A reunião, bastante concorrida, começou às 18h30min no auditório da SEMUSA, o staff do Hospital São João de Deus estava todo presente, o Superintendente, Frei Ronan, que não quis dar entrevista para o Divinews no final da reunião, pois segundo ele a reunião foi auto-explicativa, o diretor técnico, Alair Rodrigues e Marisa Gonçalves Rodrigues, diretora geral. A apresentação dos números ficou a cargo do diretor administrativo do hospital.
Da parte do governo estiveram presentes, a secretária da saúde, Rosenilce Cherrie Mourão, o adjunto, Gilmar Santos, o diretor do Pronto Socorro Mauricio Couto, entre outros diversos funcionários da SEMUSA.
No local havia cerca de 60 pessoas, entre membros do Conselho Municipal, Representantes dos Usuários, representantes do trabalhador, do governo, prestadores de serviços e visitantes.
O motivo da contenda entre as três partes, conselho, governo e hospital, está pautada na desconfiança tripla. O governo e o conselho desconfiam que o hospital esteja levando vantagem atendendo usuários particulares e de convênio com os recursos do Pro-Hosp, por sua vez o hospital até reconhece que o Pro-Hosp é importante, mas não é nenhuma “Brastemp”, já que segundo o superintendente o valor mensal de custeio do HSJD é de aproximadamente R$ 8 milhões de reais, o valor orçado de custeio para 2012 é a bagatela de R$ 110 milhões.
Após a apresentação dos números, onde foi gasto cada centavo do Pro-Hosp no São João de Deus, a reunião foi aberta para as perguntas, de imediato o secretario adjunto, Gilmar, afirmou que os quase R$ 16 milhões foi um dinheiro importante indiretamente para a construção do novo HSJD, contradizendo uma afirmação que o superintendente do Hospital, Frei Ronan, afirmou na Tribuna da Câmara de que no Novo HSJD não havia um centavo do dinheiro público.
Gilmar, disse ainda: “Me preocupa bastante quando há mistura do dinheiro público com o privado”. A seguir falou sobre a polêmica máquina usada para examinar retina.
Frei Ronan, respondeu que sua fala na Câmara, dizendo que no novo HSJD não tinha dinheiro publico, a não ser as 60 camas (leitos), disse porque o Estado não permitiu que nenhum recurso do Pro-Hosp fosse usado na construção. O superintendente não desdenhou os R$ 16 milhões do Pro-Hosp, mas disse que para movimentar o HSJD mensalmente ele precisa de R$ 8 milhões de reais e anualmente, o orçado para 2012, R$ 110 milhões de reais.
O diretor técnico, Alair Rodrigues, antes de responder a questão da máquina usada em tratamento oftalmológico (retinografo), disse: “A reunião é para prestação de contas, mas estão puxando uma ponta (sua fala foi meio inaudível), mas eu explico” disse ele.
“Dentro do projeto, tivemos um sonho de diminuir a cegueira das pessoas. O retinografo é apenas um aparelho que faz parte do processo, o mais importante é o laser” – “Agora, foram lá e denunciaram que o hospital não estava fazendo determinados procedimentos. Então o Estado resolveu retirar o retinografo – Se retirar nós vamos retroceder no processo”, finalizou o diretor técnico do HSJD.
Varias perguntas foram realizadas, por diversos participantes. Entre os visitantes tinha até um estudante que tentava entender toda aquela celeuma de percentuais de atendimento do SUS, com Pro-Hosp. Esperamos que ele tenha saído da reunião entendendo um pouco mais do que quando entrou.
Para receber recursos do Pro-Hosp, entre outras exigências, e necessário que 70% da capacidade instalada do hospital tem ser utilizada no atendimento dos usuários do SUS.
Encerrando a prestação de contas a presidente, Fernanda Francischetto, falou ao Divinews. Veja o vídeo.
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