Márcio Chula em entrevista ao Divinews afirmou que um dos motivos seria o pagamento de precatórios que a prefeitura teve que fazer no dia 14 de outubro no valor de quase R$ 3 milhões, sendo mais exato R$ 2.935.302,38.
O superintendente do DIVIPREV ao ser perguntado pelo Divinews se este atraso já não seria motivo suficiente para que o conselho fiscal do Instituto questionasse, ele afirmou que já o fizeram, e, que já levou ao conhecimento de várias pessoas da prefeitura, para o secretário de Fazenda, Antônio Castelo, para o procurador, Rogério Farnesi, o controlador Kelsen Rios, o secretario de planejamento, David Maia e estive com o próprio prefeito, Vladimir Azevedo, falando sobre o assunto. “Tenho que me resguardar”, afirmou Marcio Chula.
E o que disse o prefeito a respeito do assunto? Perguntou o Divinews. Marcio respondeu: “ele falou que vai resolver – Já foi feito um acordo com os servidores que dos precatórios ainda pendentes ele disse que pagará somente 50%”.
Marcio explicou que os precatórios são referentes ao anuenio dos servidores que não é pago desde 2002, que ele inclusive tem valores a receber. Esclareceu também que o precatório pago no último dia 14 não seria somente referente aos servidores teria também débitos com empresas.
O receio do superintendente é que no ano que no próximo ano tem muito mais precatórios para serem pagos, segundo cálculos, cerca de 10 milhões de reais. “Este atraso sempre acontece, desde de 2005, é mais apertado no 2º semestre – A prefeitura não tem como pagar – Ele sacrifica outras coisas se vira e paga”, afirmou.
Quando questionado que diante da Lei Complementar 126, de que as verbas teriam que ser bloqueadas diante dos atrasos, Marcio ficou “meio que sem resposta” e imediatamente informou que a Prefeitura pagou parte dos débitos dos meses de julho e agosto.
Finalizou informando que Câmara Municipal está em dia com a sua parte da contribuição patronal, até setembro e que também a contribuição da parte dos servidores está em dia. “seria crime de apropriação indébita se tivesse descontado do funcionário e não repassasse”, concluiu.
Ao observar os números da prestação de contas e verificar que mesmo com pagamento patronal da Prefeitura atrasado em três meses, em agosto o DIVIPREV apresentou um superávit de R$ 1.390 milhão, em setembro R$ 5.901 milhões, ao questionarmos que parecia, pelos números que o atraso da Prefeitura não fazia tanta falta, houve a informação de que as taxas (juros) de pagamento por atraso que a Prefeitura usa são bem acima do que o mercado usa.






