Eleição da mesa diretora da Câmara de Divinópolis: Bastidores das traições na noite dos aflitos

Publicado por: suporte

Por Geraldo Passos – Do Rio de Janeiro

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Prológo 1
A história começa nos primórdio desta legislatura quando da eleição da atual mesa diretora (2008), quando o deputado Jaime Martins (PR) diz para o recém eleito vereador Pastor Paulo César (PRB) que era cedo para ele almejar a presidência da Câmara, mas que no futuro ele (Paulo) teria o seu apoio.

Prológo Divinews
Em entrevista ao Divinews (veja matéria) o deputado Jaime Martins afirma que não vai interferir na eleição da mesa diretora da Câmara (veja vídeo youtube)

Prólogo 2
Diante da insistência do vereador Beto Machado (PSDB) em querer ser o presidente da Câmara com o apoio do seu partido e do Poder Executivo (Vladimir Azevedo), para se livrarem do seu incomodo pedido, lhe é dito que se ele conseguisse montar uma chapa, eles (partido e prefeito) lhes apoiariam.

Prólogo 3
Na estância Mariza, na festa da imprensa (veja matéria). Quase todos os vereadores, da agora ex-base de apoio de Jaime Martins (PR), estavam reunidos alegres e sorridentes. Ouviram a “determinação” de que os dois postulantes, Heloisa Cerri(PV) e Adair Otaviano (PMDB) se acertassem e ele (deputado) apoiaria um dos dois nomes.

Ponto para Vladimir e Francisco Martins
Então na antevéspera do natal, as confabulações vararam madrugada adentro. Cada grupo pensando uma coisa, com uma determinada expectativa, é claro que errado. A situação já estava arquitetada e delineada entre os caciques. Queiram ou não gostem ou não, o prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), pelo menos aparentemente e momentaneamente ganhou o embate e fez o nome que ele queria fazer, e derrotou Edson Sousa, Heloisa Cerri e Beto Machado. Agora só o tempo dirá se a estratégia foi correta ou suicida politicamente.

As reuniões na noite do dia 23 e madrugada do dia 24 começavam em um lugar ia para o outro, depois voltava e acabou terminando na TV Candidés, em uma das salas da direção com a presença do homem forte do deputado Jaime Martins, o seu assessor especial para qualquer assunto, Francisco, conhecido por muitos como Niquim. Estamos falando do grupo que pensava ter o apoio do deputado, ou da chapa um (foram os primeiros a registrarem a chapa na Câmara)

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Já a chapa hibrida, tanto oposição como situação, muito pelo contrário. Comandada pelo vereador Pastor Paulo César (PRB), estava tranqüila. Diante das traições já consumadas e os votos acertados, poderiam até dormir o sono dos “justos” durante toda noite, se não tivessem sido “acordados” pelo desconfortável telefone do vereador Beto Machado (PSDB) dizendo que tinha conseguido montar sua chapa e pior ainda, ele era o presidente. Mas que azar hein, lá vem problema, devem ter pensado.

 
E eu acreditei…
 
A chapa oposicionista declarada pensava-se ser formada por
Heloisa Cerri
Edson Sousa
Geraldinho da Saúde (*)
Paduano (*)
Hilton Aguiar
 Adair Otaviano
 Anderson Saleme (*)
Milton Donizete
 
A chapa da situação desconfiava-se ser formada por
Rodyson do Zé Milton (PSDB)
Roberto Bento (PT do B)
Beto Machado (PSDB) (*)
Edmar Rodrigues (PRTB) (*)
Pastor Paulo César (PRB) (*)
 
Bastidores das traições
Vamos tentar explicar a inexplicável política dos bastidores e as traições tão normais entre os políticos que as cometem como quem troca de roupas, mas numa cara de pau sem fim, apontam o dedo na direção dos outros e falam de ética, honestidade, valores e princípios. Como se tivessem autoridade moral para tal.
 
Começamos pelo grupo de Jaime Martins (PR), pela conversa que o Divinews teve alguns dias antes, com o vereador Pastor Paulo César (PRB), quando ele afirmou que todas suas ações e estratégias eram do conhecimento do deputado e que ele (Paulo) tinha o apoio dele (Jaime Martins) desde o ano passado. Se isto aconteceu realmente, Jaime fez jogo de cena com Heloisa Cerri (PV) e com Adair Otaviano (PMDB). Tudo leva a crer que realmente possa ter acontecido isto, já que os vereadores do grupo, Geraldinho da Saúde (PR), Anderson Saleme (PR) e Paduano (DEM) votaram em Paulo César (PRB). A situação é muito sintomática, levando nesta direção. Esta omissão e falta de transparência do deputado já está sendo interpretado pelos vereadores derrotados, como traição, e estão prometendo dar o troco.

Por volta das 02:30 horas, Geraldinho da Saúde foi chamado na TV Candidés, pelo grupo, que naquele momento tinha à frente, o comando de Ninquim e Fausto Barros (PMDB). Conversa vai, conversa vem. Geraldinho escorrega daqui, escorrega de lá. Ao ser encurralado, não teve outra saída se não confessar que já tinha fechado com Paulo César e seria o 1º secretário. O grupo derrotado está encarando como traição, mas se houve não é dele, já que o vereador Paduano tinha declarado que votaria seguindo instruções do deputado Jaime Martins e a mesma posição foi tomada por Saleme.

Heloisa Cerri (PV) percebendo que teria dificuldades retirou a sua candidatura à presidência em favor de Adair Otaviano (PMDB), que por sua vez, na calada da madrugada, ao perceber que não teria chances depois da negativa de Geraldinho em votar nele, também retirou a sua candidatura e resolveram apoiar Beto Machado, pressupondo que viabilizando o nome dele, ele (Beto)  teria o apoio do seu partido PSDB e desta forma, o grupo pensou que a conta estaria fechada, no mínimo teria o voto de Rodyson (PSDB) que é do mesmo partido de Beto.

Chamaram Beto Machado, por volta das 4 horas e lhe avisaram que a “bola” estava com ele. Então, o vereador Beto imediatamente ligou para o presidente do partido (PSDB), Luis Militão e para o prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), que não atendeu seu telefonema e Beto através de torpedo, afirmou que tinha conseguido viabilizar seu nome. A mesma coisa aconteceu com o deputado Domingos Sávio, que também não atendeu seu telefonema e ele (Beto) mandou outro torpedo. Afinal esta era a exigência inicial da cúpula tucana. Em seu julgamento, pronto, estava consumado. Não teria mais problema. Ufa, consegui! Ledo engano.

Mas, que chapa é esta? Feita somente de opositores! “Assim não”, teriam afirmado os tucanos de ninho cativo. Uma chapa com Heloisa Cerri, Edson Sousa, Adair Otaviano, Milton Donizete, Hilton Aguiar, “tá doido Beto” teriam falado.

Beto contra argumentou, que o acordo não explicitava nomes e somente a viabilização de sua chapa, foi o que aconteceu. 

O vereador, possivelmente ex-peesedebista, registrou sua chapa as 07 horas e o Pastor Vereador Paulo César as 07:30 horas, constando o nome do vereador Rodyson na Chapa. Foi aí que ele constatou que tinha sido traído mais uma vez. 

 

 

 

 

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