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Continua depois da publicidade Médicos de Divinópolis fazem paralisação por tempo indeterminado a partir de 4a feira, 17 de março
Categoria está lutando para melhorar a qualidade da Saúde no município, mas até agora os gestores ignoram as reivindicações
Na próxima quarta-feira, 17 de março, médicos da rede pública municipal de Divinópolis iniciam PARALISAÇÃO POR TEMPO INDETERMINADO, em protesto às péssimas condições de trabalho e à baixa remuneração da categoria. Durante este período, ficam assegurados os atendimentos aos casos de urgência e emergência no pronto socorro.
A paralisação, votada em assembléia em 22 de fevereiro, é fruto da ausência de respostas por parte da Secretaria de Saúde, às reivindicações da categoria, que desde abril de 2009 está tentando negociar com os gestores.
A última tentativa foi em 18 de janeiro de 2010, quando os médicos se reuniram com representantes da prefeitura para discutir a situação da saúde em Divinópolis. No encontro, foi emitido um documento, mais tarde protocolado, pedindo resposta e uma contrapartida da secretaria, mas até o momento não houve nenhum retorno.
Os médicos lutam em defesa da melhoria das condições de trabalho em Divinópolis, caracterizadas pela infra-estrutura inadequada, superlotação nas unidades de saúde e falta de médicos nas áreas básicas, principalmente em algumas especialidades.
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A baixa remuneração é outro fator que gera insatisfação na categoria. Nos concursos públicos dos últimos anos, a prefeitura sequer conseguiu o preenchimento mínimo das vagas oferecidas para médicos. Isso porque o salário oferecido, em torno de R$ 1,7 mil, é um dos piores do estado.
Segundo a diretora do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), Maria Madalena dos Santos e Silva, a desvalorização do médico acaba desestimulando os demais profissionais. “Hoje, os cerca de 160 médicos que trabalham na rede pública em Divinópolis, estão sem condições mínimas para trabalhar e oferecer um atendimento digno para a população. Os gestores precisam entender o quão importante é dar atenção à Saúde no município”, destaca.
Nossa luta é essa: melhorar o sistema de Saúde e garantir a dignidade da medicina
Entre as reivindicações dos médicos estão o reajuste de 50% no salário base, remuneração extra com 100% de acréscimo, garantia do pagamento da gratificação por desempenho no valor de 20% do vencimento. Os médicos também querem o compromisso dos gestores em melhorar as condições de trabalho nas unidades de saúde, como no Pronto Socorro, onde requer um mínimo de planejamento nas reformas que já se estendem por 15 meses, e estão tumultuando o ambiente de trabalho, com reflexos negativos para os pacientes em tratamento.
Para mostrar a precariedade da Saúde, o Sinmed-MG preparou um extenso documento com fotos impressionantes da situação de abandono em que se encontra a Unidade. No material, encaminhado à Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa de Minas Gerais e Câmara dos Vereadores, os médicos revelam que “o discurso da Secretaria de Saúde que mostra um planejamento eficiente e valorização de seu profissional está muito longe da realidade”.
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