Sabendo do desejo dos meninos da Missão Maria de Nazaré em compartilhar não só uma vida de oração, como já faziam há 15 anos, mas também as dificuldades em reerguer jovens de até 24 anos que se envolveram no mundo das drogas, Ana Maria, da Associação Mãe do Perpétuo Socorro comprou e doou, em 2007, a Chácara João Paulo II. Foi assim que teve início a Casa de Recuperação João Paulo II.
O projeto é coordenado por Matheus Henrique Dias, ex-usuário, que há cinco anos, depois de participar de um retiro espiritual com a Missão Maria de Nazaré, encontrou na fé forças para se reencontrar.
Atualmente com 12 jovens, a maioria com o uso de Crack no histórico, a Casa tem capacidade para até 20 pessoas, mas a falta de recursos limita o trabalho dos voluntários. Matheus conta que o fornecimento de água está interrompido por falta de pagamento da conta. Mas o coordenador geral da Missão Eduardo Rivelly diz que a intenção é furar um poço artesiano, já que a conta fica em mais de R$200 por mês e um poço, que resolveria o problema em definitivo, custaria mais ou menos 20 vezes esse valor.

A rotina não pode ter muita folga. Todos os dias os garotos acordam às 6h para orar. Depois do primeiro contato com Deus no dia, eles lancham e vão para a laboterapia – trabalham na horta, cuidam das galinhas e porcos (quando têm, porque, às vezes, é preciso matar para comer. Quando chegamos os próprios internos estavam fazendo bacon de um).
Os jovens internos são criativos, já montaram um tipo de academia usando latas de tintas cheias com 
Apesar de servir à sociedade como um todo, tendo inclusive internos de várias cidades – no dia de nossa visita eles receberam, em nossa presença, um encaminhamento do juizado especial de Pará de Minas – poucos são os que ajudam na manutenção da Casa.
A prefeitura de Divinópolis manda verdura de 15 em 15 dias e, quando a Pró- Humana ganha cesta, sempre repassa parte à Chácara João Paulo II. A polícia militar também fez a doação de vários livros para ajudar a montar uma biblioteca, o resto vem de pequenas contribuições de pessoas simples que se identificam com a obra. A maior parte das famílias não tem condições sequer de mandar itens de higiene pessoal para os internos.
Mas o trabalho continua e a luta é constante e necessária. Matheus conta que adolescentes de 12 anos

Horta que os usuários criaram
Para esses jovens que entenderam que para ser feliz é preciso fazer o outro feliz e no mundo das drogas é difícil até mesmo ser, se encontrar, o amor e a fé podem ajudar a mudar a história. Essa lição Matheus pôde aprender a cinco anos, vendo jovens de um grupo de oração em uma intensa alegria, e agora fala “quero dar de graça, o que recebi de graça”.
Site da Missão Maria de Nazaré www.missaomariadenazare.com.br







