A alegação inicial para não transferir todos os cursos, é que nesta primeira fase, foram construídos quatorze laboratórios e somente sete salas de aulas, que não atende plenamente a quantidade de cursos existentes.
A intenção era esperar a conclusão da segunda fase do projeto com a entrega de mais quatorze salas de aulas e sete laboratórios.
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O objetivo da transferência neste momento, mesmo em condições inadequadas, já que o número de salas de aulas é menor que a demanda, é a economia, pois o local atual do CEFET é alugado. O que é preciso fazer é evitar os gastos de manter duas unidades.
A nova sede vai ter cinco prédios numa área de 84 mil m2, doada pela prefeitura. Ao término do projeto serão 21 salas de aulas e 21 laboratórios, mais antiteatro, biblioteca, restaurante e áreas administrativas. No momento estão prontos quatro prédios.
Os alunos Gustavo, Pedro e Alessandra ouvidos pelo Divinews expressaram suas opiniões. Gustavo afirma veementemente que esta mudança sem que a sede esteja totalmente pronta é por uma questão política, já que este ano é ano de eleições.Pedro, reforça a opinião de Gustavo, dizendo que as coisas vão ser muito improvisadas. Já Alessandra, afirma que vai ser bom estar num novo espaço, se tem que ir, não tem jeito, cumpra-se a determinação e com o tempo as coisas vão se ajeitando.
Paulo Henrique Gontijo, do curso de informática e membro do grêmio estudantil, disse que na reunião do grêmio a maioria se manifestou falado: “a mudança em cima da hora não está agradando a maioria, porque sabemos que vai ter improvisações de salas de aulas usando divisórias e não alvenaria, o nosso receio é que a “coisa” se acomode e não aconteça o término da construção, mas vamos forçar que isto aconteça”.
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Leia a entrevista do diretor do CEFET Divinópolis, José Maria
Ano passado estivemos conversando, e o senhor disse que possivelmente só o curso de mecatrônica e alguns laboratórios iriam para a nova sede, até que a obra fosse definitivamente concluída. O que mudou?
O projeto de mudança continua. O professor Flavio constituiu uma comissão para tratar desta mudança, de preferência na totalidade. Caso este grupo chegue a conclusão, como já fizemos no ano passado, que é inviável a mudança total agora, devido ao número de sala de aula nós vamos permanecer então em duas unidades. Essa comissão começou trabalhar no inicio da semana, depois será enviado um relatório para o diretor geral e aí vamos ter um parecer.
Hoje o que está acontecendo é que o curso superior de mecatrônica já foi transferido para a sede nova. Ontem e hoje está sendo realizado um workshop com todos os professores e na segunda-feira as aulas começam normalmente.
Paralelo a isto, montamos também o laboratório do curso do vestuário, os alunos do 2º e 3º ano terão aulas práticas lá na nova sede.
A comissão vai continuar avaliando a possibilidade da mudanças de novas turmas para lá
Os laboratórios terão que ser usados como salas de aulas?
Se todas as turmas tiverem que ir para a nova sede, com certeza teremos que fazer algumas adaptações
Então, o projeto inicial foi concebido defasado, já não suportando a quantidade de cursos e nem as turmas?
Sim, este projeto foi concebido em 2004. Nesta época nós tínhamos apenas dois cursos, eletromecânica e vestuário, hoje nós temos mais dois, o curso de gestão em informática e o curso superior de mecatrônica. Este projeto que está sendo entregue parcialmente, ele só atenderia dois cursos, como estamos com quatro, torna-se inviável a ocupação total e imediata, daí a necessidade desta comissão avaliar o que vai ser possível fazer.
Não houve um planejamento estratégico levando em consideração, no projeto da sede nova a possibilidade de crescimento com mais cursos, o que aconteceu de fato?
Estava previsto inicialmente a entrega, atendendo somente aos dois cursos, eletromecânica e vestuário, no tempo máximo de dois ou três anos, que seria em 2007. A entrega completa, levando em consideração o bloco que está faltando, deveria ter sido em julho de 2009.
