Aula inaugural do ProJovem Urbano é realizada pelo secretário nacional da juventude, Beto Cury

Publicado por: suporte

Esteve em Divinópolis, na segunda-feira (13), o secretário nacional da juventude, Beto Cury, para a aula inaugural do ProJovem Urbano, programa desenvolvido pelo governo federal, coordenado pela FUNEDI/UEMG, em parceria com a Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação.

Beto Cury explica que o programa oferece, aos jovens de 18 a 29 anos, que não concluíram o ensino fundamental e que saibam ler e escrever, a possibilidade de conclusão do ensino fundamental, qualificação profissional em 18 meses, além de aulas de informática e o recebimento de uma bolsa de 100 reais, desde que eles freqüentem regularmente as aulas e apresentem os trabalhos que são exigidos.

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Cristina Vieira Ferreira está fazendo o curso de construção civil. Ela se entusiasma ao falar que aprende desde as funções desenvolvidas pelo pedreiro como a parte de rede elétrica. Em sua sala são poucas mulheres, mas ela pensa nas oportunidades do ramo e pretende seguir a carreira fazendo faculdade de engenharia civil, “todo mundo precisa de morada” afirma.

Segundo Cristina as aulas já começaram e os materiais já forma entregues as aulas “são ótimas”, afirma. O projeto, de acordo com ela, ensina muito mais que uma profissão “aprendemos a perceber que não somos limitados”.

O representante dos alunos do ProJovem, Welington Campos Sousa, está fazendo o curso técnico de reparos e disse que está juntando o útil ao agradável, já que gostaria de se especializar mas não tinha

Welington, representante dos alunos do ProJovem em Divinópolis

tempo para conciliar com os horários das aulas e terminar o ensino médio.

Welington já trabalha na área e disse que é importante a inclusão da parte teórica para aumentar o conhecimento e o curriculo.

O início do programa pelo governo federal foi em agosto de 2005, começando primeiro nas capitais. Em 2007, atingiu as cidades das regiões metropolitanas, e desde outubro de 2008 está sendo entronizado nas cidades do interior, nos municípios que têm mais de 200 mil habitantes, diretamente com as prefeituras e nas cidades com menos de 200 mil habitantes com os governos estaduais.

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Da primeira etapa do programa, participaram cerca de 240 mil jovens, em outubro do ano passado entraram mais 72 mil, e agora, nesse período estão sendo recebidos mais 162 mil em 16 estados e em 55 cidades com mais de 200 mil habitantes. Em junho, são incluídos dois estados e mais 21 cidades, totalizando a entrada de mais 102 mil jovens.

“É um programa de uma dimensão social muito importante, pois é direcionado à parcela mais vulnerável e excluída da juventude brasileira. São jovens que não tem perspectiva nenhuma de inclusão cidadã, estão fora do mercado de trabalho e têm pouquíssima chance de conseguir um emprego de carteira assinada. Eles foram excluídos da escola e o objetivo do programa é inseri-los. É assegurar, como diz o slogan do programa, “conhecimento e oportunidade para os jovens””, explica Cury.

Para o secretário o início do ProJovem em Divinópolis, sua cidade natal, tem uma dimensão afetiva. Ele assegura que pretende daqui a 18 meses fazer a formatura de todos esses 700 jovens que se iniciam no programa,“Espero vê-los saírem com o certificado de qualificação profissional, com melhores perspectivas de vaga no mercado de trabalho e, quem sabe, continuarem fazendo o ensino médio, cursos profissionalizantes e até chegar a faculdade através de bolsas do PROUNI ou ampliação de vagas nas universidades publicas”.

Programas federais destinados a juventude de Divinópolis

Divinópolis tem mais de 1000 bolsistas do PROUNI e cerca de 300 a 400 jovens que participam do ProJovem Adolescente, que é outra modalidade do ProJovem. Atualmente são 700 pessoas no ProJovem Urbano com uma perspectiva de entrada de mais 700, no inicio do ano que vem.

Beto Cury explica que o governo federal está nos seus dois últimos anos de mandato e que o fundamental, agora, não é pensar coisa nova e sim intensificar e ampliar a oferta de vagas naqueles programas que são executados. “O Brasil começou a olhar para sua juventude de forma diferente, compreendendo que o jovem é sujeito de direitos, há gente importante de qualquer projeto de desenvolvimento do país”, garantiu o secretário.

Cortes no orçamento

Quando interrogado se a crise afetou os programas Beto Cury conta que, ao todo, houve um corte no orçamento de 35%, o projeto de lei enviado pela secretaria da juventude ao congresso era de R$706 milhões para o ano de 2009, no entanto foram aprovados somente 459 milhões.

Cury conta que são 247 milhões que comprometem a execução dos programas, mas que existe uma negociação permanente com o Ministério do Planejamento e com o Ministério da Fazenda, “há um compromisso, por parte desses setores, de recomposição gradual do orçamento, na medida em que nós formos colocando jovens na sala de aula”, explica. E afirma que essa é a aposta que está sendo feita.


    

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