O Senador Demóstenes Torres (DEM-GO) ao pedir a cassação do Ministro Fernando Bezerra pensou que teria o apoio do PSDB, mas o partido de olho em 2014 mandou o avisou que iria ficar fora desta briga, porque o senador Aécio Neves está enamorado do PSB, o mesmo partido do ministro que está em processo de fritura. E, como amigo (da onça) avisou ao “aliado” para seguir sozinho no bombardeio a Bezerra.
Com um olho na missa e outro no padre, os tucanos ligados ao mineiro não querem ficar mal com o PSB do governador Eduardo Campos (PE), fiador de Bezerra no Governo. Tradicional parceira do PT, o partido é uma das principais forças políticas do Nordeste e sigla ascendente no Congresso Nacional. Aécio não quer se encrenca com Campos e a quem tentará atrair para uma eventual dobradinha na próxima campanha presidencial.
Há, ainda, outra razão, segundo a Folha, para a timidez tucana na crise: o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), não só representa o mesmo Estado que o ministro e Eduardo Campos como possui afinidades políticas com ambos.
Enquanto isso, o DEM comanda campanha contra Bezerra. O líder do partido protocolou representação nesta terça-feira, 10, na Procuradoria Geral da República (PGR) contra o ministro da Integração Nacional. No texto, anexou informações do governo mostrando que o ministro favoreceu Pernambuco com 90% das verbas de sua Pasta destinadas à prevenção de desastres naturais no País. Segundo o Estado de S. Paulo, há também dados indicando que o ministro liberou 99% das emendas individuais de seu filho e que também burlou a Lei de Nepotismo e o decreto presidencial no mesmo sentido.






