Cai Ministro dos Transportes Alfredo Nascimento – Assessor com mansão põe pá de cal em seu destino

Publicado por: suporte

A denúncia desta vez foi do Jornal Estado de São Paulo, o Estadão, que desnudou a obra. O próprio assessor do ministro, o engenheiro civil, Mauro Barbosa da Silva, disse que a construção ficará em cerca de R$ 2,1 milhões e que conseguiu o dinheiro assim: um empréstimo de R$ 400 mil na CEF, outro no Banco do Brasil, mas não falou o valor e vendeu um apartamento de R$ 1,5 milhão.

A casa que está sendo construída por Silva fica na QL 26, conjunto 8, a pouco metros do Lago Paranoá, num dos setores mais valorizados da região sul de Brasília.

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A grande mídia e a oposição lá sabem investigar, a Folha solicitou a emissão de uma certidão , no cartório do 1º Registro de Imóveis de Brasília e constatou que o terreno foi adquirido pelo assessor junto com sua mulher por R$ 600 mil reais no dia 10 de novembro de 2009 e nesta época ele já trabalhava no MT.

A Folha esteve no local e um dos operários informou que existem outros 25 operários trabalhando na construção da mansão. Foi informado que o projeto tem piscina com hidromassagem, umas três suítes e a possibilidade de ter ainda um elevador para os três andares.

Segundo o jornal a ministra Ideli Salvati das Relações Institucionais se encontraria hoje com senadores do PR para avaliar a permanência ou não de Alfredo Nascimento no cargo.

Como é de conhecimento de todo meio político, Nascimento, foi um passivo herdado por Dilma Rousseff do governo Lula, ele não é “Dilmista” é sim “Lulista”, e segundo informações vindas de membros do Partido dos Trabalhadores em Brasília, Jaime Martins, teria mais o perfil para agradar a Presidente. Mas, tudo vai depender dos arranjos com quem manda mesmo no PR, Valdemar da Costa Neto, o presidente de Honra do partido, acusado de envolvimento no suposto esquema do mensalão.

Atualizado

Pediram para que ele pedisse para sair – Então, ele pediu para deixar o cargo – Com a saída do Ministro Alfredo Nascimento, o governo Dilma faz sua quarta mudança no primeiro escalão

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Alfredo estava no centro de uma crise da cúpula do PR. Uma reunião entre a presidenta Dilma Rousseff e senadores da legenda selaram o destino do ministro. É a quarta mudança no primeiro estalão do governo.

Dilma, no sábado (02) já pedido o afastamento do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luís Antonio Pagot, do chefe de gabinete, Mauro Barbosa da Silva, do assessor do gabinete, Luís Tito Bonvini, e do diretor-presidente da empresa pública de ferrovias Valec, José Francisco das Neves.

Ontem, terça (5), o Senado aprovou um convite para Nascimento prestar esclarecimentos. A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvati, sugeriu que o ministro antecipasse a ida ao Senado, que aconteceria só na próxima semana, para explicar as denúncias. Sobre os convites para se explicar, o ministério informou, em carta, que Nascimento iria prestar todos os esclarecimentos.

“Com a determinação de colaborar espontaneamente para o esclarecimento cabal das suspeitas levantadas em torno da atuação do Ministério dos Transportes, Alfredo Nascimento também decidiu encaminhar requerimento à Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal. O senador está à disposição da PGR para prestar a colaboração que for necessária à elucidação dos fatos”, diz um trecho do comunicado do ministério.

Nascimento virou alvo de investigações a partir de denúncias publicadas na mídia sobre superfaturamento e pagamento de propina em contratos do Dnit, órgão vinculado ao ministério. As acusações eram baseadas em indícios de cobrança de propina de 4% a 5% para que contratos com consultorias e empreiteiras fossem firmados no ministério. Como o dinheiro seria encaminhado à cúpula do PR e repassado a parlamentares, a suposta estrutura foi batizada de “mensalão do PR”.

Há ainda acusações sobre o aumento de 830 vezes do patrimônio do filho do titular da pasta. Uma empresa de construção de Gustavo Morais Pereira teria aumentado de valor de 2005 a 2011, de R$ 60 mil para R$ 50 milhões.

A carta do ministério ainda destaca que “Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR)”. Um dos nomes cotados para substituir de imediato Nascimento é o de Paulo Sérgio Passos, hoje secretário-executivo dos Transportes. O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Teixeira (SP), chegou a confirmar, no Twitter, que Passos sucederia Nascimento. Na sequência, desmentiu a informação.

Antes da mudança nos Transportes, Dilma havia promovido alterações em três outros ministérios. Na Casa Civil, Antonio Palocci foi substituído por Gleisi Hoffmann após a revelação de que o patrimônio do ex-deputado federal por São Paulo teria aumentado 20 vezes em quatro anos. As outras trocas envolveram mudanças de postos entre os titulares da Pesca e Aquicultura e da Secretaria de Relações Institucionais. Luiz Sérgio ficou no primeiro e Ideli Salvatti foi para a segunda.
Novas denúncias
Durante todo o dia, em Brasília, foram muitos os boatos de que novas denúncias seriam publicadas na mídia. Antes que isso acontecesse, decidiu pedir demissão. Na tarde desta quarta, a IstoÉ divulgou vídeo com diálogo entre Nascimento e o principal dirigente do PR, deputado Valdemar Costa Neto (SP). A presidenta Dilma teria avaliado que Nascimento estaria fragilizado diante da possibilidade de publicação de novos dados que o comprometessem diretamente.

Nesse cenário, a oposição anunciou ter avançado na coleta de assinaturas para uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado. Eles teriam obtido 21 das 27 firmas exigidas para a abertura da investigação. Mesmo parlamentares de partidos da base aliada de Dilma, como PP, PDT e PMDB, teriam encampado a iniciativa.

Líderes do DEM e do PSDB haviam solicitado à Procuradoria Geral da República apuração sobre as denúncias contra Nascimento. Após revelações sobre seu filho, a oposição promete voltar ao órgão para demandar ampliação da investigação.

Leia na íntergra a nota do Ministro Alfredo Nascimento

“ESCLARECIMENTO

Brasília, 6 de julho de 2011.

O ministro de Estado dos Transportes, senador Alfredo Nascimento, decidiu deixar o governo. Há pouco, ele encaminhou à presidenta Dilma Rousseff seu pedido de demissão em caráter irrevogável.

Com a determinação de colaborar espontaneamente para o esclarecimento cabal das suspeitas levantadas em torno da atuação do Ministério dos Transportes, Alfredo Nascimento também decidiu encaminhar requerimento à Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal. O senador está à disposição da PGR para prestar a colaboração que for necessária à elucidação dos fatos.

Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR) coloca-se à disposição de seus pares para participar ativa e pessoalmente de quaisquer procedimentos investigativos que venham a ser deflagrados naquela Casa para elucidar os fatos em tela.”

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