A imagem transmitida pela TV Candidés para os telespectadores se resume num plano fechado do vereador que está discursando; o que não se vê, até porque não há interesse de ser mostrado, é que no “palanque” há uma total falta de interesse dos outros vereadores no discurso do colega. Dispersão mesmo, confabulações, armações.
Alguns chegam a se retirar do plenário, em determinadas ocasiões a ausência se justifica por entrevistas a ser concedidas, por acordos de bastidores, assinatura de documentos. Mas, algumas vezes não há motivo.
Chega-se ao cúmulo de atendimentos ao celular, como se nada estivesse acontecendo, ou seja, uma cena por trás dos bastidores.
Isto sem contar a platéia assistente que constantemente se dispersa, as vezes de entediantes discursos.
A pergunta que fica é: Será que os vereadores realmente acreditam naquilo que discursam com tanta ênfase pro seus eleitores? Ou serão apenas jogo de palavras ensaiadas e decoradas para entreter a platéia que os assiste e aumentar o seu ibope político?
O fato é que, o plenário é o lugar onde causas deveriam ser defendidas em prol da sociedade e para o crescimento da cidade. O que entristece e indigna a população é perceber que esse papel, às vezes, não está tendo o respeito merecido pelos seus protagonistas, os vereadores eleitos.
Em frente às câmeras de televisão, nem tudo que reluz é ouro. Nem tudo que parece ser, de verdade é.




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