Servidor acusa SEMUSA de deixar faltar remédio e SEMUSA acusa servidor de não ser bom profissional – Quem terá razão afinal?

Publicado por: suporte


A matéria começou quando uma usuária do posto de saúde ligou para o Divinews para reclamar que esta faltando importantes remédios no posto de saúde do bairro Nossa Senhora das Graças e pediu que ligássemos para o servidor responsável (Daniel) – A sua indignação com a falta do remedio foi tamanha que ele foi muito alem da questão e como começou a falar uma serie de outras coisas solicitamos que ele nos enviasse um e-mail falando sobre os assuntos que ele estava abordando. Na parte da tarde desta sexta-feira ele enviou o e-mail (veja a seguir).

Ao tomarmos conhecimento do teor do e-mail entramos em contado, na manhã desta sábado com o secretário adjunto de saúde, Gilmar Santos. O secretario disse que o funcionário é problemático e que na gestão passado, do secretario de saúde anterior (Vanir Andrade), o servidor já tinha problemas de relacionamentos e que não foi demitido por ingerência política.

Gilmar solicitou que a Coordenadora do Posto de Saúde daquele bairro, Larissa entrasse em contato com o Divinews para esclarecer os fatos contado pelo servidor Daniel através do telefone e posteriormente enviou e-mail.

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Para um melhor entendimento veja inicialmente o e-mail enviado pelo servidor Daniel, farmacêutico do posto.

Ao divinews,
a/c Sr. Geraldo Passos
 
O fato começa na quinta-feira dia 15/12/2011, quando cheguei a farmácia e percebi que não tinha sido entregue a medicação semanal. Como fiz o pedido a CAF (central de abastecimento farmacêutico) na terça-feira e, eles entregam na quarta ou quinta à tarde imaginei que seria entregue na parte da tarde.
 
Hoje, dia 16/12 cheguei a farmácia e fui tirar satisfação do motivo que não entregaram a medicação. A gerente, que trabalha como gerente regional e “trabalha” em dois postos o CSNSG (centro de saúde NSG) e o CSCSU (centro de saúde CSU), nunca está presente no posto onde trabalho e manda resolver todos os assuntos referentes aos postos com as devidas referências técnicas ou com os agentes administrativos.
 
A referência técnica dos farmacêuticos, Thais Bueno, resolve todos os assuntos mandando ligar para os devidos gerentes e no caso ligar também para a CAF. Também a referência não toma nenhuma medida sem autorização da secretaria.
 
O funcionário da CAF informou que não recebeu o e-mail do pedido. (Olhei no meu e-mail pessoal e confirmei que foi mandado na terça-feira dia 13/12/2011).
 
O funcionário, Sr. Reginaldo, também informou que a CAF está sem farmacêutico por que as duas responsáveis estão de licença.
 
A SEMUSA NÃO RESOLVE NADA. Não oferece condições de trabalho para seus funcionários: falta caneta, papel, papel higiênico, café, açúcar e muitas outras coisas…
 
A SEMUSA, por ser uma secretaria comandada pela esposa do deputado, não toma nenhuma decisão que não tenha fundamento político e ou partidário. Por exemplo, para mudar algum funcionário de cargo, tem que ser diretamente com a secretária; pois, pode ter conseqüências políticas. Todos os gerentes e cargos de confiança possuem vínculos com a cúpula da maçonaria e do PSDB, são os filhos dos médicos ou os coligados.
 
 

Nesta administração não foi realizado nenhum projeto além dos obrigatórios do MS.( Ministério da Saúde )

 
Cidades como Sto Antonio do Monte estão mais avançadas na saúde que Divinópolis como o programa Hiperdia e muitos outros; pois não estão atreladas á política pública.
 
A falta da medicação prejudica diretamente a população que não tem condições econômicas E NÃO MANIFESTAM SUA INDIGNAÇÃO.
 
Fiz um aviso a população esclarecendo o motivo da falta dos itens, evitando assim problemas com a funcionária da tarde.
 
Peço a gentileza de citar meu nome e que conversamos por que uma usuária ligou para vocês. Estou disposto a passar mais informações e ajudar a desmascarar esta administração que está uma vergonha.
 
Alguma dúvida pode ligar no 8807-6961.
Daniel Túlio Gontijo


Larissa Rabelo, a coordenadora do posto, explicou que o e-mail solicitando os remédios foi enviado para a CAF (Central de Abastecimento Farmacêutico), mas não sabe o que aconteceu, porque ela teria ligado para a CAF e eles informaram que o e-mail não tinha chegado e não sabe o que aconteceu.

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A coordenadora solicitou então que Daniel ligasse para a Thais na CAF. Acontece que a Thais estava de folga. Então a Larissa ligou para o Reginaldo também da CAF e ele informou que não havia recebido o e-mail com os pedidos de medicamentos.

Larissa contou que tudo poderia ser evitado se Daniel fizesse o que tem que ser feito. A primeira coisa e cumprir o seu horário que e de 7 as 13 horas e ele nunca chega no horário. Chega as 8, 9 ou 10 horas, passa um tempo, umas 2 horas, ou 3 no Maximo e vai embora. Disse ela que, a fiscalização já esteve lá por uma duas ou três vezes e não o encontrou trabalhando.

Ela também desmente Daniel de que tenha falta de café, papel higiênico, etc. e falou que não falta nada.

Quanto a sua dupla atividade que Daniel relata no e-mail, Larissa afirmou que coordena sim duas unidades de saúde, mas que todos têm o telefone dela e ela consegue satisfazer bem as duas unidades. E, que esta dentro da lei. “A figura de coordenadora dentro do posto tem uma representatividade com a função de coordenação e não execução”, afirmou Larissa.

Voltando ao assunto Daniel, Larissa disse que ele poderia ficar mais atento ao estoque dos medicamentos e não deixar acabar para depois pedir. Esta semana o pedido foi maior em conseqüência do acumulo que ele acaba deixando de uma semana para a outra.

Com relação ao e-mail, Larissa voltou a explicar que o Daniel mandou para ela o e-mail e ela mandou para o Reginaldo na CAF (Central de Abastecimento Farmacêutico) através do SPARK, uma rede intranet, tipo MSN que a prefeitura adota na comunicação interna.

Segundo Larissa, Reginaldo prometeu que vai providenciar os remédios para a próxima segunda-feira (19) – Ela já teria ate conseguido um carro para levar para o Posto e que sem medicamento o posto não vai ficar na próxima semana.

O editor do Divinews, pelo teor do e-mail, perguntou se ela tinha algum problema de relacionamento com o Daniel, ela afirmou que não. “Se ele tem comigo eu não posso falar, mas ele sempre foi bem educado comigo e também com os outros funcionários e os usuários”

Quanto aos cartazes que Daniel coloca, Larissa afirma que ela mesma retira porque não pode deixar um cartaz que diz inverdades colados na parede do posto.

Novamente questionada sobre o procedimento de Daniel não cumprir horário e chegar atrasado, o editor perguntou que providencia ela havia tomado sobre o assunto. Larissa afirmou que já havia passado para a sua superior, Raquel Silva Assunção, diretora da Atenção Primária Saúde.

Novamente o Divinews questionou: e que providencias a diretora tomou? Ela afirmou não saber, mas que Daniel já quis mudar de unidade.

A seguir em um novo contato com o secretario adjunto de saúde, Gilmar Santos, o editor do Divinews questionou se estava justo um problema de gestão interna entre servidores estaria justo que a população “pagasse o pato”, ele respondeu que precisa ser resolvido e que tomará as devidas providencias.

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