A TV Bandeirantes deu um show na realização do primeiro debate do segundo turno, ocorrido na noite deste domingo (10/10), entre os candidados a Presidência da Republica, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Teve até orquestra.
No inicio das transmissões a emissora entrevistou diversas personalidades politicas, empresariais e artisticas. Foi notada a presença em peso do mundo publicitário e jornalistico. A seguir mostrou as imagens dos dois candidados chegando de helicóptero e suas entrevistas. Dilma chegou primeiro, por volta de 21h30min, Serra chegou um pouco depois, 21h45min
Os candidatos foram acompanhados de um enorme séquito, pelo PSDB estavam Sergio Guerra, presidente nacional do PSDB, Indio da Costa, vice de Serra, prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o governador, Alberto Goldmanb, substituto de Serra no Governo de São Paulo, o governador eleito, Geraldo Alckmin entre outros. Notadas as ausências de Fernando Henrique Cardoso – FHC e o ícone mineiro do partido, Aécio Neves.
Acompanhando Dilma Roussef, estava o seu vice Michel Temer, os senadores Marta e Eduardo Suplicy, Pallocci, Tião Viana, entre outros.
Os peesedebistas foram e maior número, apostavam em um massacre do tucano sobre a petista. Para eles não estava no script “o partir pra cima” da candidata.
Ao chegar, Dilma em entrevista a repórter da Band, disse que o programa do PT é bem proximo aos dez pontos que Marina Silva elencou como premissas básicas para Iniciar uma conversação de apoio do PV.
Serra na sua chegada, sem imaginar o que viria a acontecer no debate, disse que Dilma não poderia se esconder. Seria a primeira vez que os dois se enfrentariam sem intermediários.
Outra entrevista merecedora de destaque foi de Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB. Ele disse que FHC não está escondido da campanha, como a oposição elucubra, suas opiniões são ouvidas, ele está ajudando nos rumos da campanha.
No primeiro bloco, tema livre, escolhido pelo próprio candidato, Serra discorreu sobre educação. E disse que saúde e segurança tem a ver com a vida. Ediucação com o futuro do país. Bateu na tecla dos dois professores em sala de aula no ensino fundamental , falou que vai criar um milhão de vagas nas escolas técnicas .
Dilma também com tema livre, afirmou garantir que o Brasil continue mudando, mas olhando para as pessoas. E já “espetando” Serra disse que vai investir na educação e tratar bem os professores, sem cassetetes.
Serra iniciou o debate seguro, certo que tinha trunfos nas mãos e acuaria a candidata petista com os assuntos Elenice Guerra e o aborto. Se surpreendeu quando Dilma sem mais nem menos, usando vinte segundos restantes de uma pergunta, a candidata desequilibrou Serra, quando perguntou sobre Paulo Vieira de Sousa, o Paulo Preto, assessor do candidato que teria desviado mais de R$ 4 milhões da campanha do peesedebista. Ele não respondeu e nem tocou no assunto até o término do debate.
Dilma acabou de desequilibrar Serra quando questionou se ele concordava com as acusações dimatórias e caluniosas vindas do partido tucano e do vice dele, o deputado Indio da Costa (DEM).
Serra respondeu que Dilma se “vitimiza” e que ele também foi vitima de campanha petista.
Dilma foi mais fundo e acusou o candidato de que quando foi Ministro da Saúde ter feito norma técnica sobre o aborto. Serra se enrolou um pouco para responder, mas concordou dizendo que a Lei era antiga, de 1940. Esclareceu que a Lei não liberava o aborto. O que ele fez como Ministro precisava ser feito e ele o fez, criou uma norma técnica para o aborto.
O assunto Erenice Guerra também veio a tona, Serra o citou, mas não de forma veemente como tem apresentado em seus programas eleitorais na TV. Foi mais ameno. Estava visivelmente constrangido com a acusação que ele não esperava, sobre o assessor e o aborto.
Sobre Erenice, Dilma afirmou ser contra a contratação de parentes, no final de um dos blocos disse que queria falar mais sobre o assunto. Não voltou a falar nem Serra cobrou.
A Petrobras também foi tema do debate. Dilma falou que o governo liderado por FHC perdeu participação na empresa. Serra respondeu: “O PT volta sempre com essa história em época de eleições” mudou de assunto e acusou a administração de Lula de “desnacionalizar” os proprietários do Banco do Brasil, ao colocar as ações do banco na Bolsa de Nova York.
Dilma chacoteou Serra, ao dizer que ele “tem mil caras”, afirmando que os tocanos são a favor da privatização do pre-sal, uma riqueza do povo brasileiro. Serra saiu pela tangente dizendo ter lutado pela fortalecimento da estatal quando ainda era lider estudantil e na época em que foi ministro de FHC
No terceiro bloco, Dilma perguntou para Serra quantas privatizações ele fez na época que foi ministro do Planejamento. Ele então atacou Dilma afirmando que ela já teria elogiado a privatização do setor de telecomunicações e até defendeu a venda da Nossa Caixa (Caixa Economica estadual que quase todos os estados tinham) para o governo federal.
Serra ao afirmar que foi o responsável pela implantação do genérico no Brasil, disse também que a Anvisa demora muito tempo para aprovar os genéricos. Dilma disse que ele estaria “enrolando” porque o governo atual (Lula) aumentou a produção dos generico, e que existem dados oficiais que comprovam isto.
Chegando ao final, já no quarto bloco, o tucano arguiu Dilma por não citar os ex-presidentes Fernando Collor e José Sarney como aliados policos da campanha petista.
Dilma ignorou e o acusou de não cumprir o compromissão de não deixar a prefeitura de São Paulo para disputar o governo do Estado e disse que após eleito não continuar com os programas sociais de Geraldo Alckmin
Serra falou ainda sobre o atraso no setor dos porto e aeroportos do país, Dilma respondeu que os problemas começaram no governo de Fernando Henrique, porque ele parou de investir no setor.
Encerrando o debate, nas considerações finais, Dilma, por sorteio, foi a primeira a falar. Ela disse: “Não fiz campanha baseada no ódio, respeitei a tolerância que é a maior virtude do povo brasileiro”, lamentou os momentos em que a campanha baixou o nivel e usou calúnia para atacá-la. Finalizou pedindo o voto do povo brasileiro e principalmente das mulheres.
Serra fechou falando da sua história politica de deputado, prefeito, governador e ministro. Prometeu dar continuidade aos bons programas de Lula
Plínio de Arruda Sampaio
O candidato derrotado à Presidência da República pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, afirmou que os dois candidatos que disputam o segundo turno Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) participaram de um “vale tudo”.
Geraldo Alckmin
O governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) disse que a candidata Dilma Rousseff (PT) “passou um pouquinho do tom” durante debate exibido na noite deste domingo pela Band, enquanto o candidato José Serra (PSDB) foi “muito bem e demonstrou serenidade”.
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