A briga dos mineiros do Partido da República, agora é pelo lugar de Luiz Antônio Pagot, já afastado do DNIT, por irregularidades em licitações. Três estão de olho no seu lugar, entre eles dois mineiros, Jony Lopes, diretor de Planejamento e Pesquisa do Dnit e Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que já trabalhou com a presidente Dilma Rousseff. Um terceiro nome, segundo texto do jornal, provoca calafrios nos mineiros do PR, trata-se de Hideraldo Luiz Caron diretor de Infraestrutura Terrestre do Dnit e ex-secretário de Obras do governo do Rio Grande do Sul, no mesmo período em que Dilma foi secretária de Energia no estado. Hideraldo está no cargo desde o primeiro ano do governo Lula.
Os postulantes
Jony Lopes
Mineiro de Juiz de Fora. Diretor de Planejamento e Pesquisa do Dnit. É funcionário de carreira do órgão
Bernardo Figueiredo
Mineiro de Sete Lagoas. Diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Trabalhou com a presidente Dilma Rousseff quando a petista era ministra-chefe da Casa Civil no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Hideraldo Luiz Caron
Catarinense de São José do Cedro. Diretor de Infraestrutura Terrestre do Dnit. Foi para a autarquia em 2004, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
PR pressiona governo colocando a Copa como moeda de negociação, veja o texto do EM
| Copa na Barganha
Insatisfeita com a presidente Dilma Rousseff, a bancada do PR na Câmara conseguiu um espaço para atrapalhar os planos do governo, caso as relações se compliquem ainda mais. A Comissão de Orçamento aprovou um requerimento de criação de um grupo de fiscalização dos gastos da Copa do Mundo e das Olimpíadas. O assunto vinha sendo discutido havia semanas e somente nessa terça-feira, por pressão da sigla, a proposta foi aprovada. A ideia é que o grupo tenha acesso semanalmente a dados sobre a execução das obras, detalhes de repasses feitos pelas empreiteiras e mantenha diálogo constante com o Tribunal de Contas da União (TCU). “Nossa ideia é acompanhar bem de perto esse assunto e exercer nosso papel de fiscais”, comenta o autor do requerimento, Wellington Roberto (PR-PB). “Esses gastos precisam ser acompanhados de perto. Ainda mais depois da aprovação desse Regime Diferenciado de Contratações, que tem alguns trechos que me preocupam muito”, completa Edson Giroto (PR-MS). Continua depois da publicidade A pressão do PR pela aprovação do grupo de trabalho – apesar de já existir um Comitê de Fiscalização e Controle Orçamentário dentro da comissão – foi interpretada por governistas como uma estratégia para aumentar o espaço e a importância da legenda no parlamento. A ideia, no entanto, desagradou o PSDB, que teme a redução das atribuições do comitê já existente, comandado pelo deputado Vaz de Lima (PSDB-SP). O tucano vinha se preparando para intensificar o controle desses gastos e reagiu à manobra do PR.
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