Só a introdução, já equivale a um capitulo. Itamar começa dizendo que fazer e divulgar o livro lhe custa razoável sacrifício, para um município limitado a degustar biografias de seus vultos mais importantes, ou preocupado em deslindar a sua própria história.
O jornalista diz esta ciente de que lamentavelmente provocará constrangimentos, mas afirma que alguém tem que falar, e continua: “A população não deve sobreviver na escuridão forjada pelos meios de comunicação volúveis, por trás da cortina de fumaça lançada pelos conhecidos ‘Chapa Branca’ com a finalidade de solapar a verdade e fazer vistas grossas para as incúrias administrativas. Evidentemente que não carrego a veleidade de ser a ‘palmatória do mundo’, até mesmo porque em outras ocasiões bebi na mesma fonte, muito embora com muito menos sede”,
O também ex-promoter, foi dono de 50% da Festa da Cerveja, depois vendeu sua parte para Luis Cláudio Martins, o Bezerro, traça mais uma faceta da sua biografia: “Na condição de analista político por mais de vinte anos em variadas publicações locais, venho carregando sobre os ombros o peso dos resultados originários dos embates infinitos a que me proponho, me confrontando com o ‘idealismo’ dos políticos, limitado à retórica, se contrapondo à prática do jornalismo objetivo. Discutem-se e compram-se alianças, fazem-se coalizões, coligações, buscam-se adesões, tudo como se fosse um mero exercício de comprar pão na padaria. As negociatas são feitas em dinheiro vivo, imóveis, ou cargos de confiança, como se verá mais adiante”.
E, continua: “Isso resulta em atrasos irreparáveis para sociedade, em ingovernabilidade que clama pela troca de favores, em mentiras dirigidas à população, porque os esquemas saem caro para os bolsos dos contribuintes e eles devem viver na ignorância. Mentira robusta custa dinheiro e cargos – Nicolló di Machiavelli inferia: ‘dividir para governar.”
Na seqüência da introdução do livro, cita alguns nomes, segundo o autor, um vereador que “fica” doente para ser eleito e outro ex-vereador que se utiliza da doença e desgraça alheia também para ser eleito. Diz ainda que o prefeito de Divinópolis é ditador, não suporta oposição, explicita quem faz parte da sua tropa de choque na Câmara e deixa claro que a secretária geral da Câmara, comporta-se como uma “deusa”, é protegida do prefeito e manda e desmanda, passando até por cima da Lei. Com ela a recíproca dos meios de comunicação, excetuando-se apenas um, é verdadeira. Ela não gosta dos jornalistas que cobrem a Câmara e os jornalistas não tem a mínima simpatia por ela.
O jornalista Itamar, fala ainda da CPI das pedras poliédricas, em que o próprio autor esteve envolvido, e era peça fundamental, mas que terminou em pizza por uma pressão do Executivo, que capitaneou a expulsão de Edson Sousa do PDT para encerrar as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito.
Para uma melhor leitura e análise dos fatos contidos no “Livro Proibido”, de Itamar de Oliveira, é melhor acessá-lo em seu endereço . <CLIQUE AQUI>. A oposição vai amar, a situação vai odiar, mas ninguém ficará indiferente. Boa leitura!






