Na cerimônia de comemoração dos cem dias de governo de Divinópolis estava presente o prefeito de São Gonçalo do Pará, Ângelo Roncalli. No evento foi assinado o decreto que institui a cidade como homenageada no ano de 2009 pelos 97 anos de emancipação da princesinha do oeste.
O prefeito de São Gonçalo do Pará disse se sentir muito feliz porque todo são gonçalence se sente um pouco divinopolitano. Ainda afirmou que quando perguntam se existem mais cruzeirenses ou atleticanos na cidade ele sempre responde que a maior torcida é do Guarani, time de Divinópolis, “nossa maior torcida é do bugre” afirma.
Roncalli já está em seu segundo mandato consecutivo e dirige a 4ª cidade que mais cresce em Minas. Atualmente, se destaca como liderança política, tendo sido eleito 1º vice-presidente da Associação Mineira de Municípios – AMM
História de São Gonçalo do Pará
A criação do povoado de São Gonçalo do Pará teve ligação muito estreita com os surtos revolucionários dos mineradores da Capitania de Minas Gerais, em 1717.
Felipe de Freitas Mourão-(Árvore Genealógica), português, faiscador de ouro, trabalhava nas minas de Pitangui na época colonial. Por estar envolvido em movimentos revolucionários contra a cobrança de impostos sobre ouro, fugiu junto com sua esposa, Estefânia de Mourão Bravo em direção à nascente do Rio Pará. Lá se encontraram com portugueses fugitivos de Vila Rica (Pero Gonçalves de Amaranto e Estácio Campos de Borgonha) e foi convidado por eles para ser capataz de escravos.
Mourão dava ordens nos garimpos e nas roças; depois, saía em busca de vestígio de ouro. Ele e alguns escravos enveredaram pelas matas próximas ao rio Pará, explorando o terreno chegaram a um ribeirão cujas terras próximas das margens eram boas para o cultivo de plantações. Deram ao lugar o nome de ribeirão dos Morais e ali construíram ranchos de pau-a-pique com reboco e recobertos de sapé.
Terminadas as construções no ribeirão, para lá se transferiram, em 18 de dezembro de 1723. Felipe prolongou suas andanças, levando consigo escravos, e chegou a um local com uma grande reserva de madeira de lei. Neste local, iniciaria a formação do primitivo arraial, que futuramente levaria o nome de São Gonçalo do Pará.
Em 1735, deram por encerradas todas as construções, inclusive de uma capela com a imagem de São Gonçalo do Amarante – o santo a quem os portugueses tinham uma grande devoção. Houve a sugestão de se chamar este local de Pará Acima. Mas Felipe de Freitas afirmou ter feito uma parada naquele local, perto das margens do Rio Pará, quando viera de Pitangui; por isso, o povoado receberia o nome de Paragem do Pará em 7 de setembro de 1735.
De 1751 a 1755, uma nova igreja foi construída no mesmo local da antiga capela, com estilo barroco. Em 1750 o povoado passou a se chamar São Gonçalo do Pará, fazendo referência ao Rio Pará, o mesmo que trouxe os fundadores e hoje é linha divisória do atual município. Em 1870, o arraial de São Gonçalo do Pará foi feito distrito de Pitangui e anexado a Vila de Nossa Senhora da Piedade (Atual Pará de Minas). Finalmente, a emancipação política veio a ser realizada em 1º de janeiro de 1949.
Curiosidade
São Gonçalo do Pará é conhecida como a “cidade do doce”. Título cedido carinhosamente pela região Centro Oeste de Minas, que conquistou pela tradição e o delicioso sabor da Goiabada e do Doce de Leite. Reconhece-se que a Indústria de Polpas e Doces São Gonçalo está ligada à origem desse título.





