Sábado, 17 de outubro 18 horas, uma senhora que não quis de identificar procura um dos mais conceituados hospitais particulares a região, o famoso Santa Mônica, 100% particular e não consegue atendimento.
“Eu sofri um corte na cabeça em virtude de um acidente doméstico e me disseram que não tinha médico cirurgião de plantão e nem de sobreaviso,” comenta a secretaria.
Com relação ao Hospital Santa Mônica, o funcionário Alexandre confirmou no domingo, dia 18 ás 22 horas que o hospital de fato não tinha cirurgião de plantão e muito menos de sobreaviso.
Já nos dias seguintes a direção do Hospital Santa Mônica na pessoa do Dr. Juarez Guimarães desmentiu a versão e disse que havia médico cirurgião de plantão sim e foi além. “Nós enfrentamos um problema que é a má vontade de alguns profissionais em ficar de plantão já que a remuneração paga pelos planos de saúde é baixa,” comentou o diretor do Santa Mônica, que se mostrou irritado com a abordagem do assunto.
Médico de sobreaviso em dois hospitais ao mesmo tempo
No hospital São Judas Tadeu, que também presta atendimento particular tinha médico cirurgião de sobreaviso, neste caso o Dr. Arilton Carlos Ferreira.
No mesmo sábado fomos informados pela telefonista do São João que o mesmo médico estaria também de sobreaviso no Hospital São João de Deus, fato que foi confirmado pela assessoria de imprensa.
Ao ser procurado pela nossa reportagem, o diretor clínico do Hop. São Judas, Marcelo Braga deu outra versão. “O que acontece que é ele tinha um paciente que passou mal e ele teve que fazer um procedimento cirúrgico, mas ele estava de sobreaviso aqui no São Judas,” comentou o médico diretor do São Judas.
Braga argumentou que existem problemas na contratação de cirurgiões para plantão. Mas como o médico estava no bloco cirúrgico do São João como ficaria então um paciente que precisasse de uma cirurgia urgente no São Judas, local onde ele estava também de sobreaviso?
Uma das técnicas em enfermagem do São Judas com mais de dez anos de experiência disse que a situação chega a ser irritante. “Eu estou optando em não trabalhar mais em hospitais de Divinópolis, devido a esta situação que a direção sabe, mas não toma providência, prefiro trabalhar no SAMU de Itaúna,” comentou a técnica em enfermagem que pediu para não ser identificada.
Ainda de acordo com a profissional é justamente nos fins de semana onde a demanda aumenta que o cai o número de profissionais envolvidos com cirurgias. “Além dos atendimentos de Divinópolis, temos as cidades vizinhas que sempre procuram a cidade pólo que é Divinópolis,” explicou.






