Como parte do metiê de qualquer político, a visibilidade é de suma importância. É por isso que eles adoram uma câmera. Daí a frase, “papagaio de pirata”. É aquele político que chega a subir sobre os ombros de outro que esteja dando entrevista. Isto é normal.
Por isso, eles fazem contas e recontas. Para saber se estão aparecendo menos, igual ou mais. Normalmente que aparecer mais não reclama, só quem está aparecendo menos.
Mas, vamos aos números. A apuração refere-se ao período de 28 de junho de 2011 a 3 de novembro de 2011.
Tiveram 4 participações no programa, os vereadores, Edson Sousa (PSB), Milton Donizete (PRTB), Roberto Bento (PT do B) e Anderson Saleme.
Tiveram 5 participações, os vereadores, Antônio Paduano (DEM), Hilton de Aguiar (PMDB), Adair Otaviano (PMDB) e Heloisa Cerri (PV).
Dois vereadores tiveram 6 participações, Beto Machado (PSDB) e Geraldinho da Saúde.
O vereador e presidente da Câmara, teve 2 participações e Edmar Rodrigues, apenas 1 participação.
| A palavra “metiê” é de origem francesa e lá significa ofício, função, trabalho – No Brasil quase não é usada. |
A partidarização da Câmara, não começou quando o diretor de Comunicação da Câmara, Flavio Ramos, se tornou presidente do Partido Social Democrático – PSD, e sim na eleição do atual presidente, quando ele se posicionou a favor do nome do vereador Pastor Paulo César, que foi apoiado pelo governo Vladimir Azevedo e contra ao nome de Beto Machado, que também concorria, mas não tinha o apoio do prefeito.
Como Flávio Ramos é diretor de Comunicação e ao mesmo tempo presidente do PSD, conflitantemente, ele novamente vai se envolvendo na eleição da mesa diretora. Articulando nos bastidores. Fato este que não deveria acontecer pelo cargo que ocupa de servir todos os vereadores, em condições de igualdade.
Existem cargos públicos, exercidos por servidores de carreiras ou não, que devem ser técnicos, exercidos sem paixão partidária. E nisto, a comunicação da Câmara tem falhado, deixou-se contaminar, tomando partido por esse ou aquele grupo.
É preciso entender de uma vez por todas que somente os servidores dos gabinetes dos vereadores (não poderia ser diferente) têm o direito e a obrigação de serem partidários, os demais cargos da Câmara são técnicos para servir toda instituição. Mesmo os indicados por vereadores (faz parte do jogo) deveriam ter uma postura mais isenta.
O que está acontecendo atualmente na Comunicação da Câmara, é que alguns além de ficarem desse ou daquele lado, pra complicar, ainda se filiaram à agremiações partidárias.
Em apenas uma edição de um “determinado” jornal, três vereadores da Casa Legislativa (Adair, Edson e Heloisa) foram citados negativamente. E, a Comunicação da Câmara sem nenhum sentido de corporativismo em defesa da Instituição, não emitiu sequer uma linha, uma nota, em uma clara posição partidária.
A César, o que é de César. Contudo, existem muitos setores e servidores que agem de forma totalmente profissional, não se envolvendo em questões políticas. Servem todos os vereadores em igualdade de condições, sem saber qual é a cor do partido que eles pertencem. E, um desses setores é a Diretoria Legislativa, sob a direção de Julia Amaral.
Como já tuitado pelo Divinews. “Os presidentes passam e os cargos ficam”





