Não basta ser pai ou mãe é preciso participar – Figurinhas unem pais e filhos além de movimentar milhões

Publicado por: suporte

Nas imediações da banca se reúnem dezenas de pais, mães e filhos e avós numa frenética troca e compra de figurinhas para montagem do álbum.

Alguns pais levam tão a sério sua participação, que ele mesmo ficam trocando as figurinhas enquanto os filhos ficam fazendo outras coisas.

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Tem vários estilos de país. Os que levam tão a serio suas participações que são eles que negociam as figurinhas, os meninos só acompanham as negociações. Já outros os filhos nem perto estão.

Tem pai ausente, que quem vai é a mãe. Tem casais unidos que vão os dois para fazer melhores negócios para os filhos.

O papai Rogério, flagrado sozinho comprando um álbum, quando indagado onde está o seu filho que ia montar o álbum, ele meio sem jeito, afirmou que era uma filha e estava em casa, perguntado qual era a idade da menina, mas sem jeito ainda e com um sorriso amarelo, disse que tinha só 5 meses, mas ele iria guardar para quando ela crescesse. Entenderam né?

Já o Célio, outro papai participante, também comprava o álbum “para a filha” de apenas 6 anos, mas, ele disse que ela vai montar o álbum sozinha.

Várias figuras e não figurinhas, ilustres, se engalfinhavam em negociações de igual para igual com os meninos. Um deles, bem conhecido na cidade, Irajá Nogueira, do Sindicato Rural, deixou esse negócio de comprar gado de lado e foi mexer com figurinha “para os filhos”.

Outra que estava bastante entretida, sentadinha nos degraus, exercendo a participação maternal, era Cintia, chefe da 103ª zona eleitoral de Divinópolis.

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Médicos, dentistas, advogados, empresários, promotores, juízes, estavam todos lá, em uma intensa e difícil atividade de trocas de figurinhas “para os filhos”.

O proprietário da banca, nos informou assustadores números. Por domingo, são vendidos cerca de 3000 envelopes de figurinhas, nos sábados são aproximadamente 1.500 , fechando o mês pode chegar a 25 mil figurinhas, apenas nesta banca, é a que mais vende.

O “cambio negro” que movimenta este negócio. Uma única figurinhas, as mais raras, pode chegar ao astronômico preço de R$ 050 (cinqüenta centavos) quando o normal é um pacotinho com 5 figurinhas custar R$ 0,75 (setenta e cinco centavos)

Mas, a tendência, segundo os hábeis negociadores, é que a medida que a copa se aproxima, as figuras raras tornem-se mais caras. Porque quando a copa começar, os álbuns tem que estar completo. E como só faltam 18 dias para o inicio da Copa, os dois próximos finais de semanas, as atividades dos papais participantes devem se intensificar.

O álbum
Editado pela PANINI, são figurinhas dos jogadores de todos os países participantes da Copa do Mundo na África do Sul.

Cada seleção tem uma página dupla, com 19 cromos, no total são 640 para colecionar com imagens de tirar o fôlego, além de cromos especiais com glitter dos escudos, fotos dos estádios e muito mais.

Figurinhas – Brincadeira de gente grande

A divisão de figurinhas e cards é parte de um importante grupo internacional que na Itália e nos principais países da Europa, consiste em 4 divisões. Além da divisão de figurinhas e cards, temos uma divisão de histórias em quadrinhos, divisão New Media (Panini Interactive, que é responsável da Internet e serviços relacionados a mesma) e uma companhia de distribuição de revistas em quadrinhos (Pan Distribuzione, que além da distribuição, faz o trabalho de logística e análise de mercado dos nossos produtos).

História e Experiência
A Panini foi fundada em 1961 com o lançamento da primeira coleção do Campeonato Italiano de futebol. Em 1945 nossos fundadores, os irmãos Panini, abriram uma banca de jornal em Corso Duomo em Modena e em 1954 fundaram a Panini Brothers companhia de distribuição de jornais.

A companhia permaneceu uma empresa familiar , mesmo atingindo o faturamento anual de cerca de 100 Bilhões de liras (US$ 60 Milhões). Em 1988 a companhia foi vendida para o grupo Maxwell, que gerou uma série de mudanças administrativas e instalou um gerenciamento internacional. Após anos de instabilidade financeira, em 1992 a Panini foi comprada por Bain Galo Cuneo e De Agostini. Somente 2 anos de boa administração foi suficiente para retornar aos anos de glória. A Panini então foi incorporada ao grupo Marvel Entertainment, que manteve toda a equipe administrativa gerenciada por A.H.Sallustro.

Em 8 de Outubro de 1999 a Panini foi comprada pelo grupo italiano Fineldo Spa de Vitório Merloni, juntamente com a alta administração da empresa. O grupo Fineldo está envolvido na fabricação de vários produtos de consumo e atividades financeiras.

Em 2000 o Grupo Panini concluiu, na Itália, um acordo para aquisição do controle acionário da empresa “”DigitalSoccer Project””, que desenvolve softwares revolucionários no setor do esporte. Na França, concluiu um acordo para adquirir a empresa “”World Foot Center”” que opera no setore de merchandising, distribuição e promoção do futebol. Além disso, o Grupo Panini vendeu as atividades de produção de papéis autoadesivos, representada pela Divisão Adespan, à empresa Avery Dennison, lìder mundial no mercado de produtos auto-adesivos.

O Grupo Panini, com sede em Modena (Itália)e filiais nos principais países europeus no Chile e no Brasil, é líder mundial no setor de cromos auto-adesivos (figurinhas), 4° editor europeu no segmento jovem, líder italiano na distribuição de histórias em quadrinhos e agora desenvolvendo um programa sólido na área de multimídia. O Grupo registrou um faturamento consolidado de 579 milhões de euros em 2007, possui 724 colaboradores e distribui produtos em mais de 100 países.

 
   
   

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