A matéria dá como chamada “Suspeito alega ter feito acordo com delegado após prestar declarações sob ameaça”. E, continua narrando a transcrição de uma gravação, dizendo que o suspeito, Willian Andrade de Castro, faz menção a um acordo firmado com o delegado para induzir a condução do caso.
“…havia feito um trato com o delegado, que o acordo fosse feito no sentido de que eu falaria o que constou no depoimento – E, que o delegado pediria a revogação da prisão”,
A matéria além de ter sido publicada no jornal Gazeta do Oeste, gerou também um especial para a TV Candidés, exibida no sábado e repetida no domingo.
O teor da matéria explora as controvérsias e equívocos cometidos nas investigações do crime de Dinho Mourão.
A TV Candidés na tentativa de auxiliar na elucidação do crime, investigou a fundo o caso, gerando uma série de gravações com vários envolvidos, citados no inquérito policial.
O jornalista policial da TV Candidés, Jota Batista, segundo informações, foi “a fundo” fazendo uma investigação paralela à policia checando todos os possíveis rastros de equívocos cometidos.
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ESPECIAL DINHO MOURÃO 3
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CASO DINHO – SUSPEITO É LIBERADO E ACUSA POLICIA DE TORTURA
ABERTURA
Neste fim de semana o telespectador da TV Candidés teve a oportunidade de acompanhar mais uma produção da área jornalista. Com o intuito de investigar e levantar informações para dar uma resposta a comunidade com quem a emissora tem um compromisso, a equipe da TV manteve o trabalho para apurar a continuidade do confuso Caso Dinho Mourão. Assassinado na noite do dia 10 de agosto de 2010. Dinho foi visto pela última vez no motel de sua propriedade. Cerca de duas horas depois de deixar o local, ele é encontrado morto. O corpo estava com três perfurações. O carro em que ele estava continuava ligado e parado as margens da rodovia MG 050. Desde o dia do assassinato surgiram diversas linhas de investigações, mas o caso nunca foi solucionado. Neste programa especial que foi exibido no sábado as 19 horas e 30 minutos, no domingo as 13 horas e trinta minutos e também no Programa Bom Dia Divinópolis da Rádio Minas AM e FM e o programa Jota Batista da TV Candidés foram apresentadas entrevistas exclusivas e documentos de grande relevância para justiça.
INTRODUÇÃO
Quase seis meses depois a justiça começou a interrogar os suspeitos. No último dia sete de fevereiro o juiz Dalton Soares Negrão ouviu três envolvidos. Luiz Felipe Gonçalves do Nascimento, o Felipinho, apontado pelo delegado Leonardo Pio como o responsável pelo assassinato, e também os irmãos Willian Adriano de Castro e Alexssandro de Castro apontados como os fornecedores da droga, usada para pagar o executor do crime e também intermediários da contratação do assassino. Após ser ouvido no dia dezoito de fevereiro de 2011 Alexsando é liberado pela justiça por falta de provas. Alexsandro de Castro não teve qualquer tipo de ligação com o crime segundo o juiz, por conhecer apenas o irmão com quem também não mantém contato. Detalhes importantes que passaram despercebidos pela policia e são descritos pelo suspeito durante entrevista. Inclusive a forma de abordagem usada pelos agentes. Mesmo sem haver provas materiais contra o réu.
SEQUÊNCIA CASO
Alexsandro foi apontado pelo delegado como fornecedor da droga a policia fez uma revista na casa e nada foi encontrado. No dia da prisão a esposa do suspeito foi conduzida ate a delegacia com sua filha de 4 anos dentro da viatura e interrogada durante mais de 4 horas. A esposa também concedeu entrevista ao apresentador Jota Batista. Durante o programa ela relata acusações graves de ameaças e coação. As mesmas denuncias apresentadas por outro suspeito o Willian de Castro irmão de Alessandro. No dia oito de outubro de 2010 o exame de corpo delito realizado pelo DR Alexandre Afonso Macedo Diniz medico – legista da policia civil aponta que Willian de Castro foi agredido na delegacia durante os depoimentos. O laudo do IML comprova um edema na cabeça. A mesma denuncia feita pela vitima no dia 13 de outubro, pelo procurador Willian Gomes Melo, que em petição junto a terceira vara requereu em regime de urgência, o seguinte
“o investigado Wiliam Adriano de Castro, em conversa com este procurador nas dependências do presídio onde se encontra preso, informou que suas declarações prestadas na delegacia de policia foram com base em ameaças, agressões físicas, moral e sem o acompanhamento de advogado, que somente chegou ao fim de sua oitiva.”
