Seria bastante interessante que os eleitores passassem a examinar com mais cuidado o histórico dos candidatos na família, principalmente os candidatos ao executivo, quer sejam prefeitos, governadores e até presidentes.
Não só a questão conjugal e opção sexual. Se é casado, separado, divorciado, etc. Mas quem e como foi criado aquele governante quando criança.
Vai ser possível tranquilamente, traçar o perfil de comportamento deste candidato, se o mesmo vier a ser eleito.
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Filhinho de papai tem tudo o que quer, desde o nascimento. O enxoval é tão grande, mas tão grande que o menino cresce e não consegue usar todas as peças.
Existe um séqüito para servir o rebento, são babás, empregadas, titias e vovós. O “guri” não pode fazer um aí, que todos correm ao mesmo tempo a acudi-lo, chegam a entalar na porta do quarto.
Mesmo sem saber ainda se virar no berço, já existe uma parafernália de caros brinquedos, até eletrônicos. Isto sem contar com os acessórios, são “cadeirinhas” de carros de ultima geração, com dvd e tudo, andador, cadeira de alimentação, uniforme do time do papai, bolas de futebol (tudo oficial)
O divertimento preferido do “moleque” é arremessar seus carrinhos nas paredes da casa e vê-los espatifar. É destruir a casa, furar o sofá, quebrar coisas. E, todos acharem uma gracinha. É dar tapas e morder nas pessoas, nos coleginhas do maternal e a família achar normalíssimo, afinal os dentinhos estão crescendo. Tadinho, ele está nervoso.
Tente tirar um brinquedo da sua mão, ou pedir para ele dividir com algum coleginha para ver o que acontece. Ele emburra, faz birra, grita, bate os pesinhos.
Cresce o “guri”. No seu quarto (só para ele), tem de tudo. Televisão, dvd, super nintendo i. O “filhinho” pensou em querer alguma coisa, mamãe ou papai comprou. Não tem dificuldades, a vida gira ao seu redor.
Todas as vezes que os papais precisam sair, o menininho fica com a vovó e com o vovô. A babá sozinha não pode ficar com ele, e ela da graças a Deus, porque “fogo na roupa” na roupa é pouco. Ele apronta mais com os avós que com o país. Vovó o deixa fazer tudo, literalmente tudo.
Vai para a melhor escola da cidade. Com a melhor mochila, o melhor tênis, camisetas e calças só de marcas verdadeiras. É Nike, Diesel, Adidas dos Estados Unidos, nada de niqui, dizel ou ardidas de Nova Serrana.
Ai da professora que ousar contrariá-lo e lhe der nota baixa ou tentar corrigir o seu terrível comportamento, de agitador, aprontador e baderneiro da sala. Todo clã vem em cima da diretora. Tem ate movimento de rebelião com outros pais para tirar aquela famigerada professora da classe, se possível do colégio melhor ainda se for da cidade.
Na sala é o centro das atenções, com suas novidades eletroeletrônicas e o seu poder econômico. As meninas caem aos seus pés, e os “amigos” o bajulam direto e reto. Se quebra um material não se importa, no dia seguinte está com outro novinho, melhor ainda. É o tal!
O papai e a mamãe se revezam para buscá-lo na escola, cada um com um carrão mais bonito que o outro. Ele tem até duvida: qual o carro mais bonito, se é o do papai ou o da mamãe. Isto, quando não tem um “Jarbas” para levar e buscar o “filhinho”.
Não é só o papai e a mamãe que fazem sua vontade não. São todos da família, a vovó, o vovô, os titios. O mundo gira ao seu redor.
Quando faz dezoito anos, ganha oficialmente um carrão. Mas, dirigir ele já dirige há muito tempo, sem carteira, desde os 15, 16 ou 17 anos já usa um dos carros da família. Bate com os carros, briga na rua. Continua ninguém podendo contrariá-lo.
E vai tomando corpo o ditador. O centro do universo.
Até que, o pai, começa a pensar no futuro do “guri”. E resolve faze-lo seu sucessor político. (Ah! Estávamos esquecendo de falar que o pai é político).
Primeira escalada política. A vereança. E o ditador vai ser vereador, para depois, quem sabe chegar a prefeito, se der tudo certinho, deputado estadual, depôs federal, senador, governador e quem sabe até presidente da Republica.
Como foi um bom aluno político do papai, consegue mascarar a sua verdadeira personalidade. Até porque, embora digam que os poderes são independentes e harmônicos entre si, mas na pratica não é nada disto que acontece. O legislativo é dependente das benesses do executivo e desarmônicos, briguentos e pirracentos entre si. Aprende que o poder está no Executivo e não no Legislativo. E sonha chegar lá. Ser prefeito.
Mas, já no Legislativo, começa a demonstrar um pouco suas características de berço. Faz certas birrinhas, é dissimulado com os seus amiguinhos vereadores. Agora ele morde, mas aprendeu depois a soprar e depois tornar a morder.
Até que, por um “aborto da natureza” para uns, e para os mais religiosos, “pela vontade de Deus”, o rebento consegue chegar ao Poder Executivo.
Daqui em diante, o leitor deste artigo ou como queiram ensaio. Façam suas elucubrações.
Um governante, filhinho de papai, criado com vó, criado em uma redoma, cheio de vontades, que não pode ser contrariado que faz birra, empaca, não dialoga, é egocêntrico, só com valores somente materiais, etc…etc… Pode ser um bom governante?
Existem governantes que no primeiro “tranco” da vida, se desesperam, não tem estrutura emocional para enfrentar. Ficam doentes, entram em depressão.
É claro que neste artigo, para uns, podem existir exageros, mas alguns pontos comportamentais são aproveitáveis.
Encaixem neste perfil, os governantes que quiserem. Não tem nome, é pontinho, pontinho, pontinho……….





