Diante do que ocorre no município de Divinópolis, cidade a 120 quilômetros de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e possivelmente outras inúmeras cidades administrada por seu partido (PSDB). O candidato tucano, José Serra, não tem nenhuma legitimidade para criticar o Partido dos Trabalhadores e suscitar o assunto sobre censura.
O governo peessedebista do prefeito Vladimir Azevedo, através da “gestão” do secretário adjunto de Comunicação, Wallon Delano, impõe abertamente e sem nenhum pudor ou constrangimento para eles, a lei da mordaça à pequena imprensa que ousar divulgar fatos verdadeiros, mas negativos a uma cidade administrada pelo PSDB.
O fala de Serra no Congresso é apenas um discurso de retórica contra o PT em uma tentativa desesperada de reverter sua posição.
O candidato, Serra continua afirmando que o PT defende o controle da imprensa em um documento assinado pela candidata Dilma Rousseff. O tucano chega a criticar a política externa do Brasil, por amizade com países onde não existe liberdade de imprensa. Em uma alusão ao Irã e a Venezuela.
O “Zé” não precisava ir tão longe, bastava citar como exemplo de falta de liberdade de imprensa, a cidade de Divinópolis-MG, governada por seu partido.
Dilma Rousseff rebateu veementemente a crítica tucana, dizendo que a estratégia do seu oponente é patética. “Uma hora ele quer ligar o nome de sua candidatura ao presidente Lula, em outro quer criticar o governo”
Resposta de Franklin Martins
(Agência Brasil)
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, respondeu em nota oficial as declarações feitas pelo candidato José Serra (PSDB), durante evento na Associação Nacional de Jornalistas (ANJ). O candidato tucano acusou o governo federal de usar a máquina pública para cercear a liberdade de imprensa.
Segundo Martins, a declaração de Serra é “grave e descabida, sem qualquer apoio nos fatos”. O ministro afirmou que a imprensa brasileira é livre, apura e publica o que deseja. “Jornalistas e veículos de imprensa jamais foram incomodados por qualquer tipo de pressão ou represália”.
Na nota, ele disse compreender que “as paixões da campanha eleitoral” são capazes de “toldar julgamentos serenos, mesmo naqueles que tem nervos de aço”. Ainda assim, pediu para que excessos fossem evitados. “Ao dizer que o governo federal censura e persegue a imprensa, o candidato Serra não apenas falta com a verdade. Contribui também para arranhar a imagem internacional do Brasil, dando a entender que nossas instituições são frágeis e os valores democráticos, pouco consolidados”, finaliza.
Além de Martins, a diretora da EBC Brasil – empresa gestora da TV Brasil -, Tereza Cruvinel, também respondeu em nota as críticas do candidato. Serra disse que a liberdade de imprensa vem sendo ameaçada por uma estratégia que “não deixa de ser alimentada por recursos públicos, como, por exemplo dessa TV Brasil, que não foi feita para ter audiência, mas para criar empregos na área de jornalismo e servir de instrumento de poder para um partido”.
Tereza disse estranhar as declarações de Serra por ele ter, recentemente, participado de uma série de entrevistas no canal de televisão, “confirmando a observância dos princípios de isenção, apartidarismo e isonomia na cobertura da campanha e dos candidatos”.
Ela acrescentou que a EBC e a TV Brasil “não existem para criar empregos na área de jornalismo, mas para dar cumprimento ao artigo 223 da Constituição (que prevê a complementaridade entre os sistemas privado, estatal e público na radiodifusão)”.





