O ambiente começou a esquentar quando o diretor-presidente do Hospital São João de Deus usou a tribuna para defender o hospital dos ataques feitos há alguns dias pelo vereador Beto Machado (PSDB) sobre a ortopedia. O Frei aproveitou a ocasião e disse que a Prefeitura está devendo o HSJD (veja matéria e vídeo em breve)
“Os narizes de palhaços” de Divinópolis e não os “caras pintadas”, como sempre ocorre em Brasília e outras capitais do Brasil, estiveram presentes portando várias faixas e cartazes. Os cidadão freqüentadores habitué da Casa Legislativa, se juntaram a eles e o coro de protesto aumentou.
Para não dizer que não tinha nenhum cidadão favorável ao número de 17 vereadores, existia sim, uma meia dúzia de quatro candidatos, que por pouco não entraram em conflito com o grande grupo favorável a manutenção dos atuais 13 vereadores.
Dois cidadãos que se identificaram como membros do PR – Partido da Republica, com um saco de faixas, a toda hora levantava uma com dizeres diferentes – Um deles, João Martins, exaltado criava “confusão” com todos. Teve desavença com o estudante Leonardo, chegando o ameaçar a resolver a situação em uma luta corporal fora da Câmara. A seguir se desentendeu com Arthur dentista, outro militante favorável à 13 vereadores
Isabela Milagres de 15 anos, Paula Freitas, 16 anos, Luísa Chaves, 15 anos, Isabella Morais de 14, todas alunas do Colégio Roberto Carneiro, além de Vinicius e Sofia Kunl, ambos alunos do CEFET. Disseram que estavam ali representando outros jovens estudantes e que eram contra o aumento do número de vereadores por acham que não precisa. “Eles estão dizendo que as despesas não vão aumentar, mas vai sim – 13 vereadores está muito bom” afirmaram os estudantes.
O clima estava tenso, vereadores entravam e saiam do plenário, iam e voltavam para o plenarinho. Os servidores também deixavam transparecer o nervosismo, uns se envolviam mais, outros menos. Atinham-se ao seu trabalho técnico.
O presidente, Pastor Paulo César, por mais calma que tentasse aparentar estava tenso e preocupado diante da sua responsabilidade, e movido por tais emoções, solicitou que algumas pessoas que estavam portando vassouras, se desfizessem do objeto. Ele disse que era uma medida preventiva para preservar a integridade física das pessoas presentes.
Diante do pedido do Presidente, houve descontentamento e vaias no plenário. Até que o jornalista Itamar de Oliveira, incentivando as pessoas que haviam se retirado do plenário as fizessem voltar. Paulo César (presidente) solicitou que Itamar auxiliasse na tarefa de retirar a vassoura, mas o jornalista disse em alto e bom som que não faria isto não porque as pessoas que estavam portando as vassouras estavam em um ato de protesto e não com outro sentido. Foi aplaudido, mas o Presidente insistiu, e finalmente as vassouras foram retiradas.
Não se sabe como as tais vassouras foram parar no plenário, se chegaram voando, sem passar pela portaria.
Até a policia foi chamada. A principio apenas dois policiais se postaram discretamente no plenário, posteriormente comandado pelo tenente Oliveira, chegaram três outras viaturas, com aproximadamente 9 militares. Segundo informações, chamada pela secretária geral da Câmara Vanicia Rocha, cumprindo suas atribuições para manter a ordem da Casa Legislativa, explicou outro graduado funcionário.
Até que, não tendo mais jeito, chegou a hora. Então, o presidente da Câmara, solicitou um intervalo para uma conversa de bastidores ocorrida no plenarinho entre os vereadores. Esta pausa durou aproximadamente 15 minutos.
Ao retornarem, as pessoas começaram uma guerra de faixa e cartazes. Foi neste momento que houve a desavença entre dois militantes, um favorável aos 17 vereadores (membro do PR) e outro contra (Arthur dentista). O presidente, mais uma vez fez uma intervenção incisiva, solicitando que todos abaixassem as faixas e que não poderia ser exibida nenhuma.
Depois dos ânimos serenados, veio a votação que confirmou os 17 vereadores. Votaram favoráveis a 17: Adair Otaviano (PMDB), Beto Machado (PSDB), Milton Donizete (PRTB), Roberto Bento (PT do B), Antônio Paduano (DEM), Hilton de Aguiar (PMDB), Edmar Rodrigues (PRTB), Geraldinho da Saúde (PR). Anderson Saleme (PR) e o presidente, Pastor Paulo César (PRB)
Heloisa Cerri, em viagem ao Estados Unidos, justificou sua ausência e se declarou contra os 17 e a favor da manutenção dos atuais 13, isto através de uma gravação exibida no tempo regimental do vereador Edson Sousa, que foi o outro vereador que votou contra os 17.
O vereador Rodyson do Zé Milton (PSDB) também votou contra os 17 vereadores, sua opção eram 15 vereadores, conforme relatório da Comissão Especial nomeada para este fim.
Com a vitória de 17 vereadores para 2013 os manifestantes vaiaram bastante o resultado, gritando e ameaçando todos os vereadores que votaram, dizendo que eles não serão reeleitos em 2012. Enquanto um pequeno grupo favorável aos 17 aplaudia o resultado.
Depois de muito tumulto, a sessão prosseguiu, mas ninguém prestava mais atenção nos projetos que estavam sendo votados. Os próprios vereadores tentaram manter um ar de normalidade, mas era visível que não estavam conseguindo. Um projeto do vereador Milton Donizete foi aprovado. E, ponto final. Tudo foi esvaziado.
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Painel do resultado da votação
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