Segundo Iris, pelo procedimento de Ernani no trabalho e o que ele demonstrava em sua vida pessoal, acha pouco provável que tenha participado deste bárbaro crime. Mas, se diante da justiça for comprovada sua participação, ela lamenta, mas ele terá que pagar por seu erro.
E que neste momento, sexta-feira (19/02) por volta de 11 horas, os seus dois advogados, estariam com Ernani, pegando seu depoimento.
Entenda o caso
Anderson é proprietário da oficina de som Point Car em uma Praça no Bairro Bom Pastor. Na quarta-feira (17/02), estava com 4 pneus novos na oficina para serem colocados no seu carro para uma viagem que ia fazer.no dia seguinte, quinta-feira (18/02)
No dia seguinte, ao abrir a oficina, constatou que não só os pneus tinham sido furtados, como também uma bicicleta, e tinha desconfiança de quem poderia ter feito o furto.
Anderson chamou a policia no local e fez uma ocorrência.. A polícia foi embora e a seguir Anderson avistou um conhecido freqüentador da praça, que estava de posse de dois dos quatros pneus furtados. Ao se indagado, Fernando, é este seu nome. Disse que os dois pneus era parte do pagamento, que Armandinho lhe dera, para ele não falar, já que ele presenciou o furto.
O também delinqüente, Fernando, se propôs a ir na casa de Armandinho, junto com Anderson. No meio do caminho, encontraram Ernani Batista e os convidaram também para ir juntos.
Ao chegarem a casa de Armandinho, indagaram dele onde estariam o resto das coisas roubadas. O convidaram para que todos fossem para a oficina.
Lá chegando travou-se uma discussão entre Armandinho e Fernando. Armandinho passou a acusar Fernando de que teria sido ele o autor do roubo. Fernando perdeu o controle e tacou uma telha na cabeça de Armandinho, passando a agredi-lo violentamente, para que ele falasse onde ele tinha escondido o restante das coisa. Todos tiraram suas casquinhas, mas o maior agressor, segundo um testemunha, foi Fernando.
Resolveram levá-lo ao Bairro Candelária, que também era seu reduto, já que seu pai mora lá. O jogaram no porta mala, sangrando em conseqüência das agressões.
Lá chegando, ao final da Rua Beira Mar, existe um mata burro e logo a seguir um barranco com caída íngreme para dentro do Rio. Os três o agrediram novamente e o jogaram dentro do Rio e foram embora.
Quando estavam voltando pela mesma Rua para irem embora, encontraram com um grupo de adultos jovens, moradores daquela região. Que lhes perguntaram o que estava acontecendo.
Eles responderam que tinham dado um “pau” no bandidinho do Candelária e o jogado no rio, isto porque, assim como cometia diversos furtos no Bairro Bom Pastor ele o fazia também no Bairro da Candelária, onde seu pai mora.
O grupo, agitado, então disse que, iria lá terminar o trabalho para ele não ficar pela metade.
Os três, Ernani, Anderson e Fernando foram embora em direção ao Bom Pastor.
Armandinho, alguns metros abaixo do local que foi jogado no Rio, consegue sair e cambaleando começa a voltar pela Rua Beira Mar. Na altura de um campinho existente nesta rua, a turma o encontra e começa a espancá-lo novamente.
Ele corre, e a turma, composta de umas 6 pessoas continuam o massacre e segundo o morador que relatou todo este fato, lhe desferem algumas facadas, que ele estima em 3 facadas.
Juntado as últimas forças ele entra em uma casa (veja foto) e se joga arfando pedindo socorro. Não agüenta mais que alguns minutos e morre.
A moradora da residência chama o resgate e a seguir a policia. Nesta altura, alguns dos os agressores se dispersam, mas as outras pessoas que acompanhavam o massacre, sem participar, obviamente por uma questão de segurança, acusam os três agressores iniciais ( Ernani, Anderson e Fernando).
A policia vai ao encalço deles e consegue prender dois em flagrante, Anderson que estava em sua oficina e logo a seguir Fernando, que foram encaminhados ao presídio Floramar.
Ernani, que fugiu e posteiormente se entregou, após as 24 do flagrante, foi ouvido e liberado. Vai responder o processo em liberdade.
Por uma questão de segurança do morador que contou toda a história, sequer vamos falar as iniciais do seu nome, porque, para os moradores seria fácil decifrar o seu nome através das iniciais.
Este morador, afirmou com todas as letras que quem matou Armandinho não foram os três do Bom Pastor, porque eles já tinha ido embora, foram os próprios moradores, com maior participação destas 6 pessoas, que ele consegue identificar tranquilamente.
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Estivemos também com a dona da casa, que Armandinho, se jogou quase sem vida e morreu minutos depois. Ela não quis conversar, mas não discordou em nenhum momento da conversa que estava sendo travada.
Outra moradora chegou, no momento da investigação do Divinews, mesmo um pouco alcoolizada, apontou até o lugar onde as facadas teriam sido desferidas em Armandinho.
Estivemos também no local do Rio onde Armandinho foi jogado bastante ferido, como se já estivesse morto.
A versão de que os três não teriam assinado Armantinho, já tinha sido ouvida por alguns comerciantes das imediações do local da loja de Anderson. A conversa com os moradores confirmou esta versão.
![]() AV MAR E TERRA POR ONDE VEIO CAMBALEANDO ARMANDINHO |
![]() LOCAL DO RIO ONDE ARMADINHO FOI JOGADO |
![]() ESTRADINHA DE ACESSO PARA O RIO |
![]() ESTRADINHA À MARGEM DO RIO |









