Nossa reportagem esteve nas ruas de centro de Divinópolis para saber o que a população está achando desta compra e o resultado não é dos mais satisfatórios.
A maioria das quase 20 pessoas entrevistadas na Avenida Primeiro de Junho e Getúlio Vargas, afirmam não ter opinião por desconhecer o assunto e outros apenas dizem que vai ser bom ter mais leitos na cidade.
A costureira, Maria Augusta Teixeira de 59 anos, moradora do bairro Icaraí afirma sobre a importância da compra, mas acrescenta: “A gente acha bom ter mais um hospital para atender quem não tem condições de ser atendido particular, mas isso é coisa de político. A gente não entende qual é o jeito melhor para resolver o problema, a gente quer é que não falte lugar em hospital para quem precisa de tratamento”.
Entre os funcionários da Policlínica e do Pronto Socorro foi verificada certa resistência e constrangimento em emitir uma opinião. Alguns afirmaram não quererem dar opinião por se tratar de um assunto que envolvem políticos.
Os que atenderam nossa reportagem afirmam que a falta de leitos em Divinópolis é um assunto que já deveria ter sido resolvido a muito tempo, mas que não houve vontade política.
Para a auxiliar de enfermagem da Policlínica, Fátima Silva, essa aquisição é muito necessária. “A demanda é grande e por isso existe muita espera para internações e cirurgias pela falta de leitos”.
O técnico em radiologia, Claudinei Borges, afirma que já está mais do que na hora. “Uma cidade como Divinópolis tem que ter um hospital para atender o pessoal do SUS e ainda existe uma demanda de pessoas que vem das cidades vizinhas” acrescenta ele.
A falta de informações e de um posicionamento da população chega a demonstrar falta de interesse pelos seus direitos, como o atendimento digno na área da saúde, pois o tema está em constante foco da mídia local e chegou a ser discutido em Audiência Publica realizada na Câmara Municipal há poucos dias atrás.






