Artigo: Saúde. Quem tem razão? Os médicos, o município ou a população?

Publicado por: suporte

Menos razão tem a população. Quem mandou ser pobre, depender da saúde pública, não ter dinheiro para fazer um plano de saúde. Também se tivesse não adiantaria muita coisa, principalmente em fins de semana, quando a maioria esmagadora dos profissionais da saúde se ausentam para o santo lazer de todos os fins de semana.

Pobre, ninguém agüenta! Tem mania de adoecer em dias e horas totalmente impróprias, sábados, domingos e feriados, e o pior, sempre à noite ou de madrugada. Por qualquer coisa fica apavorado, só porque caiu e se quebrou todo com fraturas expostas e o fígado pra fora, ou com uma simples suspeita de câncer, um carocinho que apareceu aqui, outro ali, derrame, parada cardíaca ou até mesmo trabalho de parto, E, vapt! Procuram logo atendimento, no pobre do pronto-socorro que recebe gente de tudo que é lado, até da conchinchina.

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E, quer ser atendido, pasmem, por um médico, não serve uma enfermeira, uma auxiliar, uma estagiária ou a moça da limpeza que de tanto tempo trabalhando no local, já adquiriu uma certa prática.

O problema é achar um profissional, por que médicos existem um monte, mas MEDICO mesmo, não tem tanto assim, aquele que independentemente de quem você é ou por que meio está sendo atendido, te passa o número do celular dele, da sua residência e diz: “qualquer coisa, pode me ligar a qualquer hora”

Não tiramos a razão dos médicos, afinal eles trabalham tanto. Tem plantão em hospitais, às vezes mais de um. Tem plantão na saúde pública, às vezes no pronto-socorro e em postos de saúde. Têm atendimento quase todos os dias em seu consultório.

Alguns têm outras atividades, participam de clubes de serviços, como o Rotary, Lions. Isto quando também não estão envolvidos com a política partidária, filiados a partidos, além de estarem envolvidos com sindicatos, associações, etc…É muita coisa.

E a família, esposa, filhos, sogra e o cãozinho Chihuahuas da família, isto sem contar que normalmente são os homens quem cuidam dos carros, é trocar o óleo do Toyota Corola da esposa, (mulher sempre esquece este pequeno detalhe), é mandar lavar o seu Honda Civic, entre outras coisas do dia a dia.

Se os ganhos compensassem, vá La! Mas, com toda esta extenuante jornada de trabalho, o máximo que conseguem ganhar, juntando tudo, é algo em torno de R$ 30 mil reais, só uns poucos conseguem ultrapassar, chegando a R$ 50 mil reais.

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A relação custo x benefício da profissão não compensa. Não conseguem curtir direito as vantagens de morar em condomínios fechados como Grenville, condomínio das pedras, Ville Royalle ou suas casas nos bairros Sidil, Liberdade, Belvedere entre outros pobres bairros. Por não compensar tanto, alguns moram em apartamentos no “Rocha Mourão”, “Pedro Campos”, “Filomena Pinto”, “Santa Efigenia”, “Residencial Meridien”, “Oswaldo Antunes”, “Florense”, “Hannover”, “San Remo” entre outros simples edifícios

Voltando a questão dos “pobres” usuários do sistema de saúde pública. Por isto, pobres praticam a automedicação, ou a prescrição amigável. É aquele amigo ou conhecido, que prescreve baseado em experiências próprias, de parentes e outros amigos. “Compra o remédio XYZ que vai resolver o seu problema. Tive um igual a este, usei o XYZ e foi tiro e queda”. Às vezes é mais queda do que tiro.

O melhor médico, de uma grande parte da população, que a ANVISA não leia este artigo, é o competente seu Zé da farmácia. É batata, o que ele “avia” de receita, dá certinho, e olha que não recebe nenhuma premiação dos laboratórios para empurrar o XYZ. Isto só existia no passado, hoje felizmente acabou.

O máximo que os laboratórios dão, mais para os médicos que para os farmacêuticos, são pequenos brindes, canetas, esqueleto humano, porta-treco, etc…etc… Muito “eventualmente” pagam passagem e hospedagem para os médicos participarem de congressos e seminários.

Vamos falar logo sobre o município, antes que alguns, os de sempre, rotulem o Divinews de ter posição reacionária-governista (não conhecem esta posição? De agora em diante passarão a conhecer)

O município também tem culpa, é claro! No caso especifico de Divinópolis, tem sim! Afinal os problemas de saúde só acontecem aqui, nenhuma outra cidade mineira, principalmente das redondezas tem tais problemas. Claro, eles os resolvem da forma mais simples e inteligente possível, compram um monte de ambulâncias, vans e até ônibus, e enviam todos os problemas para a Divina-saúde-opolis. Assim, senhores prefeitos e secretários de saúde das cidades da redondeza, é fácil funcionar como uma Suíça Brasileira (Gilmar vai gostar disto), um oásis de saúde.

Na surrealista “Terras Brasis”, não morrem pessoas, não existem filas para atendimentos emergenciais, não existem filas de esperas para internações, tudo funciona bem, como um verdadeiro relógio suíço. Também pudera, lá não tem corrupção, mensalão, cuecão. Lá o presidente sabe de tudo, e a tudo vê

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