“O Estado brasileiro vai ter que deixar claro que houve tortura e nominar que fulano de tal é torturador. É preciso uma manifestação final de quem foi torturador e que ocorreu nos porões da ditadura” disse um interlocutor do Palácio do Planalto.
A matéria continua afirmando que a relação e história de Dilma com esse passado vão tornar o seu governo diferente no trato de temas como abertura de arquivos e busca pela localização de desaparecidos políticos. Em apenas uma semana de mandato a Presidente deu algumas demonstrações de que esses assuntos lhe são caros. No discurso de posse, usou o jargão dos anos de chumbo e falou dos amigos que “tombaram no caminho” e que, como ela, ousaram “enfrentar o arbítrio”
Deu ainda um puxão de orelha no general José Elito Siqueira, ministro de Gabinete de Segurança Institucional que tocou na ferida ao falar que o fato de haver desaparecido durante o regime militar não era motivo para se envergonhar ou se vangloriar.
O objetivo da Comissão da Verdade, em tramitação no Congresso, é esclarecer as circunstancias de torturas, mortes, desaparecimentos e ocultação de cadáver. Identificar e tornar público locais onde foram cometidos esses crimes, e colaborar para a apuração dessas violações, mas observando os limites da Lei da Anistia para os torturadores.
Em Divinópolis, o ex-prefeito e ex-vereador Aristides Salgado, e o já falecido Celso Aquino, se declararam abertamente como vitimas de torturas do regime militar de 64. Mas, somente para registro, já que existe a anistia para os dois lados, é preciso que se identifique também os torturadores a bem da história.





