Na ocasião o presidente do TJMG ressaltou que a cidade de Lagoa da Prata pertence ao seleto grupo que tem o privilégio de adotar o modelo.
A Apac de Lagoa da Prata foi instalada em julho de 2005 e teve a inauguração de seu Centro de Reintegração Social em abril de 2008. Em junho de 2008, recebeu os primeiros presos. Hoje, abriga mais de 50 recuperandos.
Durante a visita, o juiz Luiz Carlos Rezende e Santos, da 1ª Vara da comarca, fez uma exposição de slides sobre a história da criação da Apac na cidade. Após a exposição, o coordenador do projeto Novos Rumos na Execução Penal, desembargador Joaquim Alves de Andrade, ressaltou que a Apac “traz a paz ao interior das prisões”, na medida em que o amor e a compreensão são difundidos e vivenciados pelos presos, a maioria deles pobres e carentes desses sentimentos.
Joaquim Alves ponderou que o maior crime em nossa sociedade é ser pobre, já que dificilmente políticos, servidores públicos e mesmo magistrados são presos. Ele considera a Justiça brasileira falha nesse aspecto e entende que é necessário dar oportunidade aos presos de progredirem e exercerem sua cidadania.
O desembargador Sérgio Resende revelou que tem um grande apreço pelo método Apac. Ele expressou a gratidão do Poder Judiciário à comunidade local por tornar possível a sua adoção e, em especial, agradeceu pelo mérito e esforço dos voluntários envolvidos. Ele finalizou dizendo que o método Apac não promove a reinserção dos recuperandos na sociedade, mas sim a sua inserção, já que, em sua maioria, sempre foram excluídos.
Presenças
Estiveram também presentes ao evento, além dos juízes da comarca, Luiz Carlos Rezende e Santos e Islon Cézar Damasceno, os juízes Paulo Antônio de Carvalho, pioneiro do método Apac em Itaúna, João Batista Simeão (Bom Despacho), Pedro Barcelos (Bambuí), Leonardo Antônio Bolina Filgueiras (Campos Altos), José Adalberto Coelho (Dores do Indaiá) e ainda o juiz Fernando Humberto dos Santos, da Vara de Registros Públicos de Belo Horizonte, que é pai do juiz Luiz Carlos Rezende e Santos.
Compareceram também o prefeito de Lagoa da Prata, Antônio Divino de Miranda, o prefeito de Japaraíba, José Antônio de Miranda, o juiz aposentado Célio de Carvalho e o presidente da OAB local, Ailton José Silva, entre outras autoridades.






