O próximo jogo entre as equipes será na quarta-feira, dia 8, no Pacaembu, em São Paulo . Quem vencer fica com o título. Se houver empate, por qualquer placar, o jogo vai para a prorrogação e para os pênaltis, caso a igualdade persista. Nas finais da Libertadores , o gol fora de casa não vale como critério de desempate.
Mesmo com a zaga desfalcada pelo capitão Edu Dracena (suspenso) e sem os dois laterais titulares Léo, pela esquerda, e Jonathan, pela direita, amos machucados , a equipe santista foi impecável e não deu chance a Martinuccio e cia.
A torcida do Peñarol fez a sua parte. Abarrotou o grandioso estádio Centenário (capacidade para 60 mil) e, na entrada do time em campo, fez uma festa à altura da tradição do clube pentacampeão da Libertadores . Sob um barulho ensurdecedor, os jogadores foram recebidos por fogos, balões e uma fumaça amarela que chegou a comprometer a visibilidade nos minutos inicias.
Na primeira etapa, os times demoraram a se soltar. O Santos não sofreu a esperada pressão dos 15 minutos iniciais e até se arriscou ao ataque. Aos 20, Alex Sandro acertou em cheio na bola, mas Sosa espalmou. No escanteio, Bruno Rodrigo cabeceou no travessão.
A sequência santista pareceu ter acordado os uruguaios, que passaram a se arriscar mais. Corujo foi derrubado na entrada da área por Bruno Rodrigo, mas o árbitro paraguaio Carlos Amarilla mandou seguir. O Santos então passou a fazer mais faltas e a temida bola aérea do Peñarol começou a aparecer. Aos 43, o zagueiro Rodriguez subiu sozinho e só não marcou porque a cabeceada saiu fraca, nas mãos de Rafael.
Empolgada, a torcida empurrou o time uruguaio nos minutos finais da etapa inicial e o gol quase saiu. O lateral Dario Rodriguez recebeu sozinho dentro da área, mas tentou encobrir Rafael e a bola passou por
cima.
No segundo tempo, o jogo seguiu com o mesmo ritmo cadenciado, mas logo em seguida o Santos perdeu sua melhor chance. Aos 3 minutos, Zé Eduardo limpou o zagueiro e chutou na marca do pênalti, mas Sosa fez boa intervenção e desviou. Aos 26, em cruzamento de Alex Sandro, Zé Eduardo teve sua segunda boa chance, mas cabeceou a bola rente ao gol.
Como na primeira etapa, o Peñarol cresceu na segunda metade e obrigou Rafael a trabalhar. Mas o jovem goleiro, de 21 anos, mostrou tranquilidade de veterano para fazer defesas seguras. Para tentar marcar, Diego Aguirre tirou Oliveira, artilheiro do Peñarol na competição com 5 gols, para colocar outro atacante, Alonso. O reserva até botou a bola na rede, aos 38 minutos, mas estava impedido e o gol foi invalidado corretamente. Para alívio dos santistas, foi o único susto até o fim.
Fonte:bemparana






