Infrações em BRs geram 7.820 multas em Minas

Publicado por: suporte

O número revela uma média de 28,5 prisões em cada um dos seis dias do feriado prolongado, no qual mais se consome bebida alcoólica no país. No restante do país, somente nas BRs, outros 405 condutores foram encaminhados às delegacias pelo mesmo motivo. Mas outra média que impressiona é a de multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por desrespeito ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) na malha da União em Minas: 1,3 mil a cada 24 horas, ou 7.820 ocorrências entre sexta-feira e a quarta de cinzas. Em 2008, foram 5.945 ocorrências, 1.875 a menos. Tamanha irresponsabilidade dos condutores ajuda a explicar as 47 mortes no estado no feriadão: 20 nas BRs e 27 nas MGs. Duas a mais que as 45 vidas perdidas em igual período do ano passado.

As mortes nas BRs de Minas fizeram o estado, mais uma vez, ser o campeão do triste ranking nacional, seguido de perto por Santa Catarina, onde 19 pessoas perderam a vida. Em todo o país, o balanço da PRF indica 127 mortes na malha federal. A corporação não levantou quantos acidentes foram causados pela trágica mistura de direção e álcool na Operação Carnaval Seguro, mas a Polícia Militar Rodoviária Estadual (PMRE) constatou que apenas 3,41% dos desastres envolveram motoristas que desrespeitaram a Lei Seca nas pistas estaduais. “Em 2008, essa parcela foi de 15,08%”, comemorou o tenente-coronel Ricardo Calixto, da PMRE.

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Apesar disso, no confronto de números do carnaval passado, o total de acidentes aumentou tanto nas MGs (11,7%) quanto nas BRs que cortam Minas (4,89%). Em toda a malha federal, o salto foi 20% maior do que o de 2008. O inspetor Aristides Júnior, chefe de comunicação da PRF, avalia que a maior parte dos acidentes está associada à imprudência, negligência ou imperícia dos condutores. Ele recorda que o mais grave, com três mortos, ocorreu na BR-153, no Triângulo Mineiro, na terça-feira, quando um Vectra de São Paulo tentou uma ultrapassagem e bateu de frente com um Fusca de Frutal. Morreram no local os dois ocupantes do carro pequeno e a passageira do veículo maior.

O desastre causado pelo Vectra reforça um percentual que não pode ser subestimado pelas autoridades de trânsito: 15,78% dos desastres na malha estadual envolvem carros, motos, ônibus ou caminhões de outros estados. “Por isso, não basta termos uma ação (campanhas educativas, fiscalização etc.) em âmbito apenas estadual”, defende Calixto.

Ele acrescenta que, nas MGs, o total de operações durante o carnaval cresceu 56%, se comparado ao feriado de 2008. A PRF também reforçou o efetivo, com 920 agentes nas BRs. Alguns vieram de outros estados. O reforço ajudou a flagrar os condutores embriagados. Segundo Aristides, 70 deles foram detidos pela corporação. Outros 103 foram somente autuados. Esse último dado impressionou o policial, pois, nas quatro semanas de agosto de 2008, a corporação autuou 102 pessoas por desrespeito à Lei Seca: “Agora, em apenas seis dias, foram 103”. A PMRE deteve 101 motoristas embriagados nas MGs. O condutor flagrado ao volante depois de infringir a Lei Seca é multado em R$ 955 e corre o risco de ter a carteira de habilitação apreendida por um ano.

O inspetor Aristides Júnior cobra maior consciência dos condutores e avisa que a corporação tem 68 bafômetros espalhados pela malha federal mineira. “É uma lei importante”, repete, alertando condutores para que não se acomodem com a proibição da mistura álcool e direção. Apesar de destacar as 7.820 multas aplicadas no feriadão, a PRF não detalhou quantos veículos foram flagrados ultrapassando em faixa contínua, fazendo conversão em local proibido, transitando pelo acostamento etc. O total de multas, no entanto, é bem maior, pois o balanço das quase 8 mil ocorrências não incluem todas as infrações flagradas pelos radares. “Ainda não recebemos todos os dados”, justifica Aristides.

Também tem problema com a lei o condutor que patrocina o chamado transporte pirata. Nesse carnaval, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) apreendeu 49 veículos nessa situação. Outros 222 foram autuados. No total, 658 passageiros que pensavam ter feito bom negócio ao pagar um bilhete mais barato do que o comercializado no terminal rodoviário teve que descer no meio do caminho. “Houve um esforço grande na fiscalização. Foram abordados mais de 15 mil veículos”, disse Lindberg Ribeiro Garcia, do DER.

Fonte: www.uai.com.br/ Sidney Lopes/EM/D.A Press

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