| Mercado & Consumo A Máquina de Vendas e a Losango, parceiras em uma joint venture na área financeira, estão em um momento de divergências. Ricardo Nunes e Luis Carlos Batista, controladores da rede varejista, fazem pressão por um substancial aumento da oferta de crédito. A Losango, no entanto, tem uma visão estratégica um pouco mais cautelosa. O HSBC, controlador da financeira, entende que as circunstâncias atuais do mercado exigem uma pisada no freio. Em junho, a taxa de inadimplência da Losango teria crescido 0,3% em relação ao mesmo período em 2010, no terceiro mês seguido de aumento do índice. Desde o fim do ano passado, as operações de crédito da Losango com atraso superior a 90 dias cresceram de 5,5% para 5,7%. Parte expressiva das dívidas se refere a vendas parceladas nas lojas da Ricardo Eletro e da Insinuante. Continua depois da publicidade O HSBC e o empresário Ricardo Nunes têm uma sólida parceria de longa data. Antes da criação da Máquina de Vendas, o banco teve papel fundamental na expansão da Ricardo Eletro, financiando não apenas suas vendas a prazo, mas também a abertura de lojas. A relação se acentuou há cerca de quatro meses, quando as duas empresas criaram uma promotora de vendas focada na oferta de cartões de crédito, CDC e empréstimos pessoais. No entanto, o nascimento da joint venture coincidiu justamente com um período de aumento da inadimplência. As divergências turvam os futuros planos da joint venture. Losango e Máquina de Vendas conversam há cerca de três meses sobre um projeto voltado ao financiamento para a venda de imóveis, que usaria as lojas da Insinuante e da Ricardo Eletro como balcão. Recentemente, a dupla fechou um acordo em torno da concessão de crédito para a venda de motocicletas da marca CR Zongshen.
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