das operações da PF que envolvem Cachoeira. “Uma questão central é garantir que a análise dos documentos seja feita previamente à convocação de pessoas”.

O relator adiantou, porém, que a CPMI poderá ouvir o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e os delegados da PF que conduziram os inquéritos das operações Monte Carlo e Vegas. Segundo Odair Cunha, a medida, sugerida pelo senador Fernando Collor (PTB-AL), é “justa e necessária”. Já foram apresentados mais de 150 requerimentos de convocação de depoentes e de requisição de documentos.
Em nota lida pelo deputado Rubens Bueno (PPS-PR), o deputado licenciado Stepan Nercessian (PPS-RJ) se dispôs a prestar esclarecimentos à CPMI sobre sua relação com Carlinhos Cachoeira. Ele se licenciou do partido após ser acusado de ter recebido dinheiro emprestado de contraventor.

A eleição de Vital do Rêgo como presidente e Odair Cunha como relator ocorreu logo após a instalação da CPMI. “É minha intenção dirigir os trabalhos da comissão de maneira isenta, acima de interesses partidários e de grupos”, disse o senador em seu discurso de posse.
Sub-relatorias

Parlamentares discordaram sobre a necessidade de criar sub-relatorias para a CPMI. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) afirmou que a divisão de trabalhos facilitaria as investigações. “A criação de sub-relatorias, longe de criar sistema de vazamento, cria sistema para subsidiar o relator”, disse Sampaio em resposta às argumentações de Vital do Rêgo e Odair Cunha de que a existência de sub-relatorias “facilitaria o vazamento” de documentos sigilosos.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), a divisão de trabalho poderia esvaziar a relatoria de Cunha. “Este não é o momento. Nem discutimos o nosso roteiro de trabalho”, alegou. Teixeira aventou a possibilidade de a questão ser revista em um segundo momento se o volume de documentos a ser analisados for muito grande.

Segundo o relator, não é necessária a criação formal de sub-relatorias e cada parlamentar pode ser um sub-relator ou correlator. “Terei a responsabilidade de coordenar os trabalhos, mas contarei com os demais para a empreitada”, disse.

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Foto: Saulo Cruz

Fonte: Câmara Federal

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