Audiência discutiu o fornecimento de água, em Divinópolis, nos períodos chuvosos

Publicado por: suporte

Aconteceu, ontem (16), na Câmara Municipal de Divinópolis uma audiência pública para discutir alternativas para o fornecimento de água em período chuvoso, o que ocasionou em dezembro, caos em mais de 80% da população, deixando as pessoas sem água tratada.

A audiência foi solicitada pela Comissão de Saúde, Meio Ambiente, Esporte e Lazer, por meio de Geraldinho da Saúde (PR) e Edson Sousa (PDT). Estiveram presentes, representando a Companhia de Saneamento Básico (COPASA), Carlos Edézio Caetano, gerente do distrito do Alto Pará, e Maurício Pereira, chefe de departamento operacional do Centro-Oeste.

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Poucos cidadãos compareceram ao evento, apesar de muitos serem os afetados pela questão colocada em pauta. Ainda assim, esses tiveram a prerrogativa da fala. Iris Moreira, presidente do Partido Verde (PV), criticou o fato de os tanques de tratamento de água da companhia ainda estarem instalados em um local – bairro Esplanada – que todos sabem ocasionar problemas para o fornecimento.

Marcos Antônio, conhecedor da história da COPASA, afirmou que os tanques se encontram naquele local porque ali funcionava um complexo muito maior. A antiga barragem, disse ele, servia como reguladora do fluxo de água no rio e, dessa forma, evitava enchentes. Segundo ele, a barragem veio a se romper e nenhum diretor que passou pela companhia se propôs a construir, novamente, o complexo. Ele aconselha que essa questão seja resolvida e apresenta a região do córrego do paiol como possibilidade para essa estrutura maior.

Luizinho afirmou que no bairro Terra Azul não existem bombas de água funcionando e, por esse motivo, a distribuição fica comprometida todos os domingos. Já Antônio Luiz Avelino, presidente do São Judas, preocupava-se com o esperdício de água no Morada Nova, onde afirmou haver muitos vazamentos. De acordo com ele, o bairro tem várias nascentes que não são cuidadas por estarem em terrenos privados e os detentores dos lotes não se movimentam porque não podem lotear o local para vender.

Todos pediam à COPASA ou à Prefeitura que tomasse alguma medida, mas, em meio ao povo uma voz reconheceu-se contribuinte para a formação dos problemas que envolvem o precioso líquido. Fátima Bilarde levantou a questão da responsabilidade pessoal de cada um, “antigamente”, ela dizia, “não existia tanto problema, tínhamos água para todos, mas também não havia tanto lixo entupindo os bueiros ou aterrando os rios”.

Ao final da reunião, os gerentes da Copasa presentes propuseram, como solução emergencial;,o aumento da altura do dique de proteção da estação de tratamento, solução considerada paliativa e insuficiente pelo Vereador Edson Sousa. Reforçando a proposta da empresa, Carlos Edézio apresentou um projeto de longo prazo para a integração dos sistemas de abastecimento do Rios Itapecerica e Pará.

O Presidente Edmar Rodrigues propôs uma visita ao presidente da Copasa em Belo Horizonte para discutir mais o assunto e também, uma visita a estação para eles conheceram o trabalho da empresa e as medidas a serem tomadas.

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