Caos também na saúde privada – Veja matéria do jornalista Samuel do Valle

Publicado por: suporte

Sábado, 17 de outubro 18 horas, uma senhora que não quis de identificar procura um dos mais conceituados hospitais particulares a região, o famoso Santa Mônica, 100% particular e não consegue atendimento.

“Eu sofri um corte na cabeça em virtude de um acidente doméstico e me disseram que não tinha médico cirurgião de plantão e nem de sobreaviso,” comenta a secretaria.

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Com relação ao Hospital Santa Mônica, o funcionário Alexandre confirmou no domingo, dia 18 ás 22 horas que o hospital de fato não tinha cirurgião de plantão e muito menos de sobreaviso.

Já nos dias seguintes a direção do Hospital Santa Mônica na pessoa do Dr. Juarez Guimarães desmentiu a versão e disse que havia médico cirurgião de plantão sim e foi além. “Nós enfrentamos um problema que é a má vontade de alguns profissionais em ficar de plantão já que a remuneração paga pelos planos de saúde é baixa,” comentou o diretor do Santa Mônica, que se mostrou irritado com a abordagem do assunto.

Médico de sobreaviso em dois hospitais ao mesmo tempo
No hospital São Judas Tadeu, que também presta atendimento particular tinha médico cirurgião de sobreaviso, neste caso o Dr. Arilton Carlos Ferreira.

No mesmo sábado fomos informados pela telefonista do São João que o mesmo médico estaria também de sobreaviso no Hospital São João de Deus, fato que foi confirmado pela assessoria de imprensa.

Ao ser procurado pela nossa reportagem, o diretor clínico do Hop. São Judas, Marcelo Braga deu outra versão. “O que acontece que é ele tinha um paciente que passou mal e ele teve que fazer um procedimento cirúrgico, mas ele estava de sobreaviso aqui no São Judas,” comentou o médico diretor do São Judas.

Braga argumentou que existem problemas na contratação de cirurgiões para plantão. Mas como o médico estava no bloco cirúrgico do São João como ficaria então um paciente que precisasse de uma cirurgia urgente no São Judas, local onde ele estava também de sobreaviso?

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Uma das técnicas em enfermagem do São Judas com mais de dez anos de experiência disse que a situação chega a ser irritante. “Eu estou optando em não trabalhar mais em hospitais de Divinópolis, devido a esta situação que a direção sabe, mas não toma providência, prefiro trabalhar no SAMU de Itaúna,” comentou a técnica em enfermagem que pediu para não ser identificada.

Ainda de acordo com a profissional é justamente nos fins de semana onde a demanda aumenta que o cai o número de profissionais envolvidos com cirurgias. “Além dos atendimentos de Divinópolis, temos as cidades vizinhas que sempre procuram a cidade pólo que é Divinópolis,” explicou.

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