Além do provável fechamento do Restaurante Paraíso Cucuruto – Preço do pedágio segue causando prejuízos e transtornos em toda região

Publicado por: suporte

 
A Nascente das Gerais, não permitiu que os motoristas fossem entrevistados na praça do pedágio. O responsável pelo posto disse que era preciso ter a autorização do escritório para fazer a matéria, mas devagar foi revelando. Mesmo depois de tanto tempo que o pedágio foi instalado naquele local, os usuários ainda reclamam bastante e que os políticos são os alvos prediletos das críticas e impropérios.

O posto de pedágio instalado na MG 050, próximo a Divinópolis, afeta diretamente o equilíbrio econômico financeiro da pequena cidade de São Sebastião do Oeste.

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Já em uma estrada de terra existente na margem da rodovia, na lateral da praça do pedágio no sentido de Formiga, o sitiante Geraldo, afirma que é um verdadeiro transtorno, o acesso foi bloqueado por uma porteira que fica com cadeado e vigiado por uma câmera da Nascentes da Gerais. Ele acha perigoso, principalmente a noite ter que descer do carro para abrir a porteira.

O proprietário do restaurante Cecília de São Sebastião do Oeste, afirmou que antigamente era comum as pessoas saírem de Divinópolis e irem passeando até a cidade, e lá almoçarem, isto já não acontece mais.

Um dentista que almoçava no restaurante da Cecília, que possui consultório em São Sebastião do Oeste e mora em Divinópolis, disse não ser contra o pedágio, e sim contra o seu preço, comparado com outros pedágios, está bem acima. A mesma opinião emitiu um motorista de táxi de Pará de Minas, no estacionamento do Restaurante Paraiso Cucuruto.

O sistema bancário da cidade é servido apenas por uma agencia do Sicoob, outra do Bradesco e um caixa eletrônico do Banco do Brasil dentro do Supermercados PIC. A vida fiscal e contábil da cidade depende quase que totalmente de Divinópolis.

Na estrada do Cacoco que liga São Sebastião do Oeste a Divinópolis, chegando através do bairro Jardinópolis, vários carros trafegavam por ela, como rota alternativa ao pedágio. Alguns motoristas reclamaram que além de atrasar a viagem, estragam também os carros. O motorista de um caminhão, disse que passando por aquela estrada, ida e volta economiza cerca de R$ 21 reais, mas acaba com o veículo.

Um capitulo à parte, já citado em outra matéria, é a situação do Restaurante e Pousada Paraíso Cucuruto.

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Hamilton, arrendou o restaurante pensando ter feito um bom negócio, mas em conseqüência do preço do pedágio, viu a clientela quase desaparecer, já que a queda foi de cerca de 70%.

O restaurante oferece duas opções de preços. Um PF (prato feito) por R$ 6,90 e self service por R$ 9,90. Com um pedágio a R$ 3,70, ida e volta a R$ 7,40 os divinopolitanos não almoçam mais lá.

Se não houver uma mudança na atual situação, Hamilton pensa em fechar o restaurante e dispensar cerca de 9 funcionários. Os funcionários da loja de artesanato, que fica ao lado do restaurante, já foram dispensados.

História

O pedágio na MG 050 começou a ser cobrado em junho de 2008 em virtude da parceria do governo de Minas com a iniciativa privada. A chamada PPP – Parceria Pública Privada.

O deputado estadual Domingos Sávio, foi acusado por muitos moradores não só de Divinópolis e São Sebastião do Oeste, cidades afetadas mais diretamente, mas da região, como representante do povo e aliado político de Aécio Neves, governador na época, ter permitido a instalação do pedágio no local que se encontra.

Para complicar ainda mais, em junho de 2009, o pedágio sofreu um considerável reajuste, passando para os atuais R$ 3,70 um dos mais caros do Brasil.

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