O título da matéria foi tirada do arquivo para colocar em evidencia as 23.788 multas de transito aplicadas em 2011, com uma média de 2 mil multas por mês, que para o porte de uma cidade como Divinópolis e seus inúmeros veículos em uma proporção per capita das mais altas do Brasil, não por seu poderio econômico, e sim pela total deficiência do transporte urbano.
Mas, vamos a “maldosa” matéria política do UAI sobre o caótico trânsito de Divinópolis. Que aí tem, ah tem!
Ou será que o Grupo dos Diários Associados (Jornal Estado de Minas, Portal UAI e TV Alterosa) descobriu que a verba da R$ 10 milhões de publicidade, depois da mídia local o Jornal “O Tempo” ficou com uma parte maior que eles. (Veja em breve no Divinews como foi distribuída a verba de publicidade da Prefeitura de Divinópolis em 2011) – Se for isto em breve Divinópolis terá outras matérias negativas sobre o municipio, a não ser que o PSDB interfira.
| E com o aumento do número de veículos, a situação só se agrava. Em 2011, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte, foram registradas 23.788 infrações de trânsito, uma média de 2 mil por mês. As principais irregularidades cometidas são estacionamento irregular, dirigir falando ao celular, falta do uso do cinto de segurança e avanço de sinal vermelho.
O taxista Pedro Joaquim da Silva, que há 10 exerce a profissão, conta que já se envolveu duas vezes em acidentes e que em uma delas o condutor do outro veículo estava embriagado. “Ainda bem que nunca foi nada grave. Aqui não existe isso de não beber se estiver dirigindo. Se a pessoa fizer essa opção, é porque é consciente. Aqui, motorista entra na rotatória de qualquer jeito, fura sinal, entra na contramão. Vejo isso todos os dias.” A advogada Vera Lúcia Marques, de 30, acaba de se mudar para Divinópolis e está assustada com o desrespeito, não apenas dos motoristas, como também dos pedestres. Ela, que sempre morou em BH, está estranhando muito a atitude das pessoas no trânsito. “Todos os dias me deparo com uma situação diferente. Esses dias, uma mulher estava atravessando a rua sem olhar para os lados. Ela atropelou meu carro, porque parei o veículo e ainda assim ela continuou andando e acabou caindo em cima do meu capô. É até engraçado, mas imagine se eu não tivesse percebido que ela estava desatenta?”, questiona. Quem não teve tanta sorte e acabou se acidentando, como o arquiteto Leandro Camargo, de 31, carrega até hoje o trauma. Foi em 2006, e Leandro teve a perna direita amputada. O acidente ocorreu na Avenida JK, no Centro da cidade, e o arquiteto ficou preso debaixo da carreta. “Quando lembro daquele momento, sinto a dor, a sede. É uma dor que não dá para descrever. Como se estivesse queimando. Tem horas que paralisa e é como se você não estivesse sentindo mais nada”, conta. A moto que Leandro pilotava foi atingida pela carreta ao fazer uma curva. Hoje, o arquiteto prefere andar de carro, passou a dar ainda mais valor à vida e, ao volante, procura dirigir pensando nele e nos outros, sempre muito atento. “É preferível chegar em casa mais tarde, ou atrasar alguns minutinhos, do que se arriscar. São alguns minutos que mudam a vida da gente e podem causar sérios desastres”, conclui. Continua depois da publicidade Nova Serrana Vizinha de Divinópolis, Nova Serrana, com quase 74 mil habitantes, também convive com trânsito caótico e violento. De acordo com dados da Polícia Militar, no ano passado 272 pessoas ficaram feridas na cidade em consequência de acidentes. Foram registradas seis mortes. Quem enfrenta diariamente problemas como engarrafamentos no horário de pico, acidentes e desrespeito à sinalização cobra planejamento, conscientização dos motoristas e melhoria das vias para desafogar o tráfego. É o caso do taxista Bruno Lopes dos Santos, de 22. Para ele não restam dúvidas: é preciso mais investimentos e mais planejamento do trânsito na cidade. “Dirigir aqui é horrível. Não existe respeito e as ruas são estreitas. Quem não está acostumado passa aperto ao dirigir em Nova Serrana. Tem que estar sempre com a atenção redobrada. Já vi muitas batidas provocadas por imprudência”, conta. Há três anos Lauro Henrique Will da Silva, de 25, trabalha como porteiro em uma loja localizada numa das principais vias da cidade: a rua Guimas Dimarães, no Centro. Ele também já presenciou inúmeras batidas e hoje prefere não dirigir. “Aqui é muito complicado. Ninguém respeita nada e as ruas são estreitas. Prefiro evitar aborrecimentos e vir trabalhar a pé mesmo”, diz. Rotina de acidentes e feridos Mais veículos nas ruas, mais falta de respeito e mais vítimas de acidentes do trânsito. Em Sete Lagoas, na Região Central de Minas, a 84 quilômetros de Belo Horizonte, dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que cerca de 40% dos casos atendidos no Hospital Municipal são decorrentes de acidentes envolvendo motociclistas. Já de acordo com o Corpo de Bombeiros, que também atende vítimas de acidentes, só em 2012 já foram socorridos 24 motociclistas e passageiros de motociclistas, com registro de uma morte. (Marcos Avellar)
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