Minas Gerais aparece em 6º lugar, na sua frente estão os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Mina, nesta análise, está muito próxima dos estados do nordeste.
A Revista Exame afirma em sua matéria, como parâmetro de análise, a felicidade das pessoas. Porque as pessoas nessas empresas são mais felizes.
- Elas pagam melhor
- Treinam mais
- Valorizam a equipe
- E são mais rentáveis
As empresas mineiras que fazem parte deste time, onde estão e o que oferecem, fora o pacote normal de benefícios propícios às empresas de visão.
ALGAR TELECOM (telefonia)
Uberlândia – 1388 funcionários
Massagem e cinema na hora do almoço para todos os funcionários. Além de exame de saliva para avaliar o nível de estresse.
Diferenciais: Plano de participação nos resultados – Universidade corporativa interna UniAlgar.
CASE NEW HOLLAND (tratores)
Contagem – 2916 funcionários
Diferenciais: Bolsa de estudo para pós graduação e MBA, além de cursos de idiomas – Previdência e stock option para a alta liderença
LEOCOTRON TELECOM (fabricante telefonia)
Santa Rita do Sapucaí – 163 funcionários
Diferenciais: Bolsa para todos os funcionários que desejam estudar – Em estudo criação de plano de previdência privada
SÃO MARCOS (fabricante de fios)
Três Corações – 319 funcionários
Diferenciais: Plano de saúde e odontológico integral – alimentação gratuita no local de trabalho – Cesta básica com 33 quilos para funcionários que recebem até R$ 2.040 reais – Aulas gratuitas de informática
U&M (Mineração e Construção)
Matias Barbosa - 1045 funcionários
Diferenciais: Possibilidade de carreira internacional – utilização de ar condicionado em todos os veículos existentes nas obras e em todos os alojamentos - Escola de alfabetização gratuita – Paga 50% dos cursos de graduação e especialização.
A existência de poucas empresas de Minas Gerais neste ranking demonstra a falta de uma política de RH.
A maioria das empresas mineiras de médio porte não possui departamento de recursos humanos, quando muito, o antigo Departamento de pessoal, uma antiga e retrograda seção “dedo-duro” de fiscalização de batimento de ponto, descontos na folha de pagamento, um setor negativo, que impõe medo. Não possuem plano de carreira e incentivo profissional. Isto reflete diretamente na baixa produtividade e o péssimo ambiente de trabalho.
As empresas que se profissionalizaram, cresceram, e podem ser vistas a olho nú. Em Divinópolis são poucas, é verdade, mas existem, e este número está aumentando. Os empresários já perceberam que no mundo globalizado, distante somente a um clique do mouse, não há lugar para amadores.
A política é aquela antiga, que muitos empresários, principalmente os mineiros, teimam em não implementar, a do ganha-ganha. Alguns estão mais preocupados com o aumento do valor da comissão do vendedor, que vendeu mais e conseqüentemente vai ganhar mais, do que com o aumento do faturamento da sua empresa, numa visão míope e mesquinha.
São empresários que pensam que investimento em treinamento e bem estar dos seus funcionários, quer seja externo ou interno, é besteira, bobagem, dinheiro jogado fora. Isto está acabando.
A crise existe sim, para os que não têm competências de criar, mudar quando necessário, quebrar paradigmas. Sair da mesmice.
Em vários setores em Divinópolis temos presenciado isto, até no setor confeccionista, que nasceu no amadorismo e que durante muitos anos tem resistido às mudanças. De forma silenciosa, no velho estilo mineiro de ser, calado, sem fazer alarde, empresas começaram a se preocupar com o bem estar dos seus colaboradores. O fazem não porque são bonzinhos, e sim porque o resultado deste pensamento socialmente correto é convertido em lucros.
São empresas que estão deixando de ser, na sua essência, familiar para ter uma gestão profissional, mesmo com alguns membros da família fazendo parte desta gestão.. O que podemos classificar como gestão mista, a profissional sem a perda dos valores familiares.
Fonte: Revista Você S/A – Revista Exame
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