Vereadores de Divinópolis se indignam contra matéria publicada em “determinado” jornal impresso falando meias verdades – “Trabalho de parlamentar não se restringe a sessões plenárias”
Segundo os dicionários da língua portuguesa, o verbo transitivo direto “justificar”, significa, declarar justo; Provar que não podia deixar de ser; Dar razão plausível de, fundamentar; Demonstrar a inocência de; Provar sua inocência.
Logo, a partir do momento que existe uma justificativa (verbo justificar) plausível, e assim foram todas consideradas pelo Presidente da Casa Legislativa, que tem legitimidade diante do povo, como vereador e diante dos Edis, que o escolheram como presidente, ele tem o poder de julgar as ausências.
O ex-vereador e agora deputado estadual, Fabiano Tolentino, afirmou que a partir da justificativa do não comparecimento por motivos de trabalhos externos é ausência do plenário e não falta.
Fabiano explicou ainda que, como vereador, é comum na Assembléia ter atividades paralelas, na mesma hora da sessão no plenário, acontece as reuniões de comissões, e às vezes a reunião da comissão é mais importante. Então, não dá para fazer este julgamento simples assim.
Beto Machado, afirmou não coadunar com a matéria, o título passa a idéia para a população que eu sou um vereador faltoso e isto não é verdade. Chego cedo e só vou embora tarde.
Edson Sousa, foi o mais contundente disse que a manchete não tem cabimento, e acrescentou: “O trabalho do vereador não é só no gabinete – É uma posição maliciosa do senhor Pedro Magalhães de Faria – É uma linha para proteger o executivo, seja quem for que esteja no poder e atacar o legislativo”
O vereador Edson, saiu em defesa de Anderson Saleme: “Se ele saiu em alguns dias, com certeza foi para representar a Câmara em algum lugar. Conheço o Anderson, ele é uma pessoa séria – E o parlamento é muito mais que uma reunião ordinária”, finalizou
Heloisa Cerri: “As declarações do jornal não corresponde a verdade – Porque existe um ou outro vereador que marca a presença no painel e sai”. A vereadora contou que todas suas ausências do plenário é porque estava trabalhando externamente, como exemplo citou viagens a Brasília e Uberlândia.
Heloisa denunciou que já chegou a pedir ao presidente para tirar o ponto de um parlamentar que chegou marcou presença e sumiu, e isto sempre acontece com o mesmo parlamentar. “O jornal não pontuou a verdade, não acho que exista esta percentagem, são todas ausências justificadas, como mostra o relatório. É bem pior marcar a presença e sumir”, finalizou.
Já o vereador Anderson Saleme (PR) maldosamente atacado na matéria do “tal” jornal, não se sabe os motivos, afirmou ao Divinews que todas as suas ausências estão justificadas.
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Sobre Anderson Saleme a matéria diz: “É comum também o republicano chegar atrasado nas reuniões ou não ficar em plenário. Segundo o parlamentar, a explicação para o trança-trança é de que ele fica no gabinete resolvendo pendências ou atendendo à população”
A matéria protecionista, só esqueceu-se de dizer que o vereador Rodyson do Zé Milton, também costuma chegar atrasado, ontem ele chegou com meia hora de atraso, isto quando não aperta a tecla de presença e também desaparece do plenário.
Mas a discussão é muito mais ampla. A análise é mais profunda. A imprensa não tem subsídios, ferramentas e provas concretas para o poder de julgamento e a veracidade dos trabalhos externos do vereador Anderson. A não ser se houvesse o flagrante, e isto nenhum veículo fez. Portanto, desconfiar da palavra de um parlamentar, perpassa o direito democrático e não ditatorial de que “todos são inocentes até provarem ao contrário”. O resto é leviandade jornalística.