Jornal Estado de Minas – Portal Uai e TV Alterosa do grupo Diários Associados dão nítidos sinais de apoio a candidatura de Hélio Costa ao Governo de Minas

Publicado por: suporte

Não bastasse o desgaste eleitoral da greve dos professores, o governador Antônio Anastasia enfrenta agora os mosquitos, que além de provocar dengue, causa outro mal ainda pior, derrota nas urnas.

É fato, é uma verdade, a epidemia está em todo país. Mas parecem que querem aniquilar não só o mosquito mineiro, mas a candidatura de Anastasia.

Matéria do EM

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Minas chama o Exército para combater dengue

Para evitar epidemia, Exército e Aeronáutica podem entrar na luta contra o mosquito, que já atacou 158 mil em Minas

Os números dão a medida exata de um problema ainda longe do fim. A quantidade de notificações de dengue este ano em Minas – 158.170, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES) – é a maior dos últimos cinco anos. Os dados trazem uma desconfortante sensação de que a batalha contra a doença ganhou sombras de derrota. Autoridades epidemiológicas descartam a possibilidade de epidemia e apresentam as razões da explosão de um aumento de quase 50% das notificações em relação a 2009 (81 mil registros). Em Minas, a prova de que algo está fora da normalidade e precisa ser contido é a incorporação do Exército à força-tarefa de combate ao Aedes aegypti. A SES negocia com as Forças Armadas um contingente de 150 soldados e espera ajuda também de militares da Aeronáutica.

Eles vão reforçar o trabalho de 70 agentes de endemia das gerências regionais de Saúde e de 63 contratados, além dos funcionários municipais (em todo o estado, há mais de 10 mil agentes da dengue e mais de 20 mil de atenção básica). Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES, Gisele Bahia, o grupo vai atuar em cidades com maior número de casos da doença. Vinte municípios concentram 63,2% das notificações no estado. Ela informa que a prioridade agora são ações mais potentes, para evitar altos índices em 2011. “Os registros estão aumentando em 20 cidades e, observando a série histórica, vemos que não estão conseguindo combater a dengue da forma como deveriam”, afirma. O superintendente de Epidemiologia da SES, Francisco Lemos, disse que o estado está longe de uma pandemia, mas tem situações epidêmicas localizadas.

O Ministério da Saúde revela que a situação mineira é das piores. Mais de 80% das notificações nas 13 primeiras semanas do ano estão concentradas em sete estados e, desses, seis apresentam alta incidência, incluindo Minas (490,5 casos por 100 mil habitantes). O órgão considera três níveis de incidência: baixa (menos de 100 casos por 100 mil habitantes), média (de 100 a 300 casos) e alta (mais de 300 casos por 100 mil habitantes). Minas passou da média (204,4 casos por 100 mil habitantes) nas primeiras 13 semanas de 2009, para alta (490,5 casos por 100 mil habitantes) no mesmo período deste ano.

Os sete estados que respondem pela maior parte dos casos de dengue notificaram juntos 362.307 casos, do total de 447.769 até início de abril. Minas tem outra triste estatística: 28% dos registros de dengue no país, até o momento, estão concentrados em seis municípios, entre eles BH, que teve até agora 39.627 notificações, das quais 21.832 confirmadas. O total de mortes chega a quatro na capital e 34 em todo o estado. A possibilidade de epidemia está descartada, mas nos centros de Saúde há longas filas de espera.

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A filha da diarista Maria de Fátima Andrade Silva, de 46 anos, já integra as estatísticas. Esta semana, a jovem Graciela Andrade, de 23, foi levada às pressas ao Centro de Saúde Jardim dos Comerciários, em Venda Nova, com suspeita da doença. Um dia antes ela havia sido medicada na unidade de pronto atendimento e liberada. Durante a madrugada, ela piorou. “Cheguei com ela desmaiada”, conta a mãe. Graciela foi posta numa maca e tomou soro.

Fonte: Portal Uai

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