Veja: Ei, você ai, me dá um partido aí… – Divinews: Quanto custa?

Publicado por: suporte

A matéria da maior revista dos pais e a mais acusada por alguns leitores de ser parcial e tendenciosa, mas, seguindo sua linha editorial de irreverência, frente aos “sérios” assuntos políticos, diz que a atividade partidária no Brasil virou uma baderna, com políticos sem definições ideológicas e partidos sem programas, plataformas e propostas, embalado em regras autorais que seriam inaceitáveis até para a escolha de sindico de prédio.

Veja questiona em um cenário macro, mas os mesmos questionamentos que o Divinews faz no âmbito local. A revista cita, o exemplo do Partido Socialista Brasileiro – PSB, que lançou como candidato ao governo de São Paulo, o empresário Paulo Skaf, presidente da FIESP, entidade patronal representante dos donos de indústrias de São Paulo. A revista continua, agora poderá receber em seus quadros, Katia Abreu, que fez carreira representando o latifundiário agrário.

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Reforçando a matéria da revista, e o que os dois têm de socialistas, nada. Absolutamente nada. Provavelmente, o socialismo mais perto que os dois já passaram, foi pagar, talvez, suas empregadas domesticas uma pouquinho mais que o mercado paga.

Os programas “ideológicos” dos partidos não passam de um amontoados de palavras e frases bonitas de efeitos, que na maioria das vezes não significam absolutamente nada, é um “samba do crioulo doido”, ou profundas reflexões “bicho grilo”, sacou? E o pior, xerocado uns dos outros (veja ao término da matéria)

São partidos que abrigam membros, que apóiam governos, segundo as suas próprias conveniências e interesses, nada a ver com doutrinas partidárias, são as “boquinha” que se apresentam no momento, tanto faz ser lá (Brasília e Belo Horizonte), como cá (Divinópolis e região).

No cenário nacional e local algumas agremiações tidas como socialista e até mesmo comunista, estão mais pragmaticamente para as letrinhas PBNL – Partido da Boquinha Nacional e Local. O exemplo mais explicito em Divinópolis é dado pelo Partido Comunista do Brasil – PC do B, o partido da boquinha do Governo Vladimir Azevedo (PSDB), tal qual foi no passado e hoje arrependido, o Partido dos Trabalhadores – PT, nos Governo de Domingos Sávio (PSDB), quando prefeito e Demetrius Arantes, hoje PT, mas eleito pelo PTB.

Veja, comparando o momento da folia, diz que para os brasileiros, o carnaval começa no sábado, mas, para os partidos políticos dura o ano inteiro e que chamar de partido a maioria das siglas nacionais, aliás é uma licença poética.

A constatação da revista é que os programas dos partidos são quase todos iguais, com poucas diferenças entre um e outro. Na folia da política brasileira, fidelidade a princípios e programas sempre foi um samba atravessado.

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Veja continua, contando a situação de Kassab (DEM) , prefeito de São Paulo, que ele vê com naturalidade fazer uma gambiarra política de fundar um partido temporário para depois fundi-lo com o PSB e com isto burlar a justiça eleitoral.

Da mesma forma pensa o senador Aécio Neves, que se não chegar a um acordo com o mandatário PSDB paulista sobre sua pretensão em ser candidato a presidência em 2014, não lhe restará outro caminho, a não ser fundar também o seu próprio partido, para quem sabe no futuro, também se fundir a outro.

A legislação eleitoral deixou uma brecha na “fidelidade partidária”, chamada de “passa moleque”, onde ninguém perde nada (mandato) se sair de um partido para fundar outro.

No rastro dos questionamentos da revista , quando questiona Skaff, Kassab e Katia Abreu, como socialistas. É questionável também algumas “figuras” no cenário local, como exemplo, o socialismo, no passado, PPS, do vice-prefeito, Francisco Martins, e hoje seu trabalhismo no PDT. Chiquinho é um empresário de sucesso do setor confeccionista. Está bem mais próximo de qualquer partido de direita, do tipo ex-Arena, ex-PFL, ou os atuais, DEM, PR, ou o perdido Social Democrata, PSDB.

A mesma analogia se aplica ao ex-prefeito, Demetrius Arantes, rico empresário do setor de Gusa, filiado ao Partido dos Trabalhadores. Qual é na essência, seu viés trabalhista? Sua causa e envolvimento de base com o PT?

Isto sem falar na doutrina programatica do PSC, um partido cristão, que diz “o ser humano em primeiro lugar” e seu presidente, estadual, deputado Mario de Oliveira, se viu envolvido em um escândalo em um possível mando de assassinato de outro colega parlamentar.

A revista Veja de forma lúdica, como exemplo, afirma que, quem lê o programa do PR fica sem entender o que afinal ele defende: “Mais que nunca, a pessoa dever ser valorizada. Uma visão ideológica de programa de Estado e da sociedade faz com que o homem se fracione, esquecendo sua qualidade de ser concreto, a grandeza de sua origem e sua missão pessoal”, a revista tira “sarro”: Uma coisa, assim, “holística” do todo, entende?

Já o PDT, de Lupi, ministro do trabalho, Paulinho da Força Sindical, que recentemente mandou um palavrão na direção do PT e Francisco Martins, dá tão pouca relevância às suas idéias que, afirma Veja, não atualiza o programa desde os anos 80. O partido defende a anistia ampla e irrestrita de todos os crimes políticos, como se o regime militar tivesse terminado ontem, e fala sobre o acordo nuclear firmado com a Alemanha em 1975, há exatos 35 anos.

Se em um cenário macro, ele (PDT) não está nem aí para sua desatualização, sua imagem perante a sociedade brasileira, não é de se admirar que a executiva nacional trabalhista, não esteja nem aí para os “arranca-rabos” protagonizados por dois de seus únicos membros com mandatos em Divinópolis. Quem ainda está pensando sobre anistia e acordo nuclear, não tem tempo para pensar em briguinhas de Francisco e Edson.

Vale a pena ler a matéria da Revista Veja na íntegra e saber o que a maioria dos brasileiros pensam a respeito desta salada de siglas partidárias, sem nenhum sentido, dos seus surrealistas programas e doutrinas para “inglês ver”, o pragmatismo dos políticos que norteiam por questões e interesses pessoais e nunca partidário.

Finalizando, criar partidos tornou-se tão fácil como montar um botequim. E, os partidos pequenos, os nanicos, só servem para uma coisa: ser negociado, ser vendido, auferindo lucros para seus membros, principalmente os presidentes. O preço dos nanicos é definido pelo que ele pode agregar, candidatos a vereadores e tempo de televisão são de suma importância.

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