Acompanhar a moda sempre foi um dilema para todos os adolescentes. Outono-inverno, primavera-verão, enfim; escolher o modelito no qual devemos usar complica a vida de todos os “rebeldes”.
Se for para balada, algo mais confortável e que não incomode tanto. Festa de casamento complica mais ainda! Aniversários, sempre se dá um jeitinho! Mas, na hora de ir para a faculdade… “sai de baixo”! Homens e mulheres se desdobram na frente do espelho, pra tentar se vestir dentro o contexto da moda misturado com o ambiente de faculdade.
Faculdades se transformam em passarelas e alunos estilistas. De segunda à quinta modelitos leves, comportados, mais camuflados. Mas, sexta-feira! Olhares e pensamentos a mil, para o grande dia! O dia em que se antecede o fim de semana, ou como dizem, o pré-final de semana, a porta de entrada para baladas e mais baladas que se estendem até o domingo.

Evandro Penoni, 19 anos
Alunos mais despojados, realmente são “fuzilados” dentro das faculdades? Fica a dúvida. Realmente, existe alguma regra para sexta-feira? Alunos e alunas que se vestem de uma forma mais livre e desimpedida, que não ligam para a opinião dos outros e preferem um estilo próprio e mais descolado sofrem algum tipo de preconceito? Foi o que a reportagem do Divinews procurou saber dos alunos da Faculdade Pitágoras, famosa desde os tempos da FADOM pela preocupação dos estudantes com a vestimenta.

Jhennifer Mendes, 17 anos
Pois é, rivalidades sempre existiram. Fica claro que alunos de direitos, têm, por tendência, se vestirem mais comportados. “Não é uma implicância, tipo, cruzeiro e atlético, não é uma rivalidade, mas é uma coisa que rola mesmo. Quando eu passo, sinto que sempre tem uns olhares mais críticos. Então, nem pensar passar no bloco D” reclama Jhenifer.
“Eu tenho um estilo super meu! Eu não gosto de “modinha”. Acho que quem faz sua moda, traduz sua própria personalidade, um pouco do que eu penso, um pouco do que eu acho. Mas uso uma modinha que é “super moda”, que é o all star.”, completa a estudante.

Priscila Mesquita, 22 anos
Em relação a esse tema polêmico, a aluna do curso de Direito Priscila Mesquita, de 22 anos, que é modelo, responde, “acho que o próprio curso já exige, por se tratar de um curso mais rigoroso até por parte dos professores, que já exigem esse traje mais formal” A estudante de direito explica que a partir de um determinado período a transformação acontece naturalmente. De um estilo mais solto e leve, para trajes finos e sociais.
“Não adianta uma pessoa acompanhar a moda, quando a moda não acompanha a pessoa. Saber se vestir bem consiste em entender o interior, o “eu” de cada um. Não basta usar um modelito ou um acessório que está bombando, mas, não completar o que falta para esse modelito se tornar majestoso”, completa Priscila.

Ângela Gontijo, de 28 anos (E) e Cláudia Nonato, de 43 (D)
Já as alunas de Administração, Ângela Gontijo, de 28 anos e Cláudia Nonato, de 43, dizem que os alunos do curso de Direito realmente se sentem superiores a todo o resto da faculdade. “Há realmente um pré-conceito em relação ao modo de se vestir.” “… claro que o curso já exige certa formalidade, mas, olhares e caras sempre fizeram parte do contexto deles!”

Carla Leão, de 22 anos (D) e Débora Alves, de 21 (E)
Mas, as alunas do curso de Direito, Carla Leão, de 22 anos e Débora Alves, de 21, afirmam que não existe pré-conceito por parte dos alunos de Direito de forma alguma. “Isso é boato que rola. Com certeza nosso curso já exige, mas não nos sentimos mais que os outros”, pondera.
Estudantes mais espontâneos gostam de criar seu próprio estilo e curtem se vestir de maneira que se sintam confortáveis e felizes com sigo mesmos.
Mas toda essa movimentação de estilos, formas, cores e opiniões se junta na hora de dar aquela famosa espiadinha. Fuxicar o estilo dos outros e reparar as roupas.

Iolanda Meneses,18 anos
Fica-se tempos e tempos observando uns aos outros. “Toda mulher nunca está satisfeita com o que tem. Então, nós nos olhamos e nunca estamos bonitas o suficiente do modo que as outras estão. O jardim do vizinho é sempre mais bonito!” explica Iolanda Meneses, de 18 anos.
Uma pesquisa feita na Fac. Pitágoras – Campus FADOM, com alunas e alunos do 1º período de Comunicação Social mostra que, a grande maioria das mulheres repara o modo de se vestir das outras e que, buscam nelas algo que as complete e aproximem-nas da moda atual.

Luciene Moreira, 18 anos
Mas, espiadinhas a parte, quem acredita que há mulheres que não reparam umas as outras? Mas é o que diz a estudante de Jornalismo, Luciene Moreira, de 18 anos “venho à escola com o intuito de estudar. Não sou muito de reparar o traje de outras pessoas”, afirma. Será!

