Sancionada através da lei 6.960, a proposta integra “A Semana do Aleitamento Materno” ao calendário do município, tendo como data oficial o dia 07 de agosto.
“A imensa afetividade dos mamíferos inicia-se do modo mais doce e adorável, quando crianças que saem imaturas do ventre das mães necessitam da proteção e calor dessas mães peludas nos seios das quais se aleitam.”
Edgard Morin – Amor Poesia Sabedoria
Desde o inicio dos tempos a amamentação é uma atividade utilizada por todas as mulheres do mundo e por isso deve-se ter um cuidado e uma atenção especial na relação mãe e bebê. A amamentação é uma atividade básica que preenche todas as necessidades nutricionais da criança, em seus primeiros meses de vida, o leite é o grande eixo para a harmoniosa interação mãe/filho.
A amamentação realizada diretamente no seio é um grande facilitador para o desenvolvimento da musculatura facial da criança, e, resulta em uma diminuição de infecções do aparelho respiratório durante o período neonatal.
A amamentação diretamente no seio diminui o número de cáries nos dentes das crianças e conseqüentemente diminui as más oclusões dentárias e também proteção imunológica e antialérgica.
O uso da mamadeira deve ser usada apenas quando por algum motivo não puder ser dado o leite através do seio. Nos primórdios dos tempos não existia mamadeira a dificuldade das mães era imensa em relação à nutrição de seus bebês. A modernidade acaba trazendo condições e tecnologias rápidas, práticas e que muitas vezes acabam provocando alterações adversas. Muitas mães decidem contribuir para a renda familiar em casa, muitas vezes esta situação impossibilita a mãe de aleitar adequadamente e vê-se obrigada a introduzir o uso da mamadeira ainda nos primeiros meses de vida do bebê.
O benefício do aleitamento não é somente do bebê, mães que amamentam dificilmente apresentam câncer de mama durante a pré-menopausa, assim como alguns tipos de câncer do ovário, menor incidência de fratura de colo de fêmur e contribui também para a perda de peso de maneira natural.
A amamentação pode ser iniciada na sala de parto logo após o nascimento do bebê. É de direito de todas as mães serem devidamente orientadas por toda a equipe de saúde: Fonoaudiólogos, Nutricionistas, Fisioterapeutas, Médicos, Psicólogos, Enfermeiros e outros. Cada profissional irá orientar de acordo com sua conduta profissional em prol do bom desenvolvimento motor, psicológico, funcional e desenvolvimental da criança. O leite materno é o único alimento sem restrições para qualquer bebê.
O ato de sugar deve ser iniciado pelo bebê logo após o nascimento, assim que a mãe insere o mamilo entre os lábios da criança. Caso o bebê não tenha competência de força muscular para sugar o seio deve-se realizar estimulação terapêutica fonoaudiológica, o mais rápido possível.
O ato de sugar o seio da mãe é um grande facilitador para o crescimento dentário, desenvolvimento da articulação e do ato de engolir. O benefício do aleitamento materno traz melhoras nos aspectos psicológicos do desenvolvimento emocional do ser, como base para um bom desenvolvimento da linguagem da saúde do bebê.
Segundo a organização mundial da saúde, a duração ideal do aleitamento materno é exclusivo até 6 meses, mas, pode-se prolongar até quando a mãe produzir leite. Sempre que a mãe for amamentar deve-se oferecer os dois seios, facilitando assim uma adaptação posicional múltipla.
A alimentação deverá ser introduzida a partir do sexto mês. Pode-se ser oferecido alimento antes de seis meses somente se o bebê possuir habilidades motoras orais e com orientação profissional após avaliação da criança, esta orientação deve ser realizada quanto aos seguintes aspectos: pastosidade, quantidade, qualidade, horário e outros. Desta forma, a mãe garante uma melhor qualidade de vida para si mesma e para seu bebê através do aleitamento adequado e realiza o ato de amamentar com vontade e ânimo..
EXPERIÊNCIA
apoio a amamentação, porque me tive apoio, informações e ainda amamento.E quando as pessoas que me vêem amamentar – sim, porque faço isso publicamente sem vergonha alguma, sempre se surpreendem com a quantidade de leite que ainda tenho, 2 anos e 5 meses apos o parto da Maria Luiza. E quando me perguntam se ainda tenho leite, eu logo lhes respondo…
Tenho muito leite, por causa de uma questão a princípio meramente biológica: eu sou mãe. Depois vem a cultural: eu quis amamentar. E depois vem a explicação pessoal: eu acreditei que poderia. Acreditei que meu leite era melhor para minha filha do que o leite de qualquer outra animal.
Confiei sem restrições que a natureza era sábia e jamais comprei uma mamadeira, uma lata de leite “infantil” ou uma “chupetinha para acalmar”. E hoje lhes digo orgulhosamente, nunca preparei uma mamadeira. Porque meu corpo lhes bastou por muito tempo. E depois deste tempo, estes apetrechos já não eram mais necessários.
Então… Minha resposta para quem se admira com o fato de, ainda hoje eu ter tanto leite é…
Tenho muito leite porque amamento. E ainda tenho muitos anos pela frente para amamentar com prazer.
Tenho muito leite porque sou biologicamente mamífera, porque quero e porque acredito, com todas as minhas forças, que sou capaz.
Até quando vou amamentar a Maria Luiza? Enquanto eu tiver produzindo leite, ver a satisfação e o sorriso da Maria Luiza me pedindo “mamá”
Adriana Eva, Servidora Pública Municipal, Sociologa do CRAS (Centro de Referencia da Assistencia Social)






