CASO DINHO MOURÃO: Inquéritos inconsistentes, enviados por delegados para a Justiça, é mais normal do que parece

Publicado por: suporte

O advogado explicou que no caso do crime de Dinho Mourão, o delegado Leonardo Pio, encarregado do caso, já encaminhou a “conclusão” do inquérito para a justiça e o Juiz encaminhará o inquérito para um promotor representante do Ministério Público, a partir de agora, só existem dois caminhos.

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No primeiro, se for verificado que as investigações estão corretas e que no inquérito não existem falhas, o Promotor oferecerá denúncia ao Juiz, que tomará as devidas providências, as quais desembocarão no julgamento do réu.

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No segundo caminho, o Promotor, ao verificar a existência de inconsistências no inquérito, em conseqüência de investigações mal conduzidas, apontará as falhas e retornará o inquérito para o Juiz, que, por sua vez, reencaminhará o processo ao mesmo delegado pedindo que as falhas da investigação sejam sanadas. 

Diante das falhas detectadas pelo Divinews nas perícias é de se supor que o MP solicitará ao Delegado Leonardo Pio que complemente as investigações sobre a morte de Dinho Mourão

1 – Os peritos não conseguiram colher as digitais e os fios de cabelos no veículo. A argumentação da polícia é que o carro estava muito sujo. Isto é uma controvérsia, porque não se pode limpar a cena de um crime por mais suja que esteja.

2 – O veículo, após ser retirado do local do crime, não ficou isolado em um outro lugar reservado somente à polícia. Tanto é verdade que jornalistas tiveram acesso, chegando a captar imagens internas do carro. Um dos jornalistas, inclusive, chegou a achar e apanhar uma das balas que estava no assoalho do veículo. 

3 – A suspeita de que Dinho seria homossexual não se sustenta nem pelos comentários do mercado que o classificam como um namorador heterossexual inveterado, muito menos pela total falta de provas que evidenciassem isto, ou seja, não encontraram qualquer sinal no quarto do motel onde morava e do qual era proprietário.

4 – A perícia feita na arma apreendida declarada pelo próprio delegado não é conclusiva. “pode ser a arma do crime”

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5 – Somente 28 dias depois do crime é que as imagens do circuito interno do motel foram periciadas. Existem dados importantíssimos em tais imagens que já deveriam ter sidos analisados.

6 – A reportagem do Divinews esteve na loja “Lojinha” onde Keila, esposa do suposto criminoso (Filipinho), apontado no inquérito pelo delegado Leonardo Pio, trabalhava. Lá fomos informados por alguns funcionários, entre os quais um segurança, que no dia da morte de Dinho Mourão, Felipinhio foi apanhá-la por volta das 19 horas à pé. Informaram ainda que nunca o viram pilotando uma motocicleta, o único transporte que ele já teria usado para buscá-la foi uma bicicleta.

Roteiros de horários

18 horas – sai da APAC

19 horas – sai da Lojinha ( buscou sua esposa )

19:30 / 19:40 horas – Passa na casa da sogra para ir para sua casa

19:15 horas – Delegado diz que Felipinho saiu do motel

19: horas – Testemunha passa e vê carro de Dinho com os faróis acesso

Por que o inquérito e as investigações foram concluídos abruptamente pelo Delegado, mesmo sabendo que ainda existem pendências a serem elucidadas.

– Pouco tempo de formado e empossado como delegado

– Sua falta de experiência na criminal, já que o mesmo veio de Itaúna com experiência em trânsito

– Pressão da opinião pública e da imprensa para elucidação do caso

– Política de cobrança do governo estadual por produtividade

– Por sua transitoriedade no cargo em Divinópolis: pode ser que quando o inquérito retornar do Ministério Público para complementação dos dados o delegado já não esteja na comarca.

EM ANDAMENTO…..

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