ALEGRIA NO MINASCENTRO
O Minascentro em Belo Horizonte foi placo na noite dessa quarta-feira (14/03/2102) da cerimônia de premiação estadual do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor. A condecoração reconhece iniciativas em prol de pequenos negócios em todo o estado. Em Minas Gerais, dos 215 prefeitos inscritos, 30 prefeituras estavam na disputa pelas três primeiras colocações, sete pelos destaques temáticos e cinco pelos destaques regionais. Divinópolis venceu como destaque regional central concorrendo com cidades como Belo Horizonte, Betim e Contagem. Também foram concedidos certificados e troféus aos sete destaques temáticos: compras públicas dos pequenos negócios locais, formalização de pequenos negócios e apoio ao Empreendedor Individual (EI), Lei Geral municipal, médios e grandes municípios, planejamento e gestão pública para o desenvolvimento sustentável, crédito e capitalização e promoção do desenvolvimento rural. Uma prefeitura de cada região do estado – norte, sul, leste, oeste e centro – receberá a condecoração de destaque regional. O projeto premiado de Divinópolis foi o Projeto Campo Revigorado que reúne as ações do Programa de Agricultura Familiar desenvolvido pela Secretaria de Agronegócios. Esse ano as ações que concorreram ao Prêmio são do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura familiar (PAA), o Banco de Alimentos, o Serviço de Inspeção Municipal e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). 300 famílias são beneficiadas diretamente com o PAA. Através do programa a Secretaria Municipal de Agronegócios adquire a produção da agricultura familiar de Divinópolis e doa para 55 entidades que prestam serviço de assistência beneficiando 8.690 pessoas atendidas pelas associações, além de atender a merenda escolar do município. Divinópolis já venceu esse prêmio com o Feirão de Divinópolis, iniciativa que reúne pequenos comerciantes a cada domingo no Parque de Exposições. O vencedor, o segundo e terceiro lugares participarão de missão técnica para conhecer práticas bem-sucedidas de políticas publicas dirigidas aos pequenos negócios. Após essa etapa estadual ocorre a etapa nacional. Os vencedores de cada estado concorrem aos 12 prêmios da fase nacional. Além dos sete destaques temáticos, será premiado o melhor projeto de cada uma das cinco regiões do país. Entre os dias 19 e 21 de março, vencedores estaduais passarão por uma pré-seleção nacional, feita por técnicos do Sebrae. A premiação nacional está prevista para 17 de maio. Os vencedores recebem certificado, troféu e uma viagem técnica internacional para conhecer experiências de sucesso no apoio aos pequenos negócios. Os projetos que obtiverem 50% ou mais da pontuação máxima exigida recebem o Selo Prefeito Empreendedor – Finalista Nacional.
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Em seu pronunciamento do dia 28 de fevereiro, Dra. Heloisa cobrou explicações da Secretaria Municipal de Saúde. “O aumento no índice de mortalidade infantil não acontece por acaso. É preciso encontrar o erro e a Secretaria de Saúde não pode permanecer omissa, como tem ocorrido ao longo desses últimos três anos. Não são poucos os problemas para os quais a gestão na saúde tem feito vistas grossas. Não são poucas as situações em que a falsa propaganda tem sido usada em larga escala com o objetivo de confundir a cabeça do cidadão. Esperamos explicações e soluções”.
A denúncia feita pela vereadora virou destaque na imprensa de Belo Horizonte. O Jornal Estado de Minas e o site UAI, em edição do dia 10 de março, publicaram a informação. Leia na íntegra a notícia publicada pelo jornal da capital:
Com aumento de mais de 57% na taxa de mortalidade infantil, Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, corre contra o tempo para reduzir o número de crianças que morrem antes de completar um ano de vida. Estatísticas do Datasus indicam que para cada mil bebês nascidos vivos em 2008, 9,18, em média, não sobreviveram. Em 2010, essa taxa pulou para 14,44. O município segue o caminho oposto da região, que registrou queda de 2,22 nesse período, segundo a Secretaria de Estado de Saúde.
É no abraço da filha Maria Cecília, de 8 anos, que a dona de casa Geisa Fernanda Ribeiro, de 32, encontra consolo e força para superar o trauma da morte da pequena Mariana. O bebê morreu em 4 de janeiro com apenas 30 minutos de vida. “Era um sonho meu e do meu marido. Mariana era esperada com muito amor e ainda é difícil lembrar aquele momento”, diz.
Geisa conta que chegou ao hospital com hemorragia e, mesmo assim, o médico a deixou esperando por mais de duas horas, a fim de fazer parto normal. “Só depois outro médico me examinou direito e percebeu que o cordão umbilical estava sufocando a criança. Como ficou muito tempo sem oxigênio, ela teve duas paradas cardíacas ao nascer e não resistiu. Se o atendimento tivesse sido priorizado desde o início e tivesse sido feita uma cesariana, eu estaria com minha filha nos braços”, lamenta.
O aumento da mortalidade infantil mostra que há falhas no atendimento às gestantes e na identificação de crianças em situação de risco. Segundo o coordenador do Núcleo de Estudos Epidemiológicos da Secretaria Municipal de Saúde, Osmundo Santana, o aumento decorre de um problema que afeta o município há anos. A reestruturação do Comitê de Prevenção de Mortalidade Materna Fetal e Infantil será o primeiro passo para redução do índice. “Há falhas no trabalho do comitê, que funciona na cidade desde 2004. Precisamos melhorar, por exemplo, a identificação de gestantes em situação de risco, conscientizá-las sobre a importância do pré-natal e avaliar a qualidade da assistência que elas recebem, antes e depois do nascimento”, diz.
Outro passo importante, de acordo com Santana, é investir na atenção primária à saúde. Ele afirma que o trabalho deve começar já nas unidades de saúde, porta de entrada das gestantes. O epidemiologista explica que os óbitos acontecem principalmente em bebês com menos de seis dias de vida. Em 2008, 24 crianças morreram na cidade antes de comemorar o primeiro aniversário. Em 2010, foram registrados 37 óbitos. Para tentar mudar esse quadro, o núcleo trabalha desde o segundo semestre do ano passado na identificação das principais falhas cometidas pelo município. O relatório final será entregue este mês.
Para o pediatra e coordenador da CTI Infantil do Hospital São João de Deus, Júlio César Veloso, a ampliação no número de leitos é outro caminho para reduzir a taxa. Ele informou que o município conta com oito vagas para toda a região. Um projeto para elevar esse número a 14 já foi discutido. Seriam necessários cerca de R$ 400 mil para investir em equipamentos e funcionários. A verba não foi disponibilizada, nem pelo estado e nem pelo município, e não há previsão de quando essa melhoria sairá do papel. “Mesmo aumentando para 14, sabemos que esse número ainda estaria defasado. Mas a situação no município melhoraria muito”, explica.
Veloso conta que, desde a implantação da CTI Infantil, em 1999, a taxa de mortalidade registrada no hospital caiu consideravelmente, tendo o pico em 2008, quando o município apresentou índices comparáveis a países de primeiro mundo. Ele lembra que alguns os fatores, como gravidez na adolescência e consumo de drogas pelas gestantes, podem contribuir para aumentar a taxa de mortalidade infantil.
FONTE: Blog Di Verdade (Heloisa Cerri)
Jornalista Jotha Lee
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