Este pedido foi solicitado no dia treze de outubro de 2010 mas Wilian somente teve oportunidade de apresentar a real versão no dia sete de fevereiro de 2011. Documentos que são apresentados pela TV Candidés e inclusive estão anexados ao inquérito. No dia sete de fevereiro durante o interrogatório o suspeito Willian também prestou esclarecimentos. Novamente ele volta apresentar acusações graves contra a policia. Em uma parte do depoimento ele chega inclusive a fazer menção a um acordo firmado com o delegado para ludibriar e induzir a condução do caso.
Abre aspas. Não estava assistido quando esteve preso das seis horas da manhã até as três horas da tarde, que estava algemado, com as mãos para traz, que seu advogado não queria que assinasse, que havia feito um trato com o delegado, que o acordo foi feito no sentido de que ele falaria o que constou no seu depoimento e que o delegado pediria a revogação da prisão. Fecha aspas.
O Suposto acordo é confirmado com o pedido de revogação da prisão temporária de Willian no dia 21 de outubro de 2010. Vários especialistas na área criminal ainda se assustam com o trecho de justificativa do pedido “pois o mesmo tem sido um colaborador da policia judiciária” tendo em vista que Willian havia sido apontado como o fornecedor de 2 kg de maconha e ½ kg de crak , como pagamento ao executor do crime. No interrogatório o suspeito menciona novamente a gravação das câmeras de vídeo na carceragem da Policia Federal onde Willian e Breno Mourão ficaram presos. A gravação nunca foi anexada ao inquérito. A prova foi descartada pela policia. O interrogado alega que elas poderiam comprovar as ameaças que o delegado fazia ao mesmo. Durante todo o inquérito percebe-se a ânsia de concluir o caso. Porém até o momento nenhuma prova foi apresentada. Não existe impressão digital no veiculo, telefonemas que ligam os envolvidos e nem provas concretas como vídeos, droga e arma.
NEGLIGLÊNCIA A PROVAS
O terceiro suspeito também foi ouvido no dia sete de fevereiro. Luiz Felipe Gonçalves do Nascimento, o Felipinho é colocado pelas investigações da policia como o assassino de Dinho Mourão. Mesmo tendo álibi que pode provar o contrário. Em outubro do ano passado O APRESENTADOR Jota Batista conseguiu ouvir a esposa de Felipe. Em entrevista ela informa que no dia do assassinato o marido havia ido à APAC as 18 horas para assinar o termo e em seguida desceu para a porta da loja onde ela trabalhava e ficou no local ate as 19 horas. O fato deixa quase impossível o suspeito estar no horário e local do crime. Perante o Juiz no dia sete de fevereiro Felipe ainda afirma não saber pilotar motocicleta. Mais uma prova de inocência já que o inquérito apontou que o assassinado havia fugido de moto. Sem advogado Luiz Felipe Gonçalves do Nascimento conta com o deficiente serviço da defensoria pública e continua preso. Mas as falhas e dúvidas no inquérito estão em aberto e precisam ser apuradas pelo poder judiciário.
ENCERRAMENTO
Todas as provas e documentos que TV Candidés teve acesso durante va produção do programa serão entregues aos órgãos competentes que poderão de alguma forma contribuir para solucionar o caso. Lembrando que o grande intuito do programa é garantir a transparência na apuração e conclusão do processo.
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