O São Paulo Fashion Week assinou na ultima quarta-feira (20) um acordo com o Ministério Público Estadual, se comprometendo que 10% das modelos contratadas pelas grifes sejam negras e indígenas. A medida, chamada de “termo de ajustamento de conduta”, dividiu opiniões dos estilistas, das agências de moda e das próprias modelos. Tal atitude gerou polêmica entre os profissionais do mundo fashion.
Dudu Bertholini, designer da grife Neon, classificou a iniciativa como “hipócrita”. “Acho preconceituoso, um absurdo. Desse jeito são as autoridades que provocam a segregação, pois essa medida vai constranger as modelos negras”, diz o estilista. “As meninas se sentirão desconfortáveis, sem saber se foram escolhidas por terem talento ou por causa de uma obrigatoriedade política hipócrita”, completa.
O estilista diz que medida ‘constrange’, já a modelo mineira Fernanda Téo, admite falta de oportunidades. “No Brasil, quando você é negra, primeiro tem que fazer sucesso lá fora para aí sim ser reconhecida e chamada para os trabalhos aqui”, disse






