O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, causa grande impacto nos mercados acionários globais, ao afirmar que não garantirá novos empréstimos às montadoras do seu país e intervir diretamente na direção da GM, exigindo a renúncia do seu chefe executivo.
“O que nós estamos pedindo é difícil e requerirá que sindicatos e trabalhadores, que já fizeram penosas concessões, façam ainda mais. Exigirá ainda que os credores reconheçam que não podem ficar esperando por uma ajuda financeira do Governo indefinidamente.” Afirma o presidente americano.
A medida, mais dura que o esperado, levou a uma forte queda dos principais índices de ações, do mercado americano, visto que os investidores reagiram de forma negativa ao plano imposto pela Casa Branca. Tal cenário levou as montadoras a debaterem sobre a possibilidade de pedirem concordata.
A indústria automobilística americana, incluindo revendedores e fornecedores, já cortou 400.000 postos de trabalho, ao longo do ano passado. Rick Wagoner, ex Chief Executive Officer CEO da GM, um tipo de Diretor-Executivo ou Diretor-Geral, afirma que milhares mais vão perder o trabalho, caso o pedido de concordata realmente aconteça.
A força tarefa do Governo, criada para lidar com a crise do setor de automóveis, rejeitou os pedidos de mais recursos, requeridos pelas duas montadoras à beira da falência. Após o empréstimo de U$17.4 bilhões, a equipe de Obama anunciou que financiará as operações da GM somente por mais 60 dias, em vez de garantir mais U$16 bilhões solicitados pela empresa. Já a Chrysler tem apenas 30 dias para fechar uma parceria com a italiana Fiat, ou irá sofrer o corte dos fundos governamentais, o que forçaria a liquidação imediata da empresa.
As más notícias com toda certeza causarão profundo impacto na economia brasileira, em especial nas já combalidas indústrias de aço e automotivas, sem falar na queda da Bovespa, que já opera em baixa nesta segunda feira (30/04).
Tal cenário pode afetar diretamente a economia de Divinópolis, visto que as siderúrgicas poderão encontrar dificuldades, ainda maiores, para exportar. Talvez seja o momento de voltar os esforços à procura de novas oportunidades, dentro do mercado interno brasileiro, que deve sofrer um pouco menos, em comparação às grandes economias mundiais, nos anos de 2009 e 2010.




