COPASA se enrola toda em Audiência Pública e leva uma grande “tunda” da população presente no plenário da Câmara de Divinópolis – Tentaram explicar o inexplicável

Publicado por: suporte


O prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo (PSDB) que há alguns dias participou da discussão deste mesmo tema no convento dos padres franciscano, mas seguindo sua máxima de evitar comparecer à Casa Legislativa, enviou o controlador geral do município, Kelsen Rios, e o secretário do Meio Ambiente, Pedro Coelho. Os dois sentindo que a defesa era inglória, já que a audiência era da Copasa, poucas interferências fizeram, deixaram o representante se virar nos 30, com as espinhosas perguntas da “platéia” inscrita para os questionamentos.

A princípio os representantes da empresa exibiram uma série de lâminas projetadas em PowerPoint, mostrando o que já foi realizado, o que está sendo feito neste momento e o que será feito. Muito bonito no papel, mas, provado mais tarde, sem consistência. Principalmente quando Faissal afirmou que a cidade neste momento não tem mais problemas de falta d´água, logo desmentido por vários vereadores, principalmente Hilton de Aguiar e Adair Otaviano. Aí sua arrogância de apresentação e mentiras, começou a ruir.

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Todos os vereadores se manifestaram contrários à atuação da COPASA deixando faltar água para a população. Uns mais outros menos. Uns bem bonzinhos com discursos quase maternais. Os dois vereadores mais contundentes que encostaram a empresa que deveria ser de água , na parede, foi o vereador Adair Otaviano e Hilton de Aguiar, ambos do PMDB (será que já é alguma orientação partidária?)

Hilton de Aguiar, já nervoso com o discurso de Faissal, balbuciava entre os dentes para a imprensa: “Eles continuam mentindo – São mentirosos demais”. Quando o gerente geral do Distrito do Alto Pará, Faissal Emilio Adad, terminou, Hilton partiu para cima dele dizendo que tudo que ele havia falado era mentira, que no final de semana faltou água em vários bairros.

Adair Otaviano, também encostou os representantes na parede, questionou que as contas vêem mais caras quando falta água, porque entra ar na tubulação e a população, além de ficar sem água ainda paga mais caro, pelo ar que vai junto.

O vereador voltou a questionar a capacidade da Copasa em tratar do esgoto, se ela não está conseguindo resolver nem o problema da água. Adair perguntou ainda porque a empresa insiste em colher água dentro da cidade, sabendo da poluição existente no local que atualmente é usado como ponto coletor de água

O Edil finalizou afirmando que a Copasa tem um grande rigor na cobrança da conta d´água. Corta com 15 dias de atraso, mas não é complacente com a população quando ela descumpre o contrato e não entrega a água.

As respostas dos dois representantes da COPASA eram evasivas e inconsistentes, tanto de Faissal, quanto de João Martins, gerente de divisão de obras. Em quase todos os momentos eles eram colocados em uma tremenda “saia justa”.

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Capítulos à parte foram as participações dos cidadãos presentes em plenários, as “saias justas” teriam sido cômicas se o assunto não fosse tão trágico, como é a falta de água para uma população sofrida.

Dona Iraci Adão, considerada uma vereadora sem mandato, já que em todas as sessões ela se faz presente, cobrou que os demais vereadores estivesse presentes, depois reclamou da qualidade da água, dizendo que de manhã quando vai lavar suas vasilhas a “água fica babando”. E, continuou: “Dra. Copasa eu sei que vocês tem dinheiro… – Parem de falar mentira, eu sou uma mulher da verdade, uma mulher das leis”.
Já a Daniela, também contumaz freqüentadora da Câmara teve um discurso e um questionamento mais pelo aspecto político que técnico. Ela cobrou a postura incoerente do prefeito Vladimir Azevedo de quando era vereador, foi contra a Copasa e agora como prefeito é a favor, pediu explicações a respeito. “Qual foi a historinha que a Copasa contou para que o prefeito mudasse de opinião, a história do Saci Perere ou do Papai Noel”

O representante do prefeito, Kelsen Rios, respndendo o questionamento de Daniela, disse que a pergunta não era pertinente para o momento, pois era política, mas respondeu tentando justificar a mudança de opinião de Vladimir. Disse que como já existia um contrato de água já assinado e não seria possível tecnicamente a cobrança do esgoto sem que estivessem os dois juntos, o prefeito analisou e mudou de opinião. Simples assim!

Outro grande ícone popular, dos assíduos freqüentadores da Câmara, Luisinho Terra Azul, reclamou do reservatório existente no seu bairro que a Copasa não passa nem perto, e que várias vezes ele reclamou sobre o assunto, mas ninguém vai La resolver o problema.

Iris Moreira, presidente do PV também participou questionando a data da assinatura do contrato entre a Copasa e o Municipio, entre outros inúmeros questionamentos.

O ex-prefeito Aristides Salgado também participou, falando que dado a quantidade de reclamações, é pouco provável que a COPASA consiga atender a todas. Lamentou que a empresa vise lucro para seus acionistas e não o lucro social para a população.

O secretário do meio ambiente, Pedro Coelho, chegou mudo e saiu calado, ninguém ouviu a sua voz como representante do prefeito.

A imprensa presente foi prejudicada em informar a apresentação de planejamento que a Copasa mostrou em plenário, isto porque com a peculiar arrogância que norteia a COPASA e o seus gestores, não só com em sua relação com clientes, como com a própria imprensa, ele se recusou a passar as laminas exibidas na TV Câmara e na Net Câmara. Ora se foram exibidas em TV. são de  domínio público.

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