Só que nós tivemos desde o inicio uma série de contratempos. Por exemplo, no primeiro terreno cedido pela prefeitura, encontraram várias nascentes, que foi embargado pela secretaria do meio-ambiente. Aí a prefeitura nos cedeu um novo terreno que também tinha problema, porque foram encontradas várias árvores de relevância, tipo o pequizeiro, tivemos então que fazer um novo projeto em que poucas árvores poderiam ser supridas e com medidas compensatórias para o meio-ambiente.
Depois tivemos problema de licitação. A empresa que ganhou a licitação não teve condições de manter o contrato, desfez-se o contrato e abrimos nova licitação. Todo esse tramite no setor público é extremamente moroso e burocrático e com isto o tempo foi avançando
A segunda fase da construção, que sequer foi licitada, também deveria estar sendo entregue agora?
No projeto anterior, a primeira e a segunda fase da obra deveria ter sido entregue em julho de 2009.
O que atenderia agora de imediato, seria a construção da segunda fase deste mesmo projeto, que não foi atendido, é o outro bloco com 14 salas de aulas e 7 laboratórios, alem do laboratório da mecânica, que tem uma estrutura diferenciada, e a área de educação física. Cumprindo tais etapas aí sim nós teríamos expansão por vários anos
Alguns alunos, não estão gostando da transferência, porque a entrega não é completa, acham que depois de tanto atrasos, resolvem a mudança coincidentemente em um ano eleitoral e com uma imposição da direção geral de Belo Horizonte, eles tem razão neste pensamento?
A estrutura que está sendo entregue é muito boa, com salas de aulas projetas dentro das exigências técnicas. É um espaço fantástico.
Este espaço não ser utilizado seria muita incoerência. O que nós propusemos a eles é a utilização completa deste espaço que já está entregue. E a possibilidade de mantermos este local ou alugar um outro local para atender aquele grupo de laboratórios e salas de aulas que hoje não nos atende completamente
O diretor geral declarou, e está no site do CEFET, que não faz sentido ter gastos para manter duas unidades
A principio ele tem razão, mas se esta comissão chegar a conclusão não é viável a transferência completa, isto será necessário. Vai depender da análise da comissão
Com relação a esta parte da obra que ainda não foi concluída, existe alguma previsão de ser feita a licitação? Após a licitação quanto tempo vai demorar ser entregue. Afinal, a prometida nova sede do CEFET não foi concluída?
Na quarta-feira (10/02) com o professor Flávio e os coordenadores e esta pergunta foi feita. A intenção dele é que aconteça rapidamente, mas ele não deixou claro as datas.
Existem recursos garantidos para esta segunda fase?
Segundo o professor Flávio, existem recursos sim. Um fator positivo é que já existem projetos hidráulicos e elétricos, prontos para os laboratórios e salas de aulas. Isto ajuda bastante, seria simplesmente abrir a licitação e logo a seguir iniciar as obras.
Após a entrevista do diretor José Maria, estivemos no Campus e constatamos que em alguns laboratórios os equipamentos e maquinários estão sendo montados, e em algumas salas de aulas, novos conjuntos de mesas e cadeiras estão guardados, aguardando para serem montados.
Um funcionários, que pediu para não ser identificado, nos informou que toda esta movimentação e urgência de ocupação total do Campus, seria em conseqüência de uma pressão que o diretor geral do Cefet Minas teria sofrido por parte do deputado federal Jaime Martins.
A assessora de comunicação do deputado federal Jaime Martins, informou que diante dos questionamentos de vários pais de alunos que o procuraram querendo saber porque estava demorando a entrega do campus, ele se reuniu com o diretor do Cefet-MG solicitando maior agilidade no processo de inauguração, desde que não houvesse prejuízos para os alunos e professores.
O mesmo funcionário disse ainda que, possivelmente, três salas do Capit poderão serem utilizadas como emprestimo ao CEFET e que a bibilioteca que é três vezes maior que a atual, poderá ceder 1/3 da área para ser ocupada como sala de aula.
Outra afirmação, dita por ele, é quanto a valores para a construção do novo bloco. Existiam inicialmente R$ 3 milhões e o valor atualmente são R$ 2 milhões e pouco. (Precisa ser confirmado o valor exato)