Os dias nacionais de vacinação contra a poliomielite ou “paralisia infantil” constituem experiência positiva e de expressivo resultado, evidenciado pela ocorrência do último caso da doença em 1989 e pela confirmação de sua erradicação no país em 1994.
Na primeira etapa, ocorrida em junho desse ano, foram vacinadas 13.404 crianças, correspondente a uma cobertura de 92,3 %. A meta mínima, preconizada pelo ministério da Saúde, é de 95% da população alvo.
Embora a poliomielite esteja erradicada do Brasil desde 1989, é preocupante o fato de ainda existirem locais em que os poliovírus selvagens estão circulantes, como Nigéria, Afeganistão, Índia e Paquistão. Com a agilidade atual dos meios de transportes, particularmente o aéreo, torna-se acentuado o risco de reintrodução e disseminação do poliovírus em regiões com baixas coberturas vacinais, até onde o mesmo tenha sido erradicado.
Deste modo, as campanhas nacionais de vacinação são essenciais para a manutenção da erradicação da poliomielite no país, mas para isso são necessárias altas e homogêneas coberturas vacinais.
Segundo dados da secretaria municipal de Saúde – SEMUSA, a meta é vacinar 14.520 crianças menores de cinco anos do município. Além da vacina contra a paralisia infantil, que será aplicada indiscriminadamente a esse grupo, inclusive nos recém-nascidos, também serão oferecidas as demais vacinas do calendário de imunização, visando atualizar o cartão de vacinação.
A campanha terá o seu início antecipado para o dia 17 de agosto na zona rural e nas regiões atendidas pelas equipes do Programa de Saúde da Família – PSF e também nas creches e escolas mediante autorização prévia dos pais ou responsáveis. Na zona urbana será realizada no dia 22 de agosto, no horário de 8 da manhã às 17 horas.
Não existem contra-indicações absolutas para a aplicação da vacina e as crianças devem ser vacinadas mesmo na presença de gripe, resfriados, coriza, alergia respiratória, diarréia, febre, vômito, tosse ou em uso de antibióticos


