– Houve sondagens, efetivamente. O Brasil não achou adequado que devêssemos recebê-los por várias razões. Alguns eram pessoas suspeitas de terrorismo. Não havia razão para a gente importar um problema que não é nosso.
Amorim participou de um evento da comunidade emigrante, a Brasileiros no Mundo: 3º Conferência das Comunidades Brasileiras no Exterior, realizado no Rio de Janeiro.
O documento citado por Amorim mostra que desde 2003 os EUA tentam convencer o Brasil a aceitar alguns prisioneiros como refugiados. A oferta foi negada com base na legislação brasileira, já que, para pedir tal status, é necessário que o migrante já esteja no Brasil.
Amorim voltou a dizer que o WikiLeaks não trouxe à tona nenhum grande segredo de Estado desta vez e que tem demonstrado preocupações normais dentro de um governo. Ele também deu por encerrado o mal estar entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e Samuel Pinheiro Guimarães, que era na época o número dois do Ministério das Relações Exteriores.
Em relação a críticas expressadas por diplomatas americanos de que o Brasil teria uma política de oposição aos EUA, Amorim disse que seu ministério apenas defende a soberania do país.
– Faz muito tempo que é assim, não tem nada a ver com o governo Lula, a não ser em casos em que o Itamaraty foi especialmente compreensivo em relação a estrangeiros. O Itamaraty é a primeira linha de defesa da soberania brasileira.





