A concentração da passeata de protesto foi na Praça da Catedral. Pairava no ar muita emoção e consternação, misturado com o sentimento de revolta ao ver a tristeza dos pais de Kassiane, Antonio (Toninho) e Fátima.
Com muita dificuldade para falar, tentando conter o choro, a tia de Kassiane, Eunice Lima, falou ao Divinews:

“Experimento um sentimento de tristeza e revolta, ao saber quantas Kassiane já foram mortas e quantas poderão vir a ser. Vimos recentemente alguns casos, como Eliza Samudio, do caso Bruno – Para a família este protesto é uma homenagem – Quem cometeu esta atrocidade contra Kassiane não sabe o valor de uma família, o valor da vida – Ele não levou somente a Kassiane, ele levou uma família inteira junto”
A amiga, Viviane Gualberto Teixeira, fisioterapeuta, uma das melhores amiga de Kassiane, disse: “Minha sensação é de uma tristeza muito grande com um morte tão brutal. E, infelizmente é um fato que ocorre todos os dias no Brasil”
A irmã e a prima que carregavam o pôster de Kassiane, muito abaladas não quiseram gravar entrevista. A irmã disse que não falaria porque começaria a chorar e entristeceria seus pais que também chorariam.
Iuri, um menino de apenas 13 anos, morador do bairro Dona Rosa, levava um cartaz com os dizeres: “Eu era paciente da Kassiane. Saudades, vou lembrar sempre de você. Agora ela mora no ceu. Fique em Paz”. Ao ser abordado pelo Divinews, disse que estava muito, muito triste, “ela me ajudava, ela me atendia, eu não pagava nada”, disse com a voz embargada.
Cirleia, explicou que o Kassiane fazia parte do projeto “Viva Vida”, criada pela Delegacia de Mulher em 2002, ainda na gestão da delegada Gorete Rios, com a colaboração de Cida Figueiredo e Márcia Brasileiro.
Gorete Rios, afirmou que a passeata significa um movimento de basta à violência contra a mulher. Gorete falou ainda que esta violência, na maioria das vezes tem raízes na fase de infância e adolescência. Uma criança violentada, torna-se na maioria das vezes um ser também violento.
Trajeto
A passeata saiu da Praça da Catedral, passou pela Avenida Primeiro de Junho, entrou na Rua Goiás, seguindo até a Avenida Sete de Setembro e desceu a Rua São Paulo, terminando na Praça do Santuário com homenagens e uma missa celebrada por Frei Leonardo
Nos pontos de ônibus e nos estabelecimentos comerciais e financeiros, havia uma interrogação do motivo da passeata. Uns logo identificavam, e balançavam a cabeça em um ato de reprovação da violência ocorrida. “Ah é aquela moça, que violência. Esta faltando Deus na vida dessas pessoas”, comentou uma senhora.
Temas
Durante todo o trajeto, um carro de som tocava musicas de Milton Nascimento, Guilherme Arantes, enfim musicas que falavam de paz, amor e amizade.
A secretária de Desenvolvimento Social, Rosali Kunz deu seu depoimento para o Divinews, falando sobre a passeata e a violência cometida contra Kassiane
A socióloga, Adriana Eva, funcionária de uma unidade do CRAS, foi outra amiga de Kassiane, que também prestou sua homenagem, falando sobre o tema.
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