O principal motivo, segundo a secretária, é o pouco tempo para a operacionalização do trabalho, já que o ministério havia enviado comunicado às secretarias na terça-feira (20/04) anunciando que não haveria o dia especial de vacinação e no final da tarde de quinta-feira (22/04) a SEMUSA foi surpreendida com um novo comunicado fazendo solicitação para a realização do dia especial de vacinação.
“A vacinação precisou que ser adiada por termos recebido o comunicado por email do ministério da Saúde, no final da tarde de ontem (22/04), dizendo que aconteceria a campanha de vacinação no dia 24
Portanto, pela falta de tempo hábil para trabalharmos de maneira bem feita, a vacinação será adiada para o dia 08 de março. Então nós só decidimos manter aquilo que foi pedido anteriormente pelo próprio ministério da Saúde, que seria a realização deste “Dia D” no dia 08 de maio.
Cherrié diz que tem dúvidas que se a vacinação acontecesse amanhã, se haveria estoques suficientes de vacinas. Já no sábado (08/05) esta situação não corre o risco de acontecer.
A vacinação será aplicada em todas as pessoas acima de 60 anos, para os portadores de doenças crônicas, gestantes, das crianças que tem de 6 meses até as menores de dois anos, jovens que tem de 20 a 29 anos e os adultos da 30 a 39 anos.
“A partir de segunda-feira, dia 26, além de todos os grupos prioritários que já tiveram iniciadas a vacinação desde o início da campanha, vamos estender. Ou seja, vamos continuar vacinando gestantes, crianças menores de dois anos, as pessoas com aquelas doenças crônicas já relacionadas, os jovens entre 20 a 29 anos. Nós vamos estender a vacinação para esses grupos, pois ainda não atingimos a meta em algumas destas categorias”, informou Rosenilce Cherie Mourão.
Até o último balanço divulgado pela Vigilância em Saúde, a meta, que era de 80% de cobertura, foi batida e superada apenas entre as crianças de seis meses as menores de dois anos (103,3%) e entre os servidores da área da saúde (94,8%). As metas entre as gestantes (48,9%), doentes crônicos (40,2%) e jovens entre 20 a 29 anos (38,9%) ainda não foram batidas.
Diante desses índices ainda considerados baixos pela SEMUSA, a secretária de Saúde, explica. “Às vezes as pessoas deixam para a última hora, ficam um pouco inseguras em relação à vacina, e é bom até falar em relação a segurança. Até o momento ainda não foi registrado nenhum caso de reação complicada à esta vacina. As únicas queixam que estão sendo relatadas, em relação as reações adversas à vacina, é apenas dor no local da aplicação e em algumas pessoas que tem um pouco de febre. Estes sintomas estão desaparecendo em 48hs. Essas são reações plenamente esperadas, são reações naturais do organismo que de forma nenhuma elas contra-indicariam alguém de tomar a vacina. O benefício da vacina é infinitamente maior do que se pensar em não tomar a vacina por causa de dor ou febre” garante Cherie.
A secretária também alerta à população de que a disponibilização desta vacina é exclusiva do Ministério da Saúde. “Nenhum estabelecimento está autorizado a fazer venda, comércio desta vacina. Elas são estritamente oferecidas pela rede pública, gratuitamente. Se houver qualquer estabelecimento particular de qualquer natureza que esteja oferecendo esta vacina, isso deve ser denunciado à Vigilância e a Secretaria de Saúde e as medidas cabíveis serão tomadas”, finaliza