Jaqueline Barros, 23 anos

Carolina Gontijo, 22 anos
Totalmente contrárias a opinião da aluna Luciene, Jaqueline Barros, de 23 anos e Carolina Gontijo, de 22, ambas estudantes do curso de Direito, afirmam que, “reparar o estilo de outras mulheres, roupa, cabelo, maquiagem e principalmente o corpo é um dom que todas nós temos”
E completam, “a partir de certo tempo, quando começamos a fazer estágios, acontece naturalmente a mudança de estilo, de livre e leve para social”
E qual seria esse padrão? Como a maior parte das pessoas (ou seja, não é regra) se vestem na hora de ir para a faculdade? Para ampliar conhecimentos e estilos, fica a dica:
Para a segunda-feira, início da semana, as alunas apostam em tênis, calça jeans, blusa regata, algum acessório, tipo, um colar de estrass, ou um colar menos brilhante, mas, que não ofusque o brilho da mulher. Para os homens, calça jeans, blusão e boné. Começa-se assim, a semana!
Na terça-feira, homens e mulheres apostam nas estações. Conforme estiver o tempo, se vestem. No frio, homens preferem à famosa blusa de moletom, permanecem com a calça jeans e em determinados estilos, trocam o boné por uma boina. Agora, as mulheres, preferem abusar nos casacos. Estilos com plumas, enchimentos, os famosos sobretudo, ou a sempre estilosa jaqueta de couro, que para as mulheres da um toque de sofisticação.
Quartas-feiras, não têm exceção, é o dia do futebol. Tanto os homens quanto as mulheres, se desprendem de qualquer moda, qualquer modelito que esteja bombando, para vestirem orgulhosamente a camisa de seu time do coração.
Os bares que cercam as faculdades lotam e, olhares fixos na telinha para torcerem para os times. Nada mais importa! A moda que comanda a quarta-feira são as camisas do Cruzeiro e do Galo, acompanhadas de tênis ou sandálias baixas, as famosas rasteirinhas.
A quinta-feira já é mais ousada e abusada. É o dia que algo pode rolar sem ter nada previsto. Então, já se preparam para caso haja alguma festinha ou comemoração, já estar tudo preparado.
Os saltos se mostram fortes tendências para a quinta, legues, batas ou vestidos longos. Dependendo do clima, se arrisca um vestido acima do joelho. Homens arriscam bermudas e camisetas de marca, também em decorrência do ambiente, preferem algo confortável e seguro.
O grande dia chega! Sexta-feira é o dia! Mulheres exploram o que têm de melhor, maquiagem, roupas, sapatos, cabelos. Homens, abusam do corpo e aderem as camisetas regatas e calças esportivas.
Mulheres que não colocam um salto na sexta, são vistas como estranhas, vindas de outro planeta. Vestidos finos e mais sociais, chamativos, que atraiam olhares diversos, que levantem seu “ego”. Acessórios brilhantes, anéis, brincos. Tudo o que se tem direito.
“Mulher se veste bem para outra mulher. Se uma da “mesma espécie” diz que estamos bem, bonitas, magras, é um ótimo sinal”, conta Carolina. “Não gosto muito de seguir modas, estudante sempre esta apertado. Quando sobra algum dinheiro, procuro investir em mim, mas nem sempre isso acontece”, completa ela.

Camila Brant, 19 anos
Quanto ao modo de vestir, há algumas controvérsias. Algumas mulheres se vestem conforme o humor. É o que diz a aluna de Jornalismo Camila Brant, de 19 anos, que é modelo internacional fotográfica e comercial, “Tenho meu estilo próprio. Um estilo mais despojado. Dependendo do jeito que estou naquele dia me visto bem. Talvez, no dia que estou mais chateada, ou acordo de mal humor, vou mais tranqüila à faculdade.”

Ana Carolina Tostes, 27 anos
Já há quem diga que, nem sexta-feira, nem nenhum outro dia da semana influenciam no modo de vestir. É o caso da aluna de Publicidade e Propaganda, Ana Carolina Tostes, de 27 anos, que diz, “não mudo na sexta-feira. Para mim é um dia normal, como qualquer outro. Eu não tenho dia preferido de estar melhor ou mal vestida ao conceito da sociedade”.
E completa, “Não me sinto ofuscada. Mas percebo que com um estilo mais despojado na faculdade na sexta, você é um pouco que descriminada. Eu creio que realmente seja modinha, algo que as faculdades fazem. Na sexta-feira por ser pré-final de semana, as pessoas já vêm mais bem vestidas pra logo depois das aulas saírem para a balada”.

Evandro Massa, 37 anos
Em um assunto bastante temático como esse, há opiniões de diversos pontos, desde adolescentes à adultos. Há quem diga que vestir-se bem deveria ser todos os dias, como disse Evandro Massa, de 37 anos, estudante do curso de Jornalismo, “em minha opinião o dia não muda as coisas. Se vestir bem, se apresentar bem, deveria acontecer todos os dias”.
“Sexta-feira é que começam as baladas, mas nem por isso, devemos nos apresentar bem somente nesse dia, a grande maioria das pessoas se deixa influenciar por ser uma porta aberta para o final de semana, para as grandes baladas que acontecem. Acho que não tem muito a ver com o lugar e com o dia, já é mais comum, uma questão cultural”, completa.
Modas universitárias “pegam” de forma repentina, adolescentes e adultos, que mesmo tentando fugir, não conseguem se esquivar dela.
Vestir-se bem ou mal, fica a critério, o importante é estar feliz e em harmonia consigo mesmo, sem levar em consideração, opiniões que não se baseiam de nada. Nunca confundindo estilo com moda, pois, uma moda nova, talvez não tenha a cara de quem a usa.
Ter um estilo próprio demonstra que se tem personalidade, que se pensa por conta própria. Usar “modinhas”, claro! Mas, sem deixar de lado a verdadeira personalidade e estilo de cada um.







