O banco central americano, Fed, injetou U$170 bilhões no grupo A.I.G. Tal montante corresponde a 80% do valor de mercado da empresa, portanto, os cidadãos dos EUA enxergam-se como donos da A.I.G., e sentem-se no direito de cobrar soluções e resultados do grupo.
A American International Group -A.I.G.- é uma empresa global, fundada nos Estados Unidos, e líder mundial em operações de seguro. Os negócios da seguradora são tão enraizados, no cenário econômico global, que muitos analistas afirmaram que, no caso da quebra do grupo americano, o sistema capitalista poderia entrar em colapso.
Já não bastasse o cidadão indignado, com a compra de um “barco afundando” com o seu dinheiro, os americanos ainda foram surpreendidos ao descobrirem que, poucos dias após receber o crédito estatal, 418 funcionários receberam bônus salarial, totalizando U$165 milhões. O maior foi de U$6,4 milhões, outros seis colaboradores receberam mais de U$4 milhões, segundo Andrew M. Cuomo, advogado representando o Estado americano, em ação que visa retomar parte do dinheiro já entregue como bônus.
Os americanos já estão muito insatisfeitos, com as medidas tomadas para re-capitalizar a seguradora, pois o governo firmou compromisso de honrar com 100% dos custos operacionais, e dívidas, contraídos em operações arriscadas e fora do principal campo de ação do grupo. Para aqueles que pagam impostos, a A.I.G. deveria receber dinheiro para cobrir parte dos valores estipulados em contrato, apenas o suficiente para seus clientes seguirem com seus negócios. O resultado, da ação governamental, é a compra de títulos que dificilmente irão valorizar. Se o governo tivesse pago 75% do valor, haveria uma chance de ganho futuro, afirma Gretchen Morgenson, do NY Times.
Agora é aguardar, e ver se a força da opinião pública influenciará nas decisões dos gigantes da Wall Street